DÚVIDAS

Transcrição fonética: perante, pedante, querubim, etc.
Sou estudante do curso de Ensino Básico – 1.º Ciclo e, numa aula de português, surgiram dúvidas quanto à transcrição fonética das seguintes palavras: "perante", "pedante", "querubim", "piada" e "piano" (estão a cheio os sons relativamente aos quais surgiu a dúvida). Uma vez que não consigo encontrar nenhum dicionário de português com transcrição fonética das palavras, agradecia que me ensinassem a transcrição correcta destas palavras no dialecto norma-padrão, com explicação. Muito obrigado.
Camândrio
Em alguns meios de comunicação, bem como na chamada literatura leve (designo desta forma o subgénero literário a que se convencionou designar "light", termo que, num sítio com estas características, seria de utilização imperdoável), pode encontrar-se, por vezes, o termo "camandro" (normalmente enquadrado em frases em que predomina o calão, como por exemplo: "o gajo teve um galo do camandro"). Apesar das investigações que levei a cabo em alguns conspícuos dicionários, não encontrei qualquer referência a este vocábulo. A única palavra que, vagamente, se lhe assemelha, é "Escamandro", referido, na literatura clássica, como o principal rio de Tróia (confira-se, por exemplo, Eurípides, em "As Troianas", vs. 28 e 29: "Ressoa o Escamandro com os gemidos de muitas cativas ao serem sorteadas pelos seus amos", ou na mesma obra, vs. 374 a 377: "Assim que chegaram às margens do Escamandro, morreram um a um, não porque os tivessem espoliado das suas fronteiras, nem das muralhas da sua pátria"). Será esta, afinal, a origem de "camandro"? Muito obrigado.
Isso / esse / isto / este
É com prazer que lhe apresento uma dúvida e com ansiedade que aguardo seu comentário: é correto basear-se em regra gramatical segundo a qual "isso/esse(a)" refere-se a algo já relatado ou alguém de quem já se falou anteriormente na frase, ficando "isto/este(a)" para fazer referência a algo a ser dito ou alguém de quem ainda vai se falar? Quando tomo a regra básica de que "isto/este(a)" faz referência a algo próximo do interlocutor e de que "isso/esse(a)" indica o que está a maior distância de quem fala (!), acho difícil elaborar acertadamente uma frase em que o assunto não é tão simples de identificar.
Complementos circunstanciais de lugar onde
Nas frases 1, 2, 3, os termos entre aspas são objetos indiretos. Porém, na frase 4, o termo entre aspas é adjunto adverbial de lugar. Por que isso acontece, já que todas as frases utilizam-se do verbo sair? Como posso saber quando vai ser objeto indireto ou adjunto adverbial? 1 – Não sai "do assunto". 2 – Muitos associados saíram "do clube". 3 – Saiu "do emprego". 4 – O prego saiu "da parede".
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