A «incrível flexibilidade morfológica» do alemão, que permite a criação de novas e extensas palavras pela simples junção de outras – é o caso, por exemplo, Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater (assassino da mãe do garoto hotentote surdo-mudo, preso na jaula de cangurus coberta com tela) –, neste apontamento linguista brasileiro Aldo Bizzocchi que, com devida vénia, se transcreve do seu blogue Diário de um Linguista.
As principais características da língua artificial mais falada e bem sucedida no mundo. Foi criada no fim do séc. XIX pelo judeu (de nacionalidade polaca) Ludwik Lejzer Zamenhof*, com o propósito de servir para comunicação à escala planetária, entre os povos das suas, na altura, 57 nações atualmente, 193 países segundo a lista oficial da ONU – e os falantes das 6 909 línguas diferentes em todo o mundo.
* em Esperanto, Ludoviko Lazaro Zamenhofo
Apesar da enorme diversidade linguística que encerra, a União Europeia reconhece oficialmente apenas 24 línguas, as quais se reduzem na prática a três – o inglês, o inglês e o alemão – no funcionamento de diferentes órgãos. Esta tendência vai mais longe, com pressões para o inglês se tornar a única língua de trabalho e instrumento de um processo de unificação cultural. Assim se configura uma política linguística incentivada pela Alemanha e materializada na recomendação «língua materna mais duas», cuja concretização, parecendo ir ao encontro do multilinguismo, acaba por favorecer, para já, a adoção do inglês como língua segunda da população europeia. Que futuro tem o português em tal contexto? Qual a verdadeira implantação do inglês na população portuguesa? Será desejável dar-lhe toda a prioridade? Estes e outros aspetos constituem a visão que o economista Jorge Fonseca de Almeida propõe num artigo de opinião publicado no jornal digital O Lado Oculto em 3/01/2019, a seguir transcrito com a devida vénia (mantém-se a ortografia do original, a qual é anterior à atualmente em vigor).
«Eu nom sei que tes nos olhos, que se me miras tu matas
matas-me se pr'a mim ris, matas-me quando me falas.»
Assim começa uma canção intitulada Tris Tras, que na voz de Ugia Pedreira, do grupo galego Marful, teve grande sucesso em 2006. Anos mais tarde, Sabela, uma jovem galega das Pontes de Garcia Rodrigues (Corunha), levou esta e outras composições – Benditas Feridas e Negro Caravel – à edição de 2018 de um programa muito popular em Espanha, o concurso Operación Triunfo, cantando-as não em castelhano, mas na língua da Galiza. Escrito pelo professor universitário e tradutor Marco Neves, e publicado pelo portal Sapo 24 em 16/12/2018, transcreve-se um texto em que o autor comenta e realça o significado da participação de Sabela, «uma cantora que anda a usar a língua das Cantigas de Amigo para ganhar um concurso espanhol» (manteve-se a norma ortográfica, anterior ao Acordo Ortográfico de 1990).
Para saber mais sobre a edição de 2018 do referido concurso, ver aqui. E, para apreciar a versão original do grupo Marful, leia-se a letra aqui e assista-se aqui mesmo a um vídeo da BBC Alba, um canal escocês em língua gaélica.
A propósito da visita oficial a Portugal do Presidente chinês, Xi Jiping, José Ribeiro e Castro lança dois desafios estreitamente dependentes da aproximação entre Portugal e China: um económico e outro linguístico.
[Artigo transcrito do jornal Público de 6 de dezembro de 2018.]
Das costas continentais europeias do Mar do Norte à Oceânia, passando pelas Américas, por África e pela Ásia, recebendo influências de celtas, viquingues, franceses, ameríndios, africanos, indianos e muitos outros, assim se expandiu e desenvolveu o inglês, hoje o principal idioma veicular à escala mundial. O professor universitário e tradutor Marco Neves define as principais etapas de desenvolvimento da língua inglesa num texto publicado no blogue Certas Palavras, em 30/11/2018.
Que língua se fala na ilha Sentinela do Norte, na Índia, onde vive uma das comunidades tribais mais isoladas do planeta, onde foi morto o missionário norte-americano John Allen Chau? «Sabemos pouco sobre essa língua, mas sabemos algumas coisas…», conta neste texto o professor universitário e tradutor português Marco Neves, transcrito do seu blogue Certas Palavras, com data de 25/11/2018.
Neste artigo publicado Jornal de Angola em 6/11/2018, investigador e compositor angolano Filipe Zau defende a necessidade de valorizar as línguas nacionais do seu país no ensino, perante o português.
Artigo de apresentação do 103.º Congresso Universal de Esperanto, realizado pela primeira vez em Portugal, sob o lema “Culturas, línguas, globalização: Que rumo doravante?”.
[Cf. O Esperanto em congresso mundial pela primeira vez em Portugal, in jornal "Público", 17 de julho de 2018]
Este é um espaço de esclarecimento, informação, debate e promoção da língua portuguesa, numa perspetiva de afirmação dos valores culturais dos oito países de língua oficial portuguesa, fundado em 1997. Na diversidade de todos, o mesmo mar por onde navegamos e nos reconhecemos.
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