«Chegou a altura de conhecer o meu novo amor» – decide a tradutora arménia Ray Khachatryan, nesta crónica sobre amores e desamores em língua portuguesa.
«Chegou a altura de conhecer o meu novo amor» – decide a tradutora arménia Ray Khachatryan, nesta crónica sobre amores e desamores em língua portuguesa.
«O senhor parece ser muito discreto» – diz alguém a Fernando Gomes, que protaganiza um pequeno relato em que se dá conta de um curioso regionalismo semântico açoriano. Republicação, feita com a devida vénia, de um apontamento do autor na sua página de Facebook (17/04/2026).
Registo em vídeo de um depoimento do professor universitário e investigador Bonifácio Tchimboto (Instituto Piaget de Benguela, Angola) a respeito de como a língua portuguesa moldou as vivências e a mentalidade dos angolanos ao longo da história ("Reflexão sobre a língua portuguesa", Dyembu Dyetu, Facebook, abril 2026).
Crónica da jornalista italiana Sara Bassini, que o publicou em 20/03/2026 no boletim eletrónico (newsletter) do jornal digital Mensagem de Lisboa, a respeito da expressão «fare il portoghese», literalmente «fazer-se português», que significa «não pagar entrada num espetáculo ou outro espaço em que ocorram atuações ou exposições». Texto aqui transcrito com a devida vénia.
A propósito de como as línguas mudam e se substituem umas às outras ao longo da história, um apontamento do professor João Nogueira da Costa, que o publicou no seu mural de Facebook em 15/12/2025.
«Maktub é uma palavra de origem árabe que significa "estava escrito" ou "já estava escrito", traduzindo a ideia de predestinação, destino ou aceitação de que os acontecimentos são da vontade divina» –observa o professor João Nogueira da Costa a respeito de uma raiz do árabe que encerra a noção de «escrita» e que está também na formação de Cutubia ou Kutubia, nome da famosa mesquita principal de Marraquexe, em Marrocos.
«A graciosa doninha era considerada, em tempos remotos, um animal demoníaco: quem por ela passasse tinha morte inesperada» – refere o professor e consultor João Nogueira da Costa neste apontamento sobre os nomes que em várias línguas se dá ao animal genricamente chamado doninha. Apontamento publicado na página deste consultor no Facebook
Voltando às suas raízes moçambicanas, o professor João Nogueira da Costa dá conta de um uso característico do português de Moçambique, o do valor negativo de ainda, quando ocorre em lugar de «ainda não».
«Um amigo meu moçambicano escreveu o seguinte por causa das atuais cheias no seu país1: "Aqui a situação está cada vez mais preocupante. Uma mulher deu à luz no tecto." Perguntei-lhe: teto ou telhado?»
Um apontamento do professor e consultor João Nogueira da Costa sobre o uso de teto nas notícias a respeito das graves cheias ocorridas em Moçambique em janeiro de 2026.
O meme 6-7, que se tornou viral em 2025 entre crianças e adolescentes, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais e pelos recreios escolares. Embora a expressão não tenha um significado lexical fixo, serve como um sinal social, permitindo criar humor, marcar identidade de grupo e distinguir quem participa da cultura digital.
A consultora Sara Mourato analisa a origem musical e digital de 6-7, bem como o seu funcionamento linguístico e social.
Este é um espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa, numa perspetiva de afirmação dos valores culturais dos oito países de língua oficial portuguesa, fundado em 1997. Na diversidade de todos, o mesmo mar por onde navegamos e nos reconhecemos.
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