Pronominalização nas frases interrogativas
Antes de mais, agradeço a atenção e a existência deste espaço de ajuda aos falantes da língua portuguesa.
A minha questão está relacionada com a conjugação pronominal, principalmente nas frases interrogativas. Que regras se aplicam para este tipo de frases?
Por exemplo, diz-se «Podia nos dar isso?», ou «Podia dar-nos isso?»? E diz-se «Podia no-lo dar?»?
O sujeito e o grupo nominal em «O sorriso da Menina iluminou-se»
Na frase «O sorriso da Menina iluminou-se», qual é o sujeito e qual é o grupo nominal?Eu creio que o sujeito é «o sorriso», e o grupo nominal, «a menina», mas posso estar enganado. O que fazer para distinguir um do outro?
Décadas, numeral coletivo ou quantificador (numeral ou de contagem)?
Na frase «O João aumentará as despesas, nas próximas décadas», dever-se-á classificar décadas como numeral?
A origem de alimado
Qual a origem da palavra alimar, peixe alimado?
Deve ser árabe, mas não sei os pormenores.
As figuras de estilo em A Cidade e as Serras
Não estou a conseguir identificar as figuras de estilo nas seguintes frases:
1. «O Jacinto depois vai encontrar uma criatura apenas humana, e tem um desapontamento tremendo!» (Penso que é uma prolepse.)
2. «Com efeito, era grande e forte a Joaninha. Mas a fotografia datava do seu tempo viço rústico, quando ela era apenas uma bela, forte e sã planta da serra.» (Estou na dúvida entre a metáfora, personificação e adjectivação.)
3. «A estrada não tinha sombras, mas o sol descia muito de leve, e roçava com uma carícia quase alada.»
4. «Os nossos cavalos caminhavam num passo pensativo, gozando também a paz da manhã adorável.»
5. «Hem? Fresquinho, leve, aromático, alegrador, todo alma!»
6. «Mão real, mão de dar, mão de quem vem de cima, mão já rara!»
O antecedente do pronome que
Num manual de apoio à disciplina de Português, encontrei o exercício que passo a transcrever:
«Ler um autor é criar um novo texto, saído do que lemos, através de uma leitura original, valorativa deste ou daquele aspeto que nos encontra ou nos agride, semelhante ou diferente de nós, da nossa maneira de ser e de estar, das nossas inquietações e aspirações, usufruindo do Escritor, das múltiplas vias, por ventura nem sempre conscientes, que nos franqueia das sugestões, da riqueza imaginativa, da sua capacidade de observar e interpretar o mundo e os outros. (…)»
Em «que nos franqueia», o antecedente do pronome que é...
a) (d)o Escritor.
b) conscientes.
c) (d)as múltiplas vias.
d) nossas inquietações e aspirações.
Gostaria de saber se a resposta correta é «d(o) Escritor» ou «(d)as múltiplas vias», sendo que, neste caso, há um erro de concordância verbal.
Glicose e glucose
Tenho algumas questões a respeito do correto uso de algumas palavras próprias da minha área de estudo, a biologia.
A forma mais adequada, em português europeu, é glicose, ou glucose?
Sempre pensei que glucose fosse a forma inglesa, e glicose, a forma portuguesa, mas muitos professores meus parecem preferir glucose (embora aparentemente usem /i/ em formas derivadas, como glicólise).
Sobre o termo ribeirinho
Tenho ouvido empregar a expressão «Estado ribeirinho», para países com litoral, e «populações ribeirinhas», para populações que vivem perto da costa. Penso que ribeirinho/as só se aplica quando se trata de rios, ribeiros ou lagos (contrariamente ao que acontece em francês com riverain). Contudo, não tenho a certeza e agradecia que me esclarecessem.
Cantor, palavra complexa
A palavra cantor é uma palavra simples, ou complexa?
Turma ou «6.º A», nome coletivo?
Gostaria de saber se na frase «Ele foi escolhido para representar o 6.º A», «6.º A» pode ser considerado um nome coletivo.
Muito obrigada!
