Indicativo e conjuntivo nas orações temporais
Como se estruturam as orações temporais que implicam o uso dos modos indicativo e conjuntivo, nomeadamente os critérios para a seleção de um modo em detrimento de outro, no caso de conjunções/locuções conjuncionais que aceitam ambas as possibilidades?
Muito obrigada.
O presente e o pretérito perfeito no discurso indireto
A regra manda que o presente passe a imperfeito, e o perfeito, a imperfeito.
Assim:
1. «Eu como uma maçã.» – «Ela disse que comia uma maçã.»
2. «Eu comi uma maçã» – «Ela disse que tinha comido uma maçã.»
Mas posso também dizer:
3. «Ela disse que come uma maçã»/«Ela disse que comeu uma maçã»?
Estão incorretas estas frases, ou já não são discurso direto?
Parabéns pelo vosso trabalho.
A sintaxe do verbo guardar
Tenho tido dificuldade em fazer a distinção entre o complemento oblíquo e o modificador do grupo verbal ao nível das frases. O critério que aprendi baseia-se na (a)gramaticalidade da frase. No entanto, nem sempre consigo fazer essa distinção, já que, por exemplo, na frase «Guardei os livros na mochila», classificaria «mochila» como sendo um modificador, e não o complemento oblíquo. No entanto, foi-me explicado que «quem guarda... guarda em algum lugar», pelo que «a mochila» é indispensável à frase. Gostaria que, se fosse possível, me auxiliassem nesta distinção.
Obrigado.
A sintaxe do verbo urgir
Na frase «O Parlamento solicita à Comissão que reconsidere a política de não vacinação da União Europeia e urge a Comissão a apresentar alternativas que permitam a livre comercialização de produtos animais», está correta a utilização do verbo urgir?
Obrigada.
O verbo querer seguido de infinitivo: sujeito nulo
Segundo o Dicionário Terminológico, na frase «Eu quero fumar», considera-se que o sujeito é nulo. Será possível dar uma explicação mais pormenorizada sobre isto?
Muito obrigada.
Futuro simples vs. futuro perifrástico: história
Em frases como «eu vou comprar um carro», «ela vai viajar amanhã» e em muitas outras similares, todas muito comuns no português do Brasil, sendo mesmo as costumeiras e preferidas por aqui, o verbo ir deve ser considerado um verbo auxiliar para fazer o futuro? Se sim, este verbo, nos casos acima mencionados, pode ser considerado o equivalente ao inglês will, verbo auxiliar para fazer o tempo verbal futuro na língua inglesa?
As referidas expressões podem ser convertidas em formas equivalentes mais sintéticas em nossa língua, de modo que poderíamos dizer «eu comprarei um carro», «ela viajará amanhã», mas estão longe de ser as mais usadas no Brasil.
Por último pergunto-vos se as duas maneiras são corretas, e se as duas mais sintéticas não seriam as mais eruditas. Indago ainda qual dos dois modos de fazer o tempo verbal futuro é o mais antigo no nosso idioma.
Muito obrigado.
A norma do português em África e na Ásia
Gostaria de saber se os países africanos e Timor-Leste seguem a norma europeia do português.
Desde já agradeço todos os bons artigos que cá têm, tem sido uma ajuda preciosa para mim. Fazem um ótimo trabalho.
«Pedir um empréstimo», «fazer um empréstimo»
Gostaria de saber qual é a forma correta: «fazer um empréstimo», ou «pedir um empréstimo»?
Obrigada.
Miasmatizar
No livro Por Terras do Norte, de João Paulo Freire, pág. 59, a dado passo pode ler-se: «alguns menores, rapazitos de dez a doze anos, viciando-se, pervertendo-se, miasmatisando-se no contacto doentio do vício!»
Pagado, ganhado e gastado: particípios em desuso?
Pelo visto, estou ultrapassado. Aprendi há muito que pagado é um arcaísmo, embora o Saramago, talvez por influência do castelhano, do catalão ou do valenciano, o use com frequência nas suas obras. Quanto a o gastado e o ganhado terem dado o lugar a gasto e a ganho, também quando usados com o verbo ter, confesso-me surpreendido. Passou a ser norma? E as formas gastado e ganhado são alternativas às simplificadas, quando usadas com o verbo ter, ou já ganharam o estatuto de arcaísmos?
A seguir, virá a aceitação da palavra “empregue”, que já vi num dicionário, e a da palavra “encarregue”, que ainda não vi em nenhum.
