Voltando às suas raízes moçambicanas, o professor João Nogueira da Costa dá conta de um uso característico do português de Moçambique, o do valor negativo de ainda, quando ocorre em lugar de «ainda não».
Voltando às suas raízes moçambicanas, o professor João Nogueira da Costa dá conta de um uso característico do português de Moçambique, o do valor negativo de ainda, quando ocorre em lugar de «ainda não».
«Um amigo meu moçambicano escreveu o seguinte por causa das atuais cheias no seu país1: "Aqui a situação está cada vez mais preocupante. Uma mulher deu à luz no tecto." Perguntei-lhe: teto ou telhado?»
Um apontamento do professor e consultor João Nogueira da Costa sobre o uso de teto nas notícias a respeito das graves cheias ocorridas em Moçambique em janeiro de 2026.
O meme 6-7, que se tornou viral em 2025 entre crianças e adolescentes, espalhou-se rapidamente pelas redes sociais e pelos recreios escolares. Embora a expressão não tenha um significado lexical fixo, serve como um sinal social, permitindo criar humor, marcar identidade de grupo e distinguir quem participa da cultura digital.
A consultora Sara Mourato analisa a origem musical e digital de 6-7, bem como o seu funcionamento linguístico e social.
«O linguista [Glastone Chaves de Melo] critica tanto os estudiosos portugueses, que ignoravam os avanços da filologia brasileira, quanto os brasileiros que, movidos por lusofobia, desejavam (desejam?) repudiar o legado europeu e advogar uma independência linguística impossível» – sublinha o gramático Fernando Pestana neste artigo em que resume e comenta a posição do referido linguista brasileiro relativamente ao impacto das línguas do grupo tupi na evolução do português do Brasil. Texto incluído em 20/10/2020 no mural Língua e Tradição (Facebook) e aqui transcrito com a devida vénia.
László Krasznahorkai ganhou o Prémio Nobel de 2025, e, em Portugal, os profissionais dos media devem ter sentido alguma perplexidade quanto à maneira mais adequada de pronunciar o nome do escritor. Sobre a língua nacional da Hungria e aos gentílicos relativos a este país, um apontamento do consultor Carlos Rocha.
«[O Dicionário Estraviz] [...] de livre acesso e em linha ultrapassa bem os 150 000 verbetes ou entradas de vocábulos, incorporando, além do léxico galego, as formas léxicas da comunidade de países de língua portuguesa, herdeira esta, como é bem sabido – com as suas diferentes evoluções e variedades – do idioma próprio do nosso velho país galego» – sublinha o escritor e editor galego Miguel Anxo Fernán Vello, neste artigo que assinala os 90 anos de vida que o lexicógrafo, também galego, Isaac Alonso Estraviz, completou em 2025. Adaptado ao português, apresenta-se o texto originalmente escrito em galego e incluído em 01/08/2025 no jornal El Progreso, publicado em Lugo (Galiza).
«A construção de julgamentos com base na fala não é um fenômeno novo. [...] [E]sse comportamento aparece até em textos bíblicos.»
Artigo de divulgação científica da autoria do jornalista brasileiro Arthur Marchetto e publicado na Revista Pesquisa FAPESP (n.º 354, edição impressa), em agosto de 2025, e republicado no jornal digital Nexo. O tema em destaque é o da investigação sobre a possibilidade de os falantes mudarem de pronúncia quando migram da terra natal para outro lugar, no mesmo país. Transcreve-se o texto com a devida vénia, mantendo as características brasileiras do original, exceto no subtítulo, adaptado ao português de Portugal.
«A dinâmica linguística [do kriol] na escrita e na oralidade, nas redes sociais, rádios, nos livros e blogs, sobretudo pela sua expansão mundial através da sua diáspora, mesmo sem uma base consensual e formal, faz com que a cada dia se torne imperativa a sua oficialização» – sublinha a jornalista guineense Karyna Gomes a respeito de um debate que se realizou em 9 de maio de 2025, no âmbito da Mostra de Arte e Cultura da Guiné-Bissau promovida pela Associação MoAC Biss, e que foi dedicado ao tema da oficialização do kriol ou crioulo guineense. Trabalho publicado em 14 de maio de 2025 no jornal digital Mensagem de Lisboa e aqui divulgado com a devida vénia.
«O nome papal latino Leo (XIV) – Leão –, LEO, com declinação LEONIS, corresponde ao alemão Löwe («leão») e aparece ocasionalmente como nome da moda (em 2024, 26 rapazes receberam o nome Leo em Leipzig» – refere o linguista alemão Dieter Kremer sobre os nomes próprios e o nome papal de Leão XIV. Apontamento publicado no mural do Centro de Onomástica da Universidade de Leipzig (Namenkundliches Zentrum der Universität Leipzig) no Facebook, 09/05/2025). Texto traduzido do alemão (com auxílio do ChatGPT), com algumas adaptações e com título e subtítulo da responsabilidade editorial do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.
«A] língua devia ser ensinada na escola com a mesma dignidade com que são ensinadas as outras línguas» – refere-se na introdução a esta entrevista a Alfredo Cameirão, presidente da Associação da Língua e Cultura Mirandesa, pela jornalista Ana Monteiro Fernandes, sobre a situação da língua mirandesa, que se fala em Portugal no canto nordeste do distrito de Bragança, no concelho de Miranda do Douro e numa freguesia do concelho de Vimioso.
Trabalho publicado em 16 de fevereiro de 2025 na revista digital Comunidade, Cultura e Arte e que aqui se partilha com a devida vénia, com algumas adaptações. Texto escrito segundo a norma ortográfica de1945.
Este é um espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa, numa perspetiva de afirmação dos valores culturais dos oito países de língua oficial portuguesa, fundado em 1997. Na diversidade de todos, o mesmo mar por onde navegamos e nos reconhecemos.
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