Diversidades - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre as variedades nacionais e regionais do português.
Como se diz coronavírus em língua gestual?
Como o covid-19 trouxe para o primeiro plano a (in)comunição com os surdos-mudos

No meio da pandemia de covid-19, a comunidade surda em Portugal consegue acompanhar diariamente as conferências da Direção-Geral de Saúde graças à tradução de Luís Oriola e Sofia Figueiredo, intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP). No trabalho aqui transcrito, da autoria do jornalista Hugo Moreira e incluído na edição de 5 de julho do jornal Público, fala-se da popularidade que estes especialistas granjearam, dos novos gestos criados na LGP pela crise sanitária de 2020 e dos problemas de acessibilidade da informação que se agudizaram entre os surdos-mudos portugueses (mantém-se a ortografia original, de 1945).

Na imagem, Understanding Deaf Culture («Compreender a cultura surda»), de Nancy Rourke (fonte: Luísa Peixoto, "Língua Gestual Portuguesa. Pelo Gesto e pelo Som, comunicar entre surdos e ouvintes", Vila Nova (publicação digital), 10/12/2017).

 

 

O erro da ortografia
Os dogmas e as incoerências da escrita das palavras em francês
Por Aranud Hoedt e Jérome Piron

Autores de La Faute de l'Ortographe: la Convivialité (2017), os belgas Arnaud Hoedt e Jérome Piron são professores no Institut Don Bosco, em Bruxelas, e também linguistas.

Hoedt e Piron têm-se distinguido pela forma humorística como abordam a questão ortográfica nos países de língua francesa. Em 4 de maio de 2019, deram uma palestra TEDx em Rennes (Bretanha, França) intitulada "O erro da ortografia", a respeito da complexidade da ortografia do francês, dos seus dogmas e das suas incoerências. Desta sessão, apresenta-se aqui o registo vídeo que provém do canal YouTube das palestras TEDx (TEDx Talks).

O significado que um dicionário pode ter
Os 20 anos do Dicionário de Tétum-Português

Sobre os 20 anos do lançamento do Dicionário de Tétum-Português, a professora Margarita Correia lembra neste artigo* a importância do seu autor: «Sempre que penso em homenagens que falta fazer, a que é devida a Luís Costa  é a primeira que me ocorre».

*in  Diário de  Notícias  do dia 30 de junho de 2020.

Línguas indígenas e diversidade linguística no Brasil
Raízes do multilinguismo no Brasil
Por Paulo Henrique de Felipe e Wilmar da Rocha d'Angelis

Um artigo no qual se contrapõe o multilinguismo do Brasil ao mito do monolinguismo. Adotando esta perspetiva, os linguistas brasileiros Paulo Henrique de FelipeWilmar da Rocha D'Angelis passam em perspetiva a evolução histórica do Brasil, caracterizada por sucessivas tentativas de impor o português como língua única, o que nunca veio a acontecer, pois, como é manifesto, as línguas indígenas resistiram até ao presente. 

O galego vai salvar-se no português?
A situação linguística na Galiza

Em 17 de maio comemora-se na Galiza o Dia das Letras Galegas, cada ano dedicado a uma figura notabilizada pelo contributo da sua obra para o vernáculo galego. Em 2020, a celebração teve como homenageado Ricardo Carballo Calero, também conhecido como Carvalho Calero, destacado filólogo e grande defensor da aproximação do galego ao português, numa posição que tem adeptos na Galiza e se tem denominado reintegracionismo ou lusismo. Mas que justificação terá a convergência linguística desta região autonómica do Estado espanhol com o mundo de língua portuguesa? Para responder à questão e assinalando também esta festa galega, o jornalista português Ruben Martins desenvolveu o trabalho que, com a devida vénia, adiante se transcreve, do suplemento P2 do jornal Público de 17 de maio de 2020 (manteve-se a ortografia original, anterior à norma vigente).

«Bafana, bafana»
Um plural banto entre memórias moçambicanas

O nome de uma equipa de futebol sul-africana traz à memória de João Nogueira da Costa o processo de formação do plural nas línguas bantas do sul de Moçambique e da África do Sul. Apontamento que o autor publicou na sua página de Facebook em 3 de janeiro de 2019.

A expressão espanhola «nueva normalidad» <br>  em tempo da pandemia de covid-19
Aspetos do seu uso com interesse para o português

A expressão espanhola «nueva normalidad» torna-se recorrente nos média de Espanha para dar conta do evoluir da chamada desescalada (=«desconfinamento»), ou seja, o regresso gradual da população às atividades fora de casa. No entanto, como escreve o diretor-geral da Fundéu-BBVA,  Javier Lascuráin, «para alguns é uma expressão contraditória em si mesma e para outros uma invenção saída das maléficas cozinhas da novilíngua para mascarar a realidade.» Será mesmo assim? A dúvida é esclarecida no texto que se segue, publicado pelo referido autor no blogue da Fundéu-BBVA em 6 de maio de 2020 e que aqui se disponibiliza em tradução.

É correto o uso do termo <i>desescalada</i> em galego?
Em Portugal, apesar de estar recolhido, não se emprega a respeito do desconfinamento
Por Irene Pin

Em Espanha, circula o termo desescalada para designar o processo que se chama desconfinamento em Portugal. Na Galiza, o jornal galego Nós, na sua edição de 26 de abril de 2020, dá conta das dúvidas sobre a introdução do termo espanhol na língua galega e interroga alguns especialistas sobre a correção do mesmo, num confronto com outros idiomas, incluindo o português.

Adaptaram-se o título e o subtítulo originais, mas manteve-se o texto em galego (na ortografia aprovada pela Real Academia Galega). As palavras suscetíveis de incompreensão são seguidas do seu equivalente em português corrente entre parênteses retos. Na imagem, aspeto da famosa Praça do Obradoiro em Santiago de Compostela durante a crise sanitária de abril de 2020 (Fonte: Galicia é, 14 de abril de 2020/Agência EFE).

Aprenda num minuto a colocar pronomes
Regras gramaticais comuns ao galego e ao português
Por Carlos Amado e Esther Estévez

Um resumo das principais regras de colocação do pronome átono em galego, que são muito semelhantes, se não idênticas, às do português europeu. Um vídeo da série #DígochoEu (o mesmo que "digo-to eu"), um projeto de Carlos F. Amado e Esther Estévez Casado* produzido pela Televisão da Galiza (TVG).

* Episódio emitido em 15 de fevereiro de 2020. Sobre este projeto, veja-se a entrevista dada pelos seus responsáveis  em A revista fin de semana, TVG, 25/01/2020.

 

 

As horas diferentes das refeições na Galiza
Diferenças também na oralidade a norte e sul do rio Minho

Almozo, xantar e cea  – a denominação em galego das  nossas três refeições  principais – não é muito diferente  de como se diz em português. No entanto, ocorrem em horas bem distintas – como se lembra nesta viagem linguístico-gastronómica conduzida pelo autor neste texto publicado no seu blogue Certas Palavras.