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18 anos de Ciberdúvidas
A maioridade em crise de financiamento
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Quando surgiu, há precisamente 18 anos, não havia nenhum projeto semelhante em todo o espaço da lusofonia: um sítio na Internet para responder a dúvidas e discutir temas relacionados com a língua portuguesa, de forma gratuita e sem fins lucrativos.

Hoje, 18 anos depois, continua a não existir nenhum outro serviço com as caraterísticas do Ciberdúvidas: público e universal, simultaneamente noticioso, de esclarecimento, de reflexão e de polémica sobre o idioma comum de oito povos da CPLP com diferentes histórias e distribuídos por diferentes espaços geográficos.

Criado em 15 de janeiro de 1997 pelos jornalistas João Carreira Bom (já falecido) e José Mário Costa, este espaço de promoção do português na Internet atinge agora a maioridade. Não sem dificuldades nem sobressaltos de percurso, relacionados com o financiamento de um projeto desta natureza.

Sem qualquer entidade patrocinadora – o que veio agravar nos últimos tempos as condições para a sua manutenção, para a qual tem contribuído a generosidade de alguns dos seus consulentes mais dedicados, com a campanha SOS Ciberdúvidas –, conta de momento apenas com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, que cedeu um espaço onde o Ciberdúvidas pôde alojar a sua já vasta biblioteca de trabalho, depois da saída forçada das instalações anteriormente ocupadas. E beneficia, ainda, por parte do Ministério da Educação e Ciência português, do destacamento do professor Carlos Rocha, editor executivo do Ciberdúvidas.

O consultório linguístico, uma das 13 rubricas do Ciberdúvidas, responde, de segunda a sexta-feira, a dúvidas chegadas dos mais variados pontos do mundo, sobre ortografia, fonética, etimologia, sintaxe, semântica ou pragmática – tendo sempre em conta as particularidades linguísticas regionais e nacionais que moldam, hoje, a sexta língua mais falada no mundo.

Nesta vertente, o Ciberdúvidas preenche o vazio da inexistência de uma autoridade do português, como há para o castelhano, por exemplo, de aconselhamento-guia dos utentes da língua, nomeadamente os jornalistas, sobre a enxurrada de novas palavras e expressões entradas entre nós, por via em especial do inglês. Jornalistas, publicitários, informáticos, economistas, médicos, arquitetos, juristas, professores e alunos dos mais variados escalões do ensino contam-se entre os principais utilizadores do Ciberdúvidas.

Além de quatro programas de rádio, entre os quais um apontamento diário na Rádio Nacional de Angola (Mambos da Língua – o-tu-cá-tu-lá do português de Angola), e do magazine televisivo Cuidado com a Língua!, ao Ciberdúvidas está também associado o projeto da Ciberescola da Língua Portuguesa. Com acesso igualmente gratuito, é especialmente dirigido a alunos e professores do sistema educativo português dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e do ensino secundário.

Atualmente, a Ciberescola já dá apoio a 70 alunos, filhos de imigrantes, com atraso no domínio do português, envolvendo cinco agrupamentos escolares, em Lisboa, Porto e Algarve. Além desta vertente, a Ciberescola ministra ainda cursos de língua portuguesa para estrangeiros via Internet.

Neste novo ano de 2015, a parceria entretanto acertada com o ISCTE permitirá melhorar substancialmente a consulta do Ciberdúvidas, com um arquivo de mais 40 mil conteúdos – entre as respostas e os textos mais diversificados sobre a língua portuguesa acumulados ao longo dos seus 18 anos de funcionamento.

 

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