Este é um serviço gracioso e sem fins comerciais, de esclarecimento, informação e debate sobre a língua portuguesa, o idioma oficial de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Sem outros apoios senão a generosidade dos seus consulentes, ajude-nos a dar-lhe continuidade: Pela viabilização do Ciberdúvidas. Os nossos agradecimentos antecipados.
Início Aberturas Abertura
19 anos de Ciberdúvidas
19 anos de Ciberdúvidas
Por Ciberdúvidas da Língua Portuguesa 804

1. O Ciberdúvidas da Língua Portuguesa completa neste dia 19 anos de atividade junto de quem fala, escreve e quer saber sempre mais sobre o português em qualquer ponto do mundo. Com as suas características de sempre: desde que, em 1997, ficou disponível, como espaço simultaneamente de esclarecimento, de informação e de debate – em áreas devidamente demarcadas pelas suas atuais 12 rubricas temáticas – sobre os usos criteriosos da língua portuguesa nos países em que ela tem estatuto oficial ou nas comunidades em que perdura. Espaço pioneiro e – nestes seus moldes de funcionamento e natureza de serviço público, gracioso, sem fins lucrativos ou comerciais – ainda único na internet, passa também por aí a razão das suas conhecidas vicissitudes, obstáculos e constrangimentos de viabilização. Na inexistência de outros apoios, públicos ou privados, só com a generosidade dos nossos mais dedicados consulentes, mobilizados na campanha SOS Ciberdúvidas, tem sido possível levar por diante este projeto, como não há outro em todo o espaço lusófono. É, sem dúvida, este o maior prémio imaginável, confirmando a pertinência dos propósitos do Ciberdúvidas: a abertura ao conhecimento da língua portuguesa tanto na sua unidade como na sua diversidade geográfica e regional.

2. O fruto do trabalho acumulado ao longo destes 19 anos está aquí ao dispor de todos: um arquivo, de mais fácil e rápida pesquisa desde a sua última remodelação, com mais de 40 000 respostas e cerca de 3000 artigos que materializam bem o muito que temos coletivamente a dizer sobre a língua que falamos. Fora o que, noutros meios e plataformas, o Ciberdúvidas vem dinamizando: os programas radiofónicos Páginas de Português, na Antena 2 e Língua de Todos, emitido pela RDP África, assim como o formato Mambos da Lingua – o tu-cá-tu-lá do português de Angola, difundido na Rádio Nacional de Angola. Nos primeiros dois, criou-se um espaço de reflexão sobre múltiplas vertentes do idioma, estéticas, culturais, gramaticais, com o programa para os países africanos a privilegiar aspetos didáticos, de identidade e das variantes em presença nos PALOP. E esperemos que, da parte da RTP, seja possível dar continuidade a outra iniciativa impulsionada no âmbito do Ciberdúvidas, o magazine televisivo Cuidado com a Língua!, de tão forte impacto junto dos telespectadores portugueses e africanos.

3. De Brasília a Lisboa, de Luanda a Maputo, de Bissau a São Tomé, da Praia a Díli, em dia de aniversário desta plataforma comum que é o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, o seu consultório oferece cinco novas respostas, com os seguintes tópicos:

 – a etimologia de bárbaro e bravo;

– a grafia das palavras prefixadas por co-;

– a noção de sujeito nulo;

– a concordância adjetival com substantivos coordenados;

– a classe de palavras de trio.

4. Outras rubricas igualmente se juntam à comemoração deste dia. O Nosso Idioma, com mais dois textos: uma nova crónica do jornalista e professor angolano Edno Pimentel, publicada no semanário Nova Gazeta (o que vêm a ser as "soas" que aparecem no discurso oral de alguns falantes de Angola?); e, à volta do furacão Alex, uma outra, do jornalista e escritor açoriano Joel Neto, que transcrevemos do Diário de Notícias. No Correio, o tema é o Acordo Ortográfico, com uma opinião crítica do consulente Rui Tavares – pretexto que aproveitamos para recordar outra marca identitária do Ciberdúvidas. É ela a absoluta isenção editorial no tratamento de toda e qualquer matéria controversa. É o caso da polémica sobre a nova reforma ortográfica e de outros temas fraturantes como são, em Portugal, também, a nova terminologia linguística, as metas curriculares do português para o ensino básico e secundário, ou, ainda, as chamadas «áreas críticas» do uso (ver Controvérsias) – temas e respetivos textos facultados, sempre, nas rubricas de opinião próprias e, como tal, devidamente assinaladas. É, afinal, o modelo de qualquer jornal cumpridor das normas profissionais – filosofia-padrão seguida no Ciberdúvidas desde a sua criação em 15 de janeiro de 1997, com a separação, sempre clara, entre informação e opinião, noticiário ou esclarecimentos factuais e tomadas de posição (e nestas, sempre que tem sido caso disso, a contemplação para o debate de ideias e a polémica de argumentos).