Diversidades - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre as variedades nacionais e regionais do português.
Quem limpa, arranja e dá esplendor ao inglês, <br> uma das principais línguas sem academia
O bom uso linguístico entre a população anglófona

«Quem limpa, arranja e dá esplendor ao inglês, uma das principais línguas sem academia? O dicionário Oxford é uma das referências dos falantes, mas não a única.»

Tradução com adaptações dum trabalho publicado em língua espanhola, em 1 de dezembro de 2020, em Verne, página associada ao diário espanhol El País.

 

A missão dos intérpretes de Língua Gestual Portuguesa
A ponte entre a comunidade surda e a epidemia

«Com a Covid-19, a comunidade surda ganhou maior atenção graças à tradução simultânea das comunicações ao País. Para evitar ruído na mensagem, ali não há lugar para dor ou para risos, seja para contar que há 118 ou zero mortos, ou para sugerir uma troca de compotas no patamar da escada, no Natal.»

Um trabalho da jornalista Teresa Campos publicado na edição digital da revista Visão em 12 de janeiro de 2021.

Breve viagem às línguas dos Estados Unidos da América
Um país muito mais diverso do que parece de longe

«Há quem não goste assim tanto desta diversidade linguística. Um país a funcionar numa só língua seria, para essas pessoas, mais pacífico. Digo isto: se olharmos para os grandes conflitos que estiveram bem visíveis nesta semana por aqueles lados [nos Estados Unidos, em 6 de janeiro de 2020], vemos que não é preciso falar línguas diferentes para viver em mundos muito diferentes.»

Crónica do professor universitário e tradutor Marco Neves publicada em 10 de janeiro de 2021 no SAPO 24 e no blogue Certas Palavras. Mantém-se a ortografia do original, anterior à norma atualmente em vigor.

O espanhol <i>descambiar</i> e o português <i>destrocar</i>
Amigos verdadeiros e falsos, interlinguisticamente falando

Em espanhol, o verbo cambiar traduz-se em português por mudar e trocar. E existe o verbo descambiar, que, literalmente traduzido, parece equivalente ao destrocar português. Um apontamento de Carlos Rocha sobre um (quase) falso amigo do espanhol para falantes de português.

 

 

<i>Galiza</i> e <i>Galicia</i> e outras palavras <br> com terminações análogas no período medieval
Uma controvérsia já antiga entre os galegos

«(...)[C] como se trata duma velha polémica ainda viva nos meios de comunicação (como o recente artigo em Praza por L.C. Carballal) e nas redes sociais, insistirei em defender a forma Galiza como a maioritária no galego medieval frente à forma castelhanizada, Galicia, achegando um ponto de vista mais abrangente.»

Trabalho do linguista galego Paulo Gamalho publicado no Portal Galego da Língua em 5 de janeiro de 2021. Mantiveram-se as características do original, escrito na modalidade reintegracionista do galego, semelhante ou idêntica ao português.

A flor de Itália
A Accademia della Crusca

«Lembro-me de um dicionário antigo na biblioteca do meu avô, publicado pela Accademia della Crusca, em que surgia o lema que escolheram: «Il più bel fior ne coglie». (...) [S]endo essoutro eu adolescente e ignorante, pensei que estava a dizer «a flor mais bela não se colhe

 

Crónica de Miguel Esteves Cardoso a propósito da Accademia della Crusca, que, há mais de 400 anos, se notabiliza pela sua ação codificadora da gramática e do estilo da língua italiana – publicada em 5 de janeiro de 2020, no jornal Público. Na transcrição que, com a devida vénia, se faz do original, manteve-se a ortografia aí seguida, anterior à norma atualmente em vigor.

 

Covid, o neologismo que definiu 2020
Nos Estados Unidos é também a palavra do ano

«(...) [D]epois de muita discussão, o vencedor geral da Palavra do Ano [da American Dialect Society – ADS] foi uma palavra óbvia, que passámos a conhecer bem demais: Covid. É até difícil recuar ao começo de 2020 – também conhecido como «os tempos de antes» –, quando essas cinco letras não tinham significado» – escreve neste artigo publicado em The  Wall Street Journal de 24 de dezembro de 2020 o linguista e lexicógrafo norte-americano Ben Zimmer,  dando conta de como, nos Estados Unidos, a ADS chegou também à escolha do acrónimo covid para Palavra do Ano em 2020. Neste artigo – traduzido (com adaptações) –, o autor refere ainda alguns dos muitos neologismos criados em inglês a partir de covid-19.

Os afrodescendentes da Argentina lutam pela visibilidade

«(...)[M]ilhões de europeus, sírio-libaneses e judeus que desembarcaram entre 1870 e 1950 na Argentina, que era até o início do século XX um dos países com maior número de imigrantes do mundo. Eles somavam 2,4 milhões de pessoas, ou cerca de 30% da população do país, segundo o censo de 1914. O mesmo censo nada falava dos negros. Mas não foi sempre assim»

À volta da ocultação do passado também afrodescendente da Argentina, a jornalista brasileira Monica Yanakiew revela como se detetam sinais de racismo até mesmo no espanhol falado pelos argentinos.

Trabalho publicado na edição digital da revista Piauí do jornal brasileiro Folha de S. Paulo, em 30 de dezembro de 2020.

Viagem a bordo da palavra <i>livro</i> em português  <br>(e em muitas outras línguas)
Uma comparação interlinguística da formação do plural

«A maneira como imaginamos as palavras obriga-nos a ouvir sons que já não estão lá ou estão apenas num mero sopro, praticamente imperceptível. O aspecto das palavras no papel influencia a maneira como ouvimos os sons numa conversa. Por exemplo],para fazer o plural de livro, pomos o tal s (livros). No entanto, não o lemos como um s. Em Portugal, a letra é lida com o som /ch/, /j/ ou /z/ dependendo da palavra que vem a seguir.»

Apontamento do professor universitário e tradutor Marco Neves publicado no portal SAPO24 e no blogue Certas Palavras em 27 de Dezembro de 2020. Trata-se uma nova versão de um texto anterior do autor, para assinalar a quadra natalícia de 2020.Manteve-se a norma ortográfica de 1945 do original

 

LGP, uma língua silenciosa
Um trabalho com três décadas

«As línguas gestuais são um objeto de estudo extraordinário para os linguistas: além de constituírem línguas com gramáticas e léxicos específicos, mas sem sons, o seu surgimento propicia a oportunidade de assistir ao nascimento e primeiras fases de desenvolvimento de línguas naturais (...).»

Artigo de opinião da linguista Margarita Correia publicado no Diário de Notícias em 12 de dezembro de 2020.