DÚVIDAS

O plural de vilão
Quase todos os dias consulto o vosso “site” e não me canso de o elogiar e recomendar a amigos. Como já me habituei, venho apresentar-vos mais uma questão: Li, há dias, num livro com alguns ensinamentos sobre a língua portuguesa, a palavra vilãos como plural de vilão. Sempre tenho ouvido pronunciar e pronuncio vilões. Será que estou errado ou terá as duas formas? Gostaria também que me informassem de qual a regra para formação de plurais das palavras terminadas em "ão". Muito grato.
«...et pour cause» = com razão, não sem motivo
É comum ler-se a expressão «et por cause", particularmente nos escritos dos chamados "intelectuais". Sei que se trata de uma expressão francesa, que, penso, se traduz, comummente, por «não sem motivo». Contudo, julgo que o seu exacto significado será mais abrangente. Poder-me-iam fazer o favor de me elucidar? A propósito dos nossos "intelectuais", por que não se aprimoram eles no uso da nossa tão expressiva Língua Portuguesa (tão rica e bela – já o dizia, no séc. XVI, Francisco Rodrigues Lobo)? Ao invés, utilizam expressões estrangeiras, a torto e a direito... Será para serem considerados "cultos"? Enfim... vaidades...
Rerratificar e rerratificação
O Dicionário Ortográfico da Língua Portuguesa – editado pela Academia das Ciências de Lisboa – só apresenta a forma verbal rerratificar, e não a forma re-ratificar (com hífen). Consoante o comentário abaixo transcrito, o correto seria re-ratificar para se expressar, concomitantemente, retificação e ratificação. Esse é o caso mais utilizado pelo judiciário e pelos Conselhos Administrativos de Julgamentos de Contenciosos, no Brasil. Ou seja: retifica-se o acórdão em face de alguma omissão ou obscuridade que nele se perceba, ratificando-se, entretanto, os demais termos da sentença. Por favor, vejam os senhores os comentários abaixo (que não são meus): Rerratificação Pede a aluna e amiga O. Vieira uma explicação sobre a palavra 'rerratificação', que ela tem visto em documentos antigos escrita também de outras formas: re-ratificação e re/ratificação. Esse termo normalmente é aplicado a convênios em que se deseja retificar alguma cláusula, ratificando o restante do documento. Portanto o 're' inicial é uma redução de 'retificar' e não o prefixo re ['repetição, movimento para trás'], como dá a entender a grafia 'rerratificação'. A princípio – ou para quem não é do ramo – parece que se vai fazer uma nova ratificação, o que seria uma redundância, já que ratificar quer dizer 'confirmar, corroborar, reafirmar'. Pela lógica, então, seria correto escrever re/ratificação ou mesmo re-ratificação, como muito se fez quando o vocábulo não estava ainda dicionarizado. Agora que o Aurélio o registra com os dois rr (de acordo com a regra de composição do prefixo re), no entanto, é difícil mudar essa grafia. Mais fácil – e mais racional – seria denominar esse tipo de documento simplesmente de Termo de Retificação de Convênio (pois a ratificação é uma conseqüência óbvia). Muito lhes agradeceria uma resposta conclusiva vazada na norma culta. Grato.
Os sufixos e os topónimos
Qual é a origem, história e significado dos sufixos -ia, -land e -stão, que formam topônimos, aparecendo sempre no final dos mesmos? Por que em nomes geográficos, como Finlândia, Tailândia, Suazilândia, Xetlândia, Zelândia, os sufixos -land e -ia combinam-se? Suécia, Turquia, Grécia, Rússia, por exemplo, significam, respectivamente, país dos suecos, país dos turcos, país do gregos, país dos russos? Já li que -stão vem do urdu, língua oficial do Paquistão e também falada na Índia, e significa terra. É verdade? Se procede essa informação, então, Tajiquistão significa terra dos tajiques, Casaquistão quer dizer terra dos casaques, e Curdistão é terra dos curdos. Engano-me?
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