Diversidades - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre as variedades nacionais e regionais do português.
Da literatura à política linguística
Divagações de uma linguista que gosta de ler

A releitura de O Louco do Czar, do escritor estónio Jaan Kross (1920-2007), suscitou uma  "viagem"* à história linguística deste país báltico, 16.ª República Socialista e Soviética até 1991 e, desde 2004, membro da União Europeia e da OTAN

 Crónica da linguista e  professora universitária portuguesa Margarita Correia, publicada no jornal Diário de Notícias, de 5 de julho de 2022.

«Há um vírus que está a matar o galego»
Entrevista com escritor e professor universitário Carlos Quiroga

«O mercado dos livros, o escrever para o público, no caso galego é servir uma norma, servir uma ideologia que está a acabar com a língua, com uma cultura que se exprime em galego.» – opina o escritor Carlos Quirogareintegracionista e defensor do «galeguismo histórico» na sua ligação a Portugal, numa entrevista conduzida pelo jornalista Artur Cassiano e publicada no Diário de Notícias em 18 de junho de 2022. O entrevistado, que é professor na Universidade de Santiago de Compostela, fala da sua atividade literária e tece algumas considerações sobre o futuro da língua galega.

 

Há línguas em que é mais fácil brincar com as palavras?
Os trocadilhos do francês

«Venho sugerir que bem pode haver línguas em que é mais fácil que noutras «brincar» com a própria língua: fazer humor e literariedade. E, mais concretamente ainda, sugiro que é provável que em francês seja mais fácil fazer trocadilhos e rimar [pelo menos, no sentido em que entendemos rima hoje em dia na nossa cultura] que nas outras línguas que conheço.»

Apontamento do tradutor Vítor Santos Lindgaard publicado no blogue Travessa do Fala-Só em 16 de junho de 2022, acerca de certos jogos de linguagem da língua francesa.

A letra C e outras histórias de letras: <br> uma  viagem por vários alfabetos
Da Dinamarca à Geórgia, ida e volta

«Nos países onde não se usa o alfabeto latino (BulgáriaGeórgia e Grécia), os nomes das localidades aparecem quase sempre na escrita local e numa forma latinizada: normalmente, adota-se uma transcrição/transliteração "internacional", que eu creio, de facto, se baseia na tradição inglesa (CH para [tch], SH para [ch], KH para /x/, etc.)» – observa* o tradutor Vitor Lindgaard, dando conta da diversidade de alfabetos que encontrou e decifrou numa viagem motorizada de ida e volta entre a Dinamarca e a Geórgia.

texto originalmente publicado em 15 de junho de 2022 no blogue Travessa do Fala-Só.

Estudos com macacos ajudam a desvendar <br> a evolução  da linguagem humana
Compreensão do desenvolvimento da capacidade de fala

«Alguns cientistas agora acreditam que a evolução das nossas capacidades linguísticas são mais percetíveis nos primatas vivos do que anteriormente se pensava» – escreve* o jornalista irlandês Anthony King, especialista em temas científicos, a respeito da investigação sobre a comunicação vocalizada entre diferentes espécies de símios, com vista a compreender a génese da linguagem articulada dos seres humanos.

* Artigo originalmente publicado na revista Horizon em 26 de maio de 2022 e incluído em tradução no Jornal de Notícias em 14 de junho de 2022.

E se as línguas regionais se tornassem obrigatórias na escola?
Uma medida irreal na França mas aplicada noutros países europeus

«Tive [...] o sonho de ver a França, um país historicamente multilingue, finalmente tomar as medidas que permitiriam que as diferentes línguas do nosso território nacional vivessem em harmonia

Apontamento do jornalista francês Michel Feltin-Palas publicado em L'Express em 31 de maio de 2022 sobre a possibilidade de as línguas regionais terem em França o mesmo tipo de reconhecimento que outras têm em diferentes países europeus. Disponibiliza-se aqui a tradução do texto francês original.

Na imagem, placa toponímica em que, por baixo da forma francesa, aparece a forma occitana La Chapela de Gresinhac. Recorde-se que o nh e o lh do português têm origem na escrita do occitano (também chamado provençal), que na Idade Média contava com nh e lh entre os seus grafemas.

Os neoanalfabetos espanhóis
A falta de competências culturais e linguísticas dos universitários em Espanha

«No que diz respeito aos conteúdos culturais ou enciclopédicos, os alunos são, em geral, [...] autênticas tabula rasa. Por outro lado, e isso é ainda mais grave, os novos alunos chegam à universidade sem o conhecimento instrumental absolutamente necessário para aproveitar a sua permanência na universidade.»

Artigo intitulado Los neoanalfabetos españoles, do  linguista Manuel I. Cabezas González, criticando a situação que se vive nas universidades espanholas, onde os alunos revelam não deter as competências linguísticas e culturais requeridas, devido a uma série de fatores, entre os quais se contam, segundo o autor, as várias reformas educativas promovidas em Espanha e o acrítico consumo acrítico de conteúdos digitais, com reflexos cognitivos nefastos. Texto publicado em espanhol no jornal Diario 16 em 29 de maio de 2022 e aqui traduzido.

 
 
 
 
Um português consegue falar galego?
Dicas para a pronúncia galega
Por Leonardo Coelho

Uma conversa com o Eduardo Maragoto, presidente da Associação Galega da Língua, sobre o Reintegracionismo galego e sobre as difereças de se falar em português  em galego.

Vídeo sobre o essencial que um português deve saber sobre o galego e a sua fonética, ncluído no canal Youtube, com o professor de PLE e guia turístico Leonardo Coelho, que mantém um portal dedicado ao ensino do português de Portugal, dirigido a falantes de língua inglesa – Portuguese with Leo.

A aventura das línguas na Eurovisão
Línguas e identidade em contexto internacional

«[...] [A] ligação entre língua e identidade leva-nos a querer que os outros nos reconheçam. É também por isso que sabe bem a um português ver gente de tantos países a dizer: "Ora bem, ouvi esta música em português — levem lá doze pontinhos que a coisa soou-me bem."» Reflexões do professor universitário e tradutor Marco Neves, num artigo publicado em 2017 no blogue Certas Palavras, na sequência da vitória da canção portuguesa no Festival Eurovisão da Canção desse mesmo ano. O texto voltou a ser promovido em 8 de maio de 2022 a propósito da realização da edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção, a ter lugar em Turim (Itália). Mantém-se a ortografia de 1945, seguida pelo autor.

A língua portuguesa e a comunidade surda
As línguas gestuais na CPLP

«[...] [H]á cerca de 144 línguas de sinais oficiais em todo o mundo, e o interessante é imaginarmos que cada uma delas apresenta, em seu interior, muitas variações, como qualquer outra língua. Nos países da CPLP, podemos citar, por exemplo, a Língua Gestual Portuguesa (LGP), a Língua Angolana de Sinais (LAS) e a Língua Moçambicana de Sinais (LMS), entre outras.»

Crónica da linguista Edleise Mendes (Universidade Federal da Bahia) sobre os desafios das línguas gestuais na sua relação com a língua portuguesa. Texto elaborado e lido para o programa Páginas de Português de 8 de maio de 2022, na Antena 2.