DÚVIDAS

Ainda somativo vs. sumativo
Perante a estranha ambiguidade da resposta 54 (Teresa Alves) que vai buscar uma justificação semântica (que poderia ser plausível, caso existisse a palavra "sumativo") e a não menos estranha constatação na pergunta 5652 de que nem "somativo", nem "sumativo" constariam de dicionário algum, venho apenas reafirmar a resposta correcta (86) e aconselhar os duvidosos a verificarem que no Dicionário Houaiss (do Círculo de Leitores, versão portuguesa, garantia para os mais puristas) apenas aparece a palavra somativo – «que visa dar uma avaliação final de um programa instrucional (diz-se de processo). Etimo. rad. de somado (part. de somar)». Convém confirmar em bons dicionários antes de responder.
«De referir» e «é de referir»
O meu superior hierárquico e vários colegas gostam de usar «De referir» no início de uma frase, por exemplo: «De referir que a fase inicial do projecto ainda não se encontra concluída.» Agradeço os vossos comentários quanto à correcção do uso desta expressão para começar uma frase, uma vez que já a corrigi para «É de referir que...» e fui repreendida, por a forma correcta ser «De referir que...» Obrigado.
«Temos a/que/para...» + infinitivo
Deve dizer-se, rigorosamente: a) «Temos muito a aprender com os mais velhos»;b) «Temos muito que (e não «de», com sentido de obrigação) aprender com os mais velhos»; ouc) «Temos muito para aprender com os mais velhos»? As formas que me parecem mais correctas são a b) e c); no entanto, ouço dizer muitas vezes como em a). Para outras formas verbais, como, por exemplo, fazer, é igual? Muito obrigado antecipadamente.
As sílabas da palavra Suíça
Em quantas sílabas se divide a palavra Suíça? A pergunta pode parecer básica, mas gerou confusão, pois eu acho que se divide em três, "Su-í-ça", mas uma professora do 1.º ciclo do ensino básico diz-me que se divide em duas, "Suí-ça", e eu estou atónita. Ou eu aprendi mal, ou mudaram-se as regras, ou então o nosso ensino está mesmo mal... Obrigada pela atenção que dispensarem a esta questão.
Tomara e tomara que
A palavra tomara usa-se como interjeição e é equivalente a oxalá, quem me dera. Como se classifica gramaticalmente? Por outro lado, ao usarmos a estrutura tomara que (expressão de desejo), obriga-nos ao conjuntivo. Pode usar-se «Tomara que seja verdade» e «Tomara que fosse verdade», «Tomara que tivesse sido verdade» dependendo do sentido? Deve usar-se um ponto de exclamação, após este uso? Se sim, podemos classificá-la como interjeição ou locução interjectiva?
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