Miguel Vale de Almeida - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Miguel Vale de Almeida
Miguel Vale de Almeida
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Antropólogo, professor no Iscte-Instituto Universitário de Lisboa, onde tem dirigido os programas doutorais, e investigador no CRIA, onde foi diretor da revista Etnográfica. Autor de Senhores de Si: Uma Interpretação Antropológica da Masculinidade (The Hegemonic Male, na edição inglesa), Um Mar da Cor da Terra: Raça, Cultura e Política da Identidade (An Earth-Colored Sea, na edição inglesa), Outros Destinos: Ensaios de Antropologia e Cidadania, e A Chave do Armário: Homossexualidade, Casamento, Família. Coeditou (com Bela Feldman-Bianco e Cristiana Bastos) Trânsitos Coloniais: Diálogos Críticos Luso-Brasileiros e editou Corpo Presente: Treze Reflexões Antropológicas sobre o Corpo, além de ficção e crónicas. Participante de movimentos sociais e políticos em torno do género e da sexualidade, foi cronista do jornal Público, deputado à Assembleia da República e comentador residente na RTP3.

 
Textos publicados pelo autor
 O estranho caso da sobrevivência do lusotropicalismo
Uma narrativa perversa de identidade nacional

«A realidade socioeconómica portuguesa de hoje é marcadamente racializada na dimensão laboral, na dimensão geográfica e habitacional das áreas metropolitanas, nas desigualdades de acesso a espaços e bens públicos, na política e na comunicação social e mesmo na cidadania, nacionalidade e mobilidade. É como se a situação colonial tivesse sido transplantada para a ex-metrópole e o discurso lusotropical sobrevivesse como linguagem da negação.» Ensaio do antropólogo português Miguel Vale de Almeida publicado no jornal digital Setenta e Quatro em 10 de março de 2022. O autor revela como a ideia de lusotropicalismo, proposta pelo brasileiro Gilberto Freyre, foi transposta e se inscreve nas dinâmicas sociais, na vida culural e académica bem como até na discussão política do Portugal de hoje, em contexto pós-colonial.