Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Área linguística: Ortografia/Pontuação
Carlos Garcia Professor Porto Alegre, Brasil 329

Gostaria de saber se há casos em que é correto iniciar uma frase com a conjunção "ou". Eis um exemplo: Nunca ganho nada. Ou, se algo ganho, perco logo em seguida. Muito obrigado.

Domingos Xavier Gomes da Cunha Ferreira Lopes Jornalista Vila Verde, Portugal 170

1. A palavra submunicipal pode ser usada na língua portuguesa ?

2. Em caso afirmativo, e em termos ortográficos, o vocábulo deve ser usado com ou sem hífen?

Rogério Garcia Pires Médico Setúbal, Portugal 246

Nasci em 1950 e, na então chamada Instrução Primária, aprendi que as palavras pai e mãe se escreviam com letra minúscula, quando nos referíamos a um dos progenitores de uma determinada pessoa. Mas que se escreviam com letra maiúscula quando nos referíamos ao nosso próprio pai ou à nossa própria mãe. Esta regra ainda persiste, ou foi modificada por alguma alteração posterior a 1950?

Arsénio Sacramento Tradutor Cascais, Portugal 291

Em português, como é que se pronuncia "Santorini"?

Obrigado!

Diogo Oliveira Desempregado Lisboa, Portugal 1K

Gostaria de saber se neste caso é usada a vírgula ou não:

«Se ele não quer é porque não gosta.»

Ou:

«Se ele não quer, é porque não gosta.»

Guilherme de Oliveira Professor Lisboa, Portugal 397

É absolutamente claro que na frase «...gostava de saber porque escolheste uma fotografia a preto e branco» o pretérito perfeito do indicativo do verbo escolher, na segunda pessoa do singular se escreve escolheste. A minha dúvida está na outra grafia, apenas aplicável em outros contextos diferentes e na conjugação pronominal reflexa: a forma escolhes-te, que, embora pouco usada e de aparência um tanto "pantanosa",  me parece, apesar de tudo gramaticalmente correcta e aceitável.

Na verdade, escolhes-te é de uso extremamente raro, quase ninguém usa e refere-se a uma determinada pessoa escolher-se a si mesma. Por exemplo, diremos a um certo Carlos: «quando fazes a equipa de futebol, escolhes o Joaquim, escolhes o Alberto, escolhes o João e escolhes-te (a ti mesmo); escolhes-te, porque achas que jogas bem.»

Caso diferente  é a forma verbal escolheste, que se refere ao passado (pretérito perfeito do indicativo do verbo escolher). Por exemplo, nesta frase: «Ontem, quando fomos ao restaurante, escolheste bife, a Isabel  escolheu dourada assada e eu escolhi bacalhau.»

Procurei no Ciberdúvidas mas não encontrei o caso explicado com este verbo. Formas parecidas como lavas-te, vestes-te, cuidas-te, maquilhas-te, por serem de uso muito mais banal e definitivamente aceite, não  me pareceram adequadas ao esclarecimento deste caso pontual. Em suma, a forma verbal escolhes-te,  no contexto acima exemplificado, apesar do seu ar invulgar é – segundo me parece – correcta. Concorda[m], ou estarei errado?

[...] [A] minha dúvida não está  na identificação  das duas formas de uso (e  dos respectivos contextos), mas sim na aceitabilidade da forma pouco usada da conjugação reflexa no caso deste verbo em particular. Os casos de uso mais corrente ( v.g., penteias-te, consideras-te, realizas-te), por serem usados frequentemente, não suscitam tantas interrogações. Por isso lhe peço o favor de incluir expressamente um exemplo com o verbo escolher. 

O meu muito obrigado.
Ana Nogueira Engenheira Amora, Portugal 526

Ultimamente tenho-me deparado com a utilização indiferenciada dos termos «de baixo», "debaixo", «de debaixo». Gostaria de saber, para o contexto «ele saiu ______________ da mesa», qual o termo correcto a utilizar. Já vi uma resposta a esta dúvida em que aponta como correcta a opção «de baixo» mas tenho visto tantas vezes escrita a forma «de debaixo» que pergunta se esta não será também uma forma correcta.[*]

[*] N. E. – Manteve-se a forma "correcta", com "c", anterior à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. A grafia atualizada é correta.

Diogo Morais Barbosa Revisor Lisboa, Portugal 321

Devemos escrever «faz de conta» (como assinala o dicionário de Inglês-Português da Porto Editora) ou «faz-de-conta» (como assinala o dicionário de Português da mesma editora...)? Devemos escrever «fazer de conta» ou «fazer-de-conta»?

Muito obrigado.

Maria José Vieira Lisboa reformada Lisboa, Portugal 255

Ao que julgo saber:

adoptante – (adj. ou subst.) = que ou a pessoa que adopta

adoptivo – (adj.) = que foi adoptado, escolhido

Ouvi recentemente nos noticiários da TV «...mãe adoptiva». Como é?

(Escrevo segundo a antiga ortografia)

Obrigada.

Rafael Silva Desempregado Gaia, Portugal 511

Certa vez andei a traduzir páginas de ajuda dum navegador da Web, e recentemente a página que tinha traduzido foi revista, e uma das alterações foi a seguinte:

«Os cookies são armazenados no seu computador por websites que visita e contêm informação tal como as preferências do site ou o estado de início de sessão.»

[Esta frase foi] [a]lterada para:

«Os cookies são guardados no seu computador pelos websites que visita e contêm informação, tais como as preferências do site ou o estado da sessão.»

Reconheço perfeitamente que «estado de início de sessão» foi bem corrigido para «estado da sessão» e também que «pelos websites» soa melhor do que «por websites».

No entanto, a minha dúvida (na verdade mais uma, mas menor) é a seguinte: a expressão «tal como» foi corrigida para «tais como» e antecedida de vírgula. Ora, a minha intuição linguística diz-me que deve ser «tal como» (no singular), pois «tal» deve concordar com «informação», e não com «preferências». Qual é a concordância que está correcta?

Além disso, a vírgula antes é necessária ou dispensável? Altera o sentido como na diferença entre orações relativas restritivas e explicativas?

Desde já vos agradeço a atenção e a resposta.