DÚVIDAS

Perfazer e "prefazer"
Sei que existe perfazer e julgo que também existe prefazer. Porém, hoje, na RTP1, no programa Bom Dia, Portugal, a responsável pela rubrica Bom Português afirmou que prefazer não existe na língua portuguesa. Ora, penso que existem as duas palavras: 1 – Perfazer, significando «fazer até ao fim», «completar», devido ao prefixo per. 2 – Prefazer, significando «fazer por antecipação», devido ao prefixo pre, que exprime anterioridade. Pergunta: existe, ou não existe, "prefazer"? Agradeço um esclarecimento.
"Anteanterior" e "posposterior"
Anteanterior significa «anterior ao anterior». Exemplo: «2008 é o ano anteanterior ao atual.» Anterior significa «passado, pretérito, que vem antes». Exemplo: «2009 é o ano anterior ao atual.» Posterior significa «próximo, seguinte, que vem depois». Exemplo: «2011 é o ano posterior ao atual.» Posposterior significa «posterior ao posterior». Exemplo: «2012 é o ano posposterior ao atual.» E o que vós achais destas palavras?
Vírgula e deslocação de constituinte frásico
Aqui há dias escrevi a seguinte frase: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.» Fui corrigida por um revisor, que me "obrigou" a alterar o que tinha escrito: «Se falhares oito vezes, da próxima vez que jogares, aparecerá um bloco verde com um ponto de exclamação.» Sei que a frase está correcta, mas aquela segunda vírgula é ou não é obrigatória? E, seja qual for a resposta, porquê? Obrigada.
Escrever bem e a gramática
Adoro línguas, na medida em que elas nos permitem levar o uso da linguagem até um campo bem mais esclarecedor e emotivo. No entanto, odeio gramática. Na minha opinião, escrever bem é um dom, e é desnecessário o classicismo exagerado das palavras com o intuito de avaliar a capacidade descritiva de alguém, uma vez que os seus significados nada têm que ver com a classe a que pertencem, isto é, não importa se, por exemplo, amar é um verbo, importa, sim, se quem o escreve sabe o seu significado e como aplicá-lo. Uma vez dada a conjectura dessa premissa, pouco importa o restante. Portanto, a minha questão é: qual o vosso ponto de vista dada esta afirmação, e em que visão se centrava o Fernando Pessoa, bem como outros grandes escritores (dado que muitos deles nunca frequentaram escolas e grandes colégios, e, no entanto, isso não funcionou como um impedimento ao seu desenvolvimento e afirmação intelectual)?
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