Diversidades - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre as variedades nacionais e regionais do português.
Em Barrancos fala-se uma língua única no mundo
A curiosa vila portuguesa das três línguas

«Esta é a vila mais oriental e mais pequena do Baixo Alentejo e não se destaca pelo seu traçado ou pelos monumentos, mas sim por ter uma língua única no mundo» – observa o jornalista espanhol Daniel Borrego Alonso num apontamento dedicado a Barrancos e à sua língua, resultado do contacto entre o português e o espanhol na raia (fronteira) com a província andaluza de Huelva. Menciona-se também outro caso curioso na fronteira luso-espanhola: o da aldeia de Rio de Onor. Tradução e adaptação do original em espanhol publicado 28 de setembro de 2023, no jornal digital argentino Infobae.

Falar da Arménia, uma questão de justiça
O arménio na história e no ensino

«A língua arménia constitui um ramo independente da família das línguas indo-europeias. A origem do arménio perde-se na noite dos tempos, mas os seus primeiros vestígios estão datados do IV milénio a.C.»

Artigo da linguista e professora universitária Margarita Correia sobre a Arménia, o arménio e o ensino desta língua em Portugal, transcrito, com a devida vénia, do Diário de Notícias de16 de outubro de 2023 .

Manifesto de Liubliana sobre a importância <br>das competências superiores de leitura
Sobre o declínio das competências de leitura

«Como inverter a tendência de declínio das competências de leitura é um dos desafios urgentes que a nossa sociedade enfrenta actualmente» – afirma-se neste manifesto publicado em 11 de outubro em jornais europeus e transcrito, com a devida vénia do jornal Público na referida data. É um documento subscrito pela Associação Internacional de Editores, entre outras entidades.

O mirandês tem estatuto oficial há 25 anos
Uma língua não morre enquanto andar no sentir e no falar

A língua mirandesa, segunda língua oficial de Portugal, está ameaçada. Todavia, um conjunto de pessoas e de instituições continua a pugnar pela sua sobrevivência porque se acredita que «uma língua não morre enquanto ela andar no sentir e no falar.»

Uma reportagem da jornalista Luísa Pinto, publicado no Ípsilon, separata do jornal Público, em 8 de outubro de 2023. Título da responsabilidade editorial do Ciberdúvidas.

Também disponível em mirandês (disponível para assinantes).

«Há que retomar a ideia da unidade da língua. Atualmente vemos a língua só como dialetólogos»
José Ramom Pichel sobre a situação linguística da Galiza
Por Portal Galego da Língua

«Vemos a língua com olhos de dialetólogos. E isso é interessante em termos antropológicos, mas não pode definir a nossa estratégia para a sobrevivência da língua. Por isso também é importante introduzir o português infelizmente como matéria separada. E isto tem de ser assim infelizmente enquanto as elites do galego não sejam conscientes que não é possível nem viável termos uma língua separada harmonicamente entre duas línguas tam próximas como o português e o castelhano.»

Declarações de José Ramom Pichel sobre a situação do galego, em entrevista publicada em 6 de outubro de 2023 no Portal Galego da Língua. Mantém-se o léxico, a morfologia e a sintaxe galegas do original, escrito na proposta ortográfica da Associação Galega da Língua (AGAL), que defende uma ortografia galega convergente com a do português.

 

O Mali e a rejeição da língua colonial

«O panorama linguístico do Mali é muito complexo. De acordo com The Ethnologue, estão recenseadas 68 línguas no país (o Glottolog indica 78) [...].»

Sobre asituação do ensino no Mali, uma reflexão da linguista e professora universitária  Margarita Correia, em artigo taranscrito, com a devida vénia,  do Diário de Notícias do dia 9 de outubro de 2023.

A língua do Nobel da Literatura 2023 <br>e os dois nomes da Noruega
Um país com binormativismo linguístico

«Criaram-se, assim, duas normas para a escrita do norueguês: uma baseada nos usos da capital, muito próxima do dinamarquês; outra mais próxima das formas usadas em regiões da Noruega distantes da capital. As duas normas passaram por várias fases e nomes, mas hoje são conhecidas como bokmål (a norma próxima do dinamarquês e a mais usada) e nynorsk» – escreve* o professor, tradutor e divulgador de temas linguísticos Marco Neves sobre o binormativismo do norueguês e a sua história, a propósito da atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 2023 ao escritor norueguês Jon Fosse.

*Texto publicado no blogue Certas Palavras (03/10/2023) e aqui transcrito com a devida vénia, mantendo-se a norma ortográfica de 1945, adotada pelo autor. Na imagem, vista de Trolltunga, uma formação rochosa situada na região de Vestland, no sudoeste da Noruega.

Senhores Maiorales, l Mirandés  <br> ye más do que un anfeite!
(Senhores Governantes, o mirandês é mais do que um enfeite!)

«Quiero zafiar l Goberno para que lhiebe al Cunceilho de la República l diploma que tenga l Mirandés cumo Lhéngua Minoritaira Ouropeia. I la Cámara que porfilhe l Mirandés cumo la sue Lhéngua Oufecial.»

Manifesto de Aníbal Fernandes, membro do Movimento Cultural da Terra de Miranda, para que o mirandês seja reconhecido em Portugal no quadro da Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias. Texto transcrito, com a devida vénia, do jornal Público de 29 de setembro de 2023, conforme a publicação original, em língua mirandesa.

Na imagem, cartaz em mirandês, no qual se lê o mesmo que «A minha, a tua, a nossa língua. O falar de uma vida.»

 

 

Prémios para os alunos, recados para os “esquecidos”: é preciso proteger o mirandês
Reconhecimento da segunda língua oficial em Portugal foi há 25 anos

«Desde há 25 anos que o mirandês é reconhecido como segunda língua oficial em Portugal, mas mesmo que se escreva de maneira diferente, dois anos é muito tempo em qualquer língua. É por isso que o presidente da Associação da Língua e Cultura Mirandesa (ALCM), Alfredo Cameirão, não percebe porque é que a Assembleia da República está a demorar todo esse tempo a ratificar a Carta Europeia das Línguas Regionais e Minoritárias do Conselho da Europa, que o Ministério da Cultura anunciou ter assinado a 7 de Setembro de 2021.»

Um trabalho da jornalista Luísa Pinto publicado no jornal Público no dia 17 de setembro de 2023. Mantém-se a ortografia de 1945.

Dos nomes da Índia
Política e toponímia

«Nova polémica atingiu as redações internacionais e até as portuguesas: Droupadi Murmu, presidente da Índia, enviou aos participantes da Reunião do G20, a 29 de agosto, um convite para jantar, que subscreve como "Presidente de Bharat". O facto tem sido muito discutido, sobretudo nos media indianos, britânicos e paquistaneses.» – refere* a professora universitária Margarita Correia num texto onde aborda aspetos da toponímia da Índia.

 

* Artigo da autora publicado no jornal Diário de Notícias, de 11 de setembro de 2023.