DÚVIDAS

«Para mim», novamente
Face à questão levantada pelo consulente Fabiano, no dia 20 de Novembro de 2001, relativamente à função expressa em "para mim", na frase «Isso é para mim.», deparo-me com uma resposta, que, desculpem-me a ignorância, me surpreende. E não estou a ser irónico. De facto, surpreende-me, todavia resolve-me uma série de problemas no que a esta matéria diz respeito. Surpreso, porque, pela 1.ª vez, vejo grafado "complemento circunstancial de destinação" e "complemento circunstancial de restrição ou limitação". Surpreso, ainda, porque, na faculdade, classificamos tal circunstância como "objecto indirecto", segundo modelo da "Nova Gramática do Português Contemporâneo", de Celso Cunha e Lindley Cintra. Por exemplo, na mesma gramática, na p. 146, 7.ª edição, os autores referem um exemplo que me parece pertinente e que, já agora, gostaria de ver analisado por José Neves Henriques: "Cantava para os amigos". Relativamente a esta frase, os referidos linguístas referem que "para os amigos" se trata de um objecto indirecto. Não poderia ser, de forma alguma, um complemento circunstancial de destinação? Pedia, também, que José Neves Henriques referisse a bibliografia utilizada, pois, tenho a certeza, ajudar-me-ia em muitas outras situações, que, porventura, não estarão contempladas na gramática "supra" referida. Mais uma vez, muito obrigado pela V. ajuda, que, sem dúvida, tem sido preciosa.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa