Correio - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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ThomasOliveira Engenheiro Rio de Janeiro, Brasil 581

Muitíssimo obrigado [a Gonçalo Neves] pela resposta [de 06/11/2020]: longa, detalhada, muito bem pesquisada e com diversas fontes!

Ultrapassou em muito minhas expectativas e minha capacidade e fontes que tive quando tentei resolver essa minha dúvida.

Pedro Nunes Brasil 4K

Queridos colaboradores do site Ciberdúvidas da Língua Portuguesa,

Apenas um e-mail para lhes agradecer o excelente trabalho.

Tem sido um deleite consultar aleatoriamente as respostas do site.

Deus lhes pague!

Abraços de usuário entusiasta do Brasil.

Consulentes do Ciberdúvidas 6K

 

Apresentam-se algumas das mensagens enviadas ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa por ocasião dos 23 anos da sua criação, em 15/01/1997.

 

♦ «Aplaudo  e  agradeço o vosso excelente trabalho.»

Manuel Malheiros

♦«Parabéns, Ciberdúvidas! Parabéns pelo excelente serviço prestado e pela perseverança!

Que conte muitos – e estejamos cá para ver!»

Ana

♦ «Ao Ciberdúvidas, em todos quantos o integram e generosamente nos apoiam,  falantes e escritores da língua portuguesa, muitos parabéns neste dia de festa!

Em particular, por todas as minhas dúvidas sempre esclarecidas, um grande muito obrigada!»

Maria da Fé Peres

 

♦ «Muitos parabéns!»

Sandra  Duarte Tavares

 

♦ «Parabéns a toda a equipe de Ciberdúvidas por todos estes anos de competência, dedicação e carinho para com a Última Flor do Lácio!»

Fernando Bueno

 

♦ Parabéns! 23 anos a serviço da língua portuguesa!

Wilton Fonseca

 



Júnior Lima Dias Estudante de Direito Maceió – AL, Brasil 9K

Gostaria de manifestar meu descontentamento com a replicação do artigo "10 expressões racistas que deveríamos tirar do nosso vocabulário", retirado do portal de pseudociências Universa.

O Universa é nada mais que uma seção do portal UOL no qual se publicam baboseiras como horóscopos e se dá respaldo a pseudociências "femininas" como as propriedades mágicas de ovos de pedra inseridos em vaginas e as mulheres que "largaram tudo para serem bruxas em tempo integral". Como era de se esperar tendo em vista o lastimável portal de origem do artigo, não lhe faltam erros e afirmações sem fontes com credibilidade.

dicionário Michaelis não corrobora as historinhas contadas para atribuir a origem da maioria das expressões mencionadas. O artigo de Vera Menezes trata unicamente da metáfora negro, como em «lista negra», que é milenar e não tem conotação racial (a atribuição de sensações ruins a "escuro" é natural e verificada em inúmeras civilizações. Afinal, não é raro ter medo de escuro, mas não conheço ninguém que tenha medo do claro). Stephanie Ribeiro, por sua vez, é uma arquiteta especialista em escrever textões no Facebook, não em etimologia, linguística ou língua portuguesa. Não é fonte confiável, quer para a origem, quer para o significado, de nenhuma expressão. Denegrir, se de fato tem origem no latim denigrare (não encontrei fontes a respeito e o Michaelis aponta de+negro+ir), evidentemente antecede a própria existência da escravidão moderna e logicamente não tem conotação racial em sua etimologia. Entretanto, é compreensível o desconforto com a expressão nos dias de hoje.

Por outro lado, a etimologia atribuída a criado-mudo aparenta ter sido criada no Twitter ou em alguma conversa de bar de militantes. Não é embasada por nenhum registro histórico ou linguístico e é extremamente inverossímil. Escravos sempre custaram caro. Não é crível que parcela significativa da população tivesse dinheiro para manter um escravo segurando coisas se penduradores e móveis já existem há milênios. Mesmo se o escravo não tivesse custo, ter uma pessoa prestando esse serviço não parece conveniente. Quanto ao "mudo", é muito mais provável que seja referência à quietude do móvel – que não fala! – que ao silêncio que deveria ser mantido pelo escravo (a propósito, imagino que a nenhum escravo doméstico era dado conversar na presença dos donos). Em suma, é mais provável que a origem do termo seja uma simples metáfora.

«Nas coxas», por sua vez, tem a explicação mais absurda desse texto. Não faltam professores e etimólogos explicando que essa expressão tem cunho sexual, não racista. Mesmo que não existisse essa explicação, nenhum historiador jamais registrou essa prática ilógica e estúpida de moldar telhas em coxas.

A explicação de mulata tem respaldo histórico, mas a autora omitiu a controvérsia e a possível explicação segundo a qual o termo vem do árabe.

«Ter um pé na cozinha», embora seja inegavelmente uma expressão racista, possivelmente tenha uma origem muito mais simples e lógica, análoga a «ter um pé na cova». «Ter um pé» seria metáfora para «ser parte». Então, ter um pé na cozinha ou na senzala seria sinônimo de ser parte escravo.

A «cor do pecado», por sua vez, não necessariamente tem a ver com peles "exóticas" ou mulheres negras (até porque é expressão que se usa também para homens), mas com peles bronzeadas. «Fulano está da cor do pecado» pode se referir a uma pessoa branca que tomou sol, por exemplo.

Doméstica, por sua vez, é tão obviamente mera redução de «empregada doméstica», que é espantoso acreditar que uma jornalista tenha caído numa invenção etimológica tão bizarra. Faltou, ainda, a fonte histórica para a afirmação de que as escravas domésticas tinham pele mais clara. Doméstico, por sua vez, significa «de casa», não "domesticado". Exatamente por isso o termo «empregado doméstico» é utilizado na legislação para tratar não somente de faxineiras, cozinheiras, babás e afins, mas também de jardineiros e seguranças residenciais. Questiono a autora sobre qual termo deveria ser usado em sua substituição: «moça que trabalha lá em casa», «secretária», ou outro eufemismo mais esdrúxulo?

