DÚVIDAS

O uso de próximo
Tenho dúvidas referentes ao uso da palavra próximo. Pelo que li em alguns artigos desta plataforma, quando próximo é empregado em locução adverbial - «As casas estão próximo do (perto do, junto do) rio» -, não deve ser flexionado. Mas o que se deve fazer em casos como o seguinte: «As casas próximas do rio inundaram-se»? A flexão de próximo, aqui, é correta? E se a construção fosse desta maneira: «Próximas do rio, as casas inundaram-se»?
A sintaxe de inédito e pioneiro
Nas frases: «Este feito foi inédito em Portugal.» «Elvira Fortunato foi pioneira na investigação europeia sobre eletrónica transparente» um manual indica que «em Portugal» desempenha a função de modificador e «na investigação....», a função de complemento do adjetivo. Apesar de ter validado a informação junto dos alunos, continuei no entanto a questionar-me sobre as razões desta classificação, uma vez que o argumento da mobilidade que justificaria ser modificador tanto pode ser aplicável a um como a outro. Agradecia a vossa ajuda na melhor forma de abordar a questão.
O nome e adjetivo tatibitate
Acerca do conto de T. Braga "As irmãs gagas", li a seguinte frase: 1. São as irmãs «tatebitate» porque trocam muitas consoantes. Perguntava-vos: 1.1. Se conseguem adiantar uma justificação para que a palavra ainda apareça assim escrita na frase/conto que li (Publicações Dom Quixote) e não na grafia atual (tatibitate). A palavra terá sofrido alguma alteração ortográfica, por exemplo? 1.2. Na frase indicada acima, por que razão a palavra aparece no singular? É que no texto recolhido por T. Braga se lê assim: «O noivo assim que viu que todas eram tatebitate desatou a rir e a fugir pela forta fora.» Perguntava-vos se não poderá corresponder à forma obsoleta de tatibitaite. Cumprimentos.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa