Consultório - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Respostas Consultório Área linguística: Semântica
Sandra Moreira Técnica Superior Braga, Portugal 323

Gostaria que me esclarecessem, por favor, se a forma correta deverá ser «Os estudantes devem comparticipar os custos de formação» ou «Os estudantes devem comparticipar nos custos de formação»?

Muito obrigada.

Mário Fernando Marques de Oliveira Economista (ex-administarador de empresas) REFORMADO Coimbra, Portugal 394

No passado domingo [12/01/2025]  no programa Princípio da Incerteza com a dra. Alexandra Leitão, dr. Miguel Macedo e dr. Pacheco Pereira, a primeira intervenção coube à dra. Alexandra Leitão de que cito parte da seguinte passagem:

«E aquilo que motivou, pelo menos a mim, e muita gente a ir à rua foi uma afirmação de defesa de valores, que são os valores e os princípios em que assentam os regimes democráticos e os regimes dos estados de direito e, em especial, estamos em Portugal, o regime que está PLASMADO na constituição em 76, que saiu do 25 de abril, o que é em concreto liberdade, igualdade, não discriminação, dignidade da pessoa humana, tudo isso...»

Ora tenho-me deparado recorrentemente com a utilização «está plasmado» na constituição, na lei n.º..., etc.

Embora perceba o sentido, agradeço o Vosso esclarecimento, já que o significado que aparece no dicionário da Porto Editora não tem nada a ver com o que, como digo, aparece frequentemente enunciado.

Diogo Barbosa Amanuense Praia da Vitória, Portugal 287

Tenho estado a ler a obra Jacob e Dulce do luso-goês Francisco João da Costa (Gip) e, em pelo menos duas passagens, há personagens que se referem ao protagonista como «pé-de-castelo». Pelo contexto, depreende-se que será alguma forma de desconsideração. Porém, não consegui encontrar o significado concreto desta expressão em nenhum dicionário online e, mesmo esquadrinhando pelo Google, só encontrei alusões a um determinado tipo de formação/unidade militar histórica.

Sabem o que é que poderá significar ao certo?

Obrigado.

José Saraiva Leão Estudante Ciudad del Este, Paraguai 324

Que forma é preferível:

«Depois de passar nos exames, viajou» ou «Depois de ter passado nos exames, viajou»?

Muitíssimo obrigado!

Diogo Pedro Estudante Lisboa, Portugal 1K

 Sei mais ou menos quando se usa acerto e quando se usa asserto, mas há um caso específico em que estou na dúvida.

Sávio Christi Ilustrador, quadrinista, escritor, pintor, letrista e poeta Vitória (Espírito Santo) , Brasil 382

O dicionário diz que bobo(a) e idiota significam a mesma coisa.

Porém, se alguém chama o próprio par romântico de bobo(a), é elogio, enquanto que se alguém chama o próprio par romântico de idiota, é ofensa!

Qual a razão disso no caso?

Muitíssimo obrigado e um grande abraço!

Grace Montenegro Enfermeira Porto, Portugal 482

Aproveito para desejar um excelente 2025 a todos os que integram esta fabulosa equipa do Ciberdúvidas.

A questão que me traz hoje aqui é alusiva às frases construídas com o quantificador universal cada.

Pelas minhas pesquisas, descobri que designa qualquer elemento de um grupo de forma individual. Também pude observar que, da mesma maneira, se anteceder um nome, também retrata individualmente qualquer elemento de um grupo. No entanto, se houver elementos coletivos numa frase para incluir, o meu raciocínio não está tão claro. Vejamos os seguintes exemplos:

(I) «Os fogos de artifício revelaram-se um espetáculo digno de cartão-postal. Cada um mais colorido que o outro, ofuscava momentaneamente as estrelas e contrastava com as luzes dos colossais edifícios da cidade.»

A minha dúvida surge nas conjugações verbais da segunda oração. Ainda que me pareçam corretas, deveria mantê-las na terceira pessoa do singular? Às vezes, quanto mais leio uma frase mais ambígua me soa. Podiam esclarecer-me esta dúvida, por favor?

Obrigada!

Pedro Ludgero Guedes Professor Vila Nova de Gaia, Portugal 277

Regressando a Os Lusíadas, reparo que a palavra gesto surge muitas vezes no texto com o sentido de «rosto» ou «fisionomia».

Curiosamente, os dicionários modernos preveem esse sentido. Mas, francamente, não me lembro de alguma vez ter utilizado ou escutado, no meu quotidiano, a palavra gesto com tal intenção.

Assim, o que pergunto é se esse significado é arcaico ou se, apesar de menos comum, continua a ser válido no português contemporâneo.

Muito obrigado.

Graça Vilaça Professora Póvoa de Varzim, Portugal 301

A modalidade expressa nas frases «As mulheres do meu país é uma das obras mais notáveis de sempre sobre a sociedade portuguesa» e «É verdadeiramente admirável e arrepiante a coragem e a determinação de Maria Lamas» é apreciativa ou epistémica com valor de certeza?

Grata pela atenção.

Grace Montenegro Enfermeira Porto, Portugal 482

Gostaria de saber se os verbos adiar e agradecer se regem por alguma preposição. Consultei várias fontes e não consegui encontrar. Desta forma, deve dizer-se:

(I) Não faças ainda o relatório. Acho que o podes adiar uma hora.

ou:

(II) Não faças ainda o relatório. Acho que o podes adiar por uma hora.

Quanto ao verbo agradecer:

(III) Com amabilidade, o empregado de mesas levou-lhe a fatura e agradeceu-lhe a generosa gratificação.

ou:

(IV) Com amabilidade, o empregado de mesas levou-lhe a fatura e agradeceu-lhe pela generosa gratificação.

Obrigada!