Glória Esther Lisboa, Portugal 8K

[A propósito da resposta A escrita das siglas de três clubes de futebol portugueses ] lamento contrariá-los, mas, o que a prática tinha consagrado durante dezenas e dezenas de anos, como se poderá comprovar na imprensa escrita existente nos respectivos jornais ou nas bibliotecas, bem como nas diversas publicações da especialidade, escrevia-se F.C. do Porto, F.C.P., como aparece na história deste clube, etc.

Poderei anexar, se desejarem, diversa documentação que atesta o que escrevi.

Em boa verdade, a ausência dos pontos é muito recente, por uma questão de preguiça, presumo.

Anónimo(a) 9K

* Carta transcrita do jornal Público do dia  18/08/2019, assinada pelo leitor Carlos Leal,  de Lisboa. Manteve-se  a grafia original.

Márlon Rodrigues Servidor público Porto Velho, Brasil 15K

Primeiramente vos parabenizo, mais uma vez, pelo excelente trabalho que fazeis em sanar dúvidas e divulgar a língua portuguesa com tamanho afinco!

Talvez a pergunta, que já farei a seguir, não convenha aos temas que ao Ciberdúvidas se propõem, mas fá-la-ei mesmo assim e ficará ao vosso encargo julgar sua pertinência. Pois bem! Consulto a página do Ciberdúvidas e vejo que se lançará em 20/11/2018 (amanhã!), em Lisboa, o livro do professor Marco Neves chamado Dicionário de Erros Falsos e Mitos do Português. Imediatamente fui procurá-lo no sítio dalgumas livrarias brasileiras, mas não o encontrei! Assim como não encontro obras doutros autores desse lado do Atlântico e doutros cantos onde se fale português! Sei que no século passado era possível comprar nas livrarias brasileiras títulos como Falar e Escrever do eminente professor Cândido de Figueiredo que, aliás, ainda se podem achar em sebos país afora em edições antigas. Eis, enfim, minha proposta de artigo: o que obsta que obras portuguesas sejam vendidas ao Brasil uma vez que, inclusive, temos editoras portuguesas (LeYa) no país? Além disso, ocorre de livros brasileiros não serem vendidos por aí? Será possível um mercado livreiro comum entre os países lusófonos? Sei que tais questões deviam ser feitas a políticos ou a representantes de Câmaras de Comércio, mas gostaria de ouvir a vossa opinião a respeito disto.

Muito obrigado pela atenção!

Olga M. Costa da Fonseca Professora Faro, Portugal 21K

A que propósito aparece esta crónica* de RAP [Ricardo Araújo Pereira] neste site?! A linguagem que o autor usa não é inclusiva: é ridícula. Para usar linguagem inclusiva não há necessidade de carregar o texto de pares de masculino e feminino. A nossa língua é suficientemente rica para que isso não seja necessário e há documentos a explicar como isso se faz.

Só a título de exemplo, este Guia para uma Linguagem Promotora da Igualdade entre Mulheres e Homens na Administração Pública.

Quem fala assim não é gago nem gaga

José de Vasconcelos Saraiva Fortaleza, Brasil 29K

Gostaria de saber o que regula o emprego do porque no Português do Brasil. Que é que regula a ortografia brasileira? Há alguma lei ou só o acordo ortográfico de 1990 é que a regula? Será que é o Vocabulário Oficial da Academia Brasileira de Letras? Se a ortografia brasileira só se rege pelo acordo ortográfico de 1990, por que é que temos necessariamente de escrever o advérbio interrogativo «por que» com os elementos despegados, uma vez que o mesmo acordo é omisso quanto ao uso dos porquês? Pode dizer-se que a ortografia brasileira, sob esse aspeto, segue a tradição das gramáticas portuguesas ou se pauta no português velho não revisado que os lusitanos trouxeram consigo para o Brasil, visto que em Portugal o advérbio interrogativo também se escrevia com os elementos despegados?

Ângelo A. Vaz Portugal 29K

A propósito da nova série da RTP 1 7 maravilhas de Portugal – Aldeias, [...] anexo uma foto da histórica Piódão, onde se constata o erro, demasiado comum, de "misturar"/confundir as unidades temporais e goniométricas minuto e segundo, ambas sexagesimais, mas totalmente diferentes.

Essas unidades têm, respectivamente, os símbolos <min> e <s> / <'> e <">.

Como se vê na foto anexa, <0h 55">, <0h 45"> e <1h 05"> NÃO É NADA!

Do mesmo modo, o símbolo do "quilómetro" é <km>, com k minúsculo, e não maiúsculo!

Estas duas situações anteriores são demasiado frequentes, quer nas TV, quer na imprensa escrita.

Já agora, outras situações que aproveito para relatar:

(a) É muito frequente a RTP omitir, nas legendas, a acentuação gráfica de algumas palavras, bem como as partículas de ligação (por exemplo, de, ...).

(b) Também é "normal", muitas vezes, em rodapé, surgirem entre aspas (logo, assumido como citação!), frases que não correspondem ao que, na realidade, se está simultaneamente a ouvir!

(c) E que tal, estes abusos falados?

– "tava", "tar", "teve", "tá", "tou", em vez das formas correctas do verbo estar;

– "tamém", em lugar de também;

– "péra", em vez de espera;

– "pa", "pó", em vez da preposição para;

– "só pá ver", em lugar de «só para haver»;

– etc.