Advérbios de modo coordenados
Numa sequência de advérbios de modo, em que os primeiros são abreviados, sem utilização da terminação -mente, a concordância deve ser feita com o sujeito?
«O João chegou lenta e pausadamente», ou «O João chegou lento e pausadamente»?
E no caso de sujeitos omissos?
«Trabalhámos árdua e longamente para atingir os objetivos», ou «Trabalhámos árduo e longamente para atingir os objetivos»?
Por último, no caso anterior, a palavra árdua deve ser grafada com acento, ou não, já que constitui uma abreviatura de uma palavra não acentuada (arduamente)?
Complementos do nome
e modificador restritivo do nome:
sorriso, viagem e livro
e modificador restritivo do nome:
sorriso, viagem e livro
Um dos critérios para se distinguir o complemento de nome é ser selecionado por um nome deverbal. Neste caso, se o verbo de onde deriva o nome for intransitivo, continua-se a considerar que exige um complemento? Por exemplo: «a construção da ponte» (verbo transitivo direto = «construir algo»); «a viagem marítima» (viajar é intransitivo, se bem que reconheço que pode também ser transitivo indireto...).; «o sorriso da Maria é lindo».
Ainda... na frase: «o livro que me deste é muito interessante», a oração relativa tem função sintática de complemento do nome, ou modificador restritivo? Consideram que «livro» exige complemento?
Grata.
«Usar de»
Devemos escrever «o pai usou a prudência para lhe fazer ver aquilo», «o pai usou da prudência para lhe fazer ver aquilo», ou «o pai usou de prudência para lhe fazer ver aquilo»? Nunca percebi esta formulação.
Obrigado.
Aristocrático como adjetivo
Na expressão «aristocrático pessimismo», qual é o valor do adjetivo?
Ainda a vírgula antes da conjunção subordinativa consecutiva que
Como fica a vírgula em orações consecutivas com que depois de tão, tanto e tal? Li a instrução de que se deve usá-la sempre, mas há muitos exemplos de boas fontes que não o fazem. Que critério seguir? Dispensar a vírgula nos períodos de fácil entendimento?
Exemplos sem vírgula:
(Machado de Assis Dom Casmurro) «A vida é tão bela que a mesma ideia da morte precisa de vir primeiro a ela... O que cismei foi tão escuro e confuso que não me deixou tomar pé... Continuei, a tal ponto que o menor gesto me afligia...»
Napoleão Mendes de Almeida, Gramática Metódica: «Portou-se tão bem que o elogiaram.»
Dicionário Houaiss: «Tanto repetiu a leitura que conseguiu decorá-la. Bateu tanto que quase matou.»
«O inacreditável esplendor e beleza...»
Estou com dúvidas na construção desta frase: «O inacreditável esplendor e beleza daquela vista deixavam-nos de coração cheio.»
Atendendo à concordância em número, não sei se deveria escrever: «Os inacreditáveis esplendor e beleza daquela vista deixavam-nos de coração cheio.» Julgo que não, mas a questão é que o adjectivo «acreditável» refere-se tanto a «esplendor» como a «beleza». Por outro lado, creio ter ouvido um linguista explicar há tempos que, quando o objecto não é quantificável (quando não tem limites concretos), está correcto manter tanto o adjectivo como o verbo no singular, ainda que a frase refira mais do que um desses objectos. Qual a resposta correcta? E qual a explicação?
Muito obrigado.
O sujeito nulo e os seus subtipos
Estou com uma dúvida há cerca de dois dias e, como tal, vim consultar o vosso site. Pesquisei aquilo que tinha a pesquisar, e logo me apareceu o resultado: subtipos do sujeito nulo (ou algo do género). Como não está bem explícita a definição de ambos os subtipos (palavra de estudante de 6.º ano), fui procurar noutros sites mas em nada resultou. Peço agora a vossa ajuda... Poderiam enviar-me uma definição mais acessível?
Agradeço a atenção.
«Há que fazer ajustes»
«Há que se fazer ajustes de curto prazo», ou «Há que se fazerem ajustes de curto prazo»? Por quê?
Obrigado.
«Mesmo eu» vs. «eu mesma»
Está correto dizer «Maria, só você mesmo»? Ou devo usar «mesma»?
O uso de permissividade e de permissão
Qual é a forma correcta?
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava de o querer admoestar.»
ou
«Não era o que ela conjecturava, a ideia que fazia das suas quedas, dos seus vícios, da sua vida que o irritava, mas a permissividade que se autorizava em o querer admoestar.»
Com os meus agradecimentos.
