A sintaxe do gerúndio incluindo
Nas traduções que revejo encontro com frequência a construção «incluindo + preposição» ou «incluindo + locução preposicional» («incluindo sobre», «incluindo em termos de», etc.). O meu reflexo sistemático é substituir o gerúndio pelo advérbio de modo (inclusivamente ou inclusive), por me parecer que incluindo deve ser seguido de substantivo («os livros, incluindo os dicionários»; «as plantas, incluindo as ervas daninhas»), mas não encontro nas gramáticas argumentos para justificar a minha opção. Faço bem em proscrever a referida construção gramatical?
Desde já obrigada.
A sintaxe do verbo demorar
Bem, uma oração tem tirado meu sono!
Vamos à oração:
1) «Vai demorar um pouco para mim ser profissional», ou «Vai demorar um pouco para eu ser profissional»?
2) «Vai demorar que eu seja profissional» é equivalente à última?
3) Na oração 1 o verbo é impessoal?
4) A regência culta pede preposição a? O para é incorreto?
O verbo solidificar
O verbo solidificar é um verbo defetivo unipessoal?
Muito obrigada!
Imperfeito do conjuntivo numa subordinada
Peço antecipadamente desculpas para o meu coxo português bastante desajeitado, mas acho que estou no lugar certo para aperfeiçoá-lo. Tenho um monte de problemas com este aspeto da língua portuguesa.
«Gostaria que você soubesse» ou «Gostaria que você saiba»?
E, se não estiver a perguntar em demasia, podem dar-me as razões da escolha apropriada?
Obrigado.
O brasileirismo popular «vamos comigo»
Estes dias, em uma aula de espanhol, fui corrigida pela professora quando usei a expressão «vamos comigo», pois alegou se tratar de redundância. Entretanto, ela afirmou que em português, segundo a norma culta, a expressão também é inadmissível. Sabemos que a redundância deve ser evitada, mas em alguns casos é aceita, por questão de ênfase. Este não seria um destes casos? Encontrei, inclusive, um poema de Adélia Prado onde a escritora diz «vamos comigo...» (e poderia citar ainda outros exemplos na literatura). Resumindo: dizer «vamos comigo», segundo a gramática normativa, é ou não é aceito?
Obrigada.
Subclasses verbais
Em algumas gramáticas/manuais escolares, as subclasses dos verbos são: 1 – transitivo (direto, indireto e direto e indireto); 2 – intransitivo; 3 – copulativo. Outras acrescentam a subclasse 4 – auxiliar. Há ainda manuais que consideram uma quinta subclasse: 5 – impessoal/defetivo. E ainda temos a questão de o verbo ser irregular ou irregular...
Sendo assim, quantas subclasses do verbo existem de facto? E como classificamos as outras informações, nomeadamente o facto de ele ser regular ou irregular?
«Brincar de bola»
Na frase «as crianças brincam de bola», o verbo é transitivo, ou intransitivo?
Obrigada.
Infinitivo de sentido passivo ou construção de elevação?
Na frase «O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de se rebater» (Josh Billings), por que o infinitivo «rebater» não está flexionado? O se é pronome apassivador, podendo a frase escrever-se «O silêncio é um dos argumentos mais difíceis de serem rebatidos»? Ou o se é partícula expletiva podendo, portanto, ser retirado da frase, que ficaria com a redação «O silêncio é um dos argumentos mais difícies de rebater»?
Antecipadamente grato.
«Direcionado para/a» e «dirigido a»
Gostaria de saber qual é a forma correta (ou se as duas o são): «direcionado a», ou «direcionado para»? Se ambas são válidas, o uso de uma ou outra é indiferente?
Muito obrigado.
Verbo anómalo
Qual é a real diferença entre os conceitos de verbo irregular e anômalo?
Já pesquisei infinitas gramáticas e todas os conceituam de forma semelhante. Ou seja:
«Sofrem alteração no radical durante a conjugação de modo e tempo. As terminações do verbo (desinências verbais) não seguem o padrão dos verbos regulares.»
Portanto, qual a diferença entre essas duas classificações (irregular e anômalo)?
Ficarei muito grato se puderem me esclarecer.
