Diversidades - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre as variedades nacionais e regionais do português.
A iliteracia emoji
Os bonecos que nos calam

«Os emojis acrescentam. Não substituem. Usá-los pode ir além da preguiça e prejudicar a nossa capacidade de comunicarmos uns com os outros, calando-nos.» Assim se refere o escritor Miguel Esteves Cardoso ao uso dos emojispictograma usado em comunicações eletrónicas informais») nesta crónica incluída na edição de 7 de dezembro de 2021 do jornal Público.

Como está-tua ex-celência?
As estátuas e a herança colonialista de Lisboa

«A História é tanto a erecção das estátuas e dos monumentos como as suas demolições. Presumindo e contundindo, pedir a substituição, a recolocação ou o afundamento duma estátua faz parte do processo histórico» – considera o escritor, músico e antigo ministro da Cultura cabo-verdiano Mário Lúcio Sousa no jornal Público de 4 de dezembro de 2021.





A origem do crioulo e a sua importância em Lisboa
A mais crioula das cidades europeias

«Nasceu da mistura, foi proibido, ainda não é língua oficial em nenhum dos países que o falam, Cabo Verde e Guiné Bissau. A história do crioulo e da sua presença em Lisboa é uma parte importante da história da cidade.»

Texto da jornalista e cantora Karyna Gomes, in Mensagem de Lisboa, com a data de 3 de dezembro de 2021. Ilustrações do original.

Crioulos nossos
Evocação de dois cabo-verdianos lisboetas

Do cantor Bana (1932-2013) à médica Helena Lopes da Silva (1949-2018), nesta crónica-evocação* do jornalista Ferreira Fernandes, a propósito da iniciativa do jornal digital Mensagem de Lisboa, de que é fundador e seu diretor. Esta publicação passa a dispor de uma secção quinzenal escrita em crioulo de Cabo Verde e da Guiné Bissau, dedicada em particular a duas das comunidades africanas, entre as provenientes  de países de língua oficial portuguesa, que são mais numerosas na capital portuguesa – «a cidade mais crioula da Europa»

 

* in  jornal digital Mensagem de Lisboa, com data de 2 de dezembro de 2021

Ómicron: a nova variante do coronavírus saltou a letra ξ <br>para não ofender o Presidente da China
Em causa o uso de «nomes (não) estigmatizantes»

«A Organização Mundial de Saúde “saltou” duas letras do alfabeto grego na escolha do nome da nova variante do SARS-CoV-2. Uma para evitar confusões sonoras. Outra para não arreliar a China.»

Notícia do jornalista Pedro Cordeiro, transcrita, com devida vénia, do semanário português Expresso, do dia 28 de novembro de 2021

Introdução de pronome não-binário em dicionário francês <br>agita linguistas em França
Controvérsias em torno da linguagem neutra
Por Lusa

A introdução do pronome não binário neutro iel  no dicionário Le Petit Robert abriu portas a uma acesa controvérsia em França, como se assinala num  notícia da agência Lusapublicado no jornal digital Observador, em 19 de novembro de 2021.

Muito regular
O verbo abandonar e outros

«Coloca-se um ela à frente do verbo, e este diz automaticamente abandona: "ela abandona". Nem mesmo uma criança de dois anos diria "ela 'abandonas'" [...]» Assim se refere o escritor espanhol Juan José Millás ao funcionamento dos verbos, entre eles, abandonar, ilustrando jocosamente as suas potencialidades com situações tão quotidianas como a separação de um casal com filhos. Tradução de um apontamento do autor publicado em El País em 5 de novembro de 2021.

 

 

Profundamente de direita e muito de direita
Falsa esquerda e políticas linguísticas

«Como pode alguma esquerda simpatizar com uma revolução de cavalheiros ricos, de caciques e ladrões frequentemente corruptos?» – interroga-se o escritor espanhol Javier Marías numa crítica acesa à causa da linguagem inclusiva e às atitudes no campo político do conflito linguístico da Catalunha.

Tradução e adaptação da crónica que o autor publicou no jornal El País, em 31 de outubro de 2021.

Quando português é sinónimo de doce
O impacto da expansão de Portugal na doçaria asiática

«[...] [N]um banquete por volta de 1600, o grão-mogol, imperador da Índia, se deliciava com cajus trazidos de Goa, onde tinham chegado, via caravelas portuguesas, do Brasil, terra do fruto acaju dos índios tupis» – refere Leonídio Paulo Ferreira, refletindo sobre as interações culturais no império português do séc. XVI e a propósito de um artigo do jornal indiano The Telegraph que evidencia a influência portuguesa sobre a doçaria de Calcutá (leste da Índia).

Crónica publicada no Diário de Notícias, em 21 de outubro de 2021.

Adelfeira
Um endemismo ibérico

Crónica de Miguel Boieiro, estudioso de botânica, sobre as adelfeiras,  ou Rhododendron ponticum subsp. baeticum, «endemismo ibérico que só se encontra espontâneo na serra de Monchique, no Caramulo (Vouzela) e nas serranias de Granada (Espanha)».