Pelourinho O pano e a nódoa Sobre os contrastes na qualidade da escrita jornalística — contrastes que podem ocorrer num mesmo jornal. Trata-se de mais um artigo de Ana Martins no semanário Sol. Ana Martins · 31 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho Chumbar = reprovar — e não o seu contrário Na gíria escolar, chumbar significa «reprovar». Ou seja, não passar neste ou naquele exame, nesta ou naquela disciplina ou… nelas todas. Como o termo virou modismo na comunicação social portuguesa, lá se voltou ele a ouvir (e a ler) no seu sentido… contrário. Noticiava-se a votação do relatório da Comissão Parlamentar da Assembleia da República no caso do Banco Português de Negócios. Mais concretamente os votos contra do Bloco de Esquerda, PCP e CDS: «O relatório foi chumbado pela oposição». José Mário Costa · 24 de julho de 2009 · 5K
Pelourinho Ninguém se reprova a si próprio (a não ser moralmente)… O termo ensino possui a raiz latina sign-, presente nas palavras signo, significar, significado; mas também em sinal, assinalar, assinar, sina, sino e sinete. Aquele que ensina, verdadeiramente, deixa uma marca, um sinal, em quem aprende, marca-lhe, algum modo, a sina. E quem aprende adquire o conhecimento. Aprender é um verbo formado de apreender (do mesmo étimo latino apprehendere), com o significado de «abarcar com o espírito», «abranger com o entendimento». Maria Regina Rocha · 24 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho Na língua dos quês Sobre o excesso de orações subordinadas numa mesma frase — um artigo de Ana Martins no semanário Sol. As 27 funções da palavra "que". Verdadeira palavra mágica da nossa língua é o título do livro de José Perea Martins, editado pela brasileira Ediouro. Que a palavra que tenha 27 funções é óptimo, mas que ela apareça 27 vezes num mesmo texto breve é dramático. Ana Martins · 22 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho Porque não "hablam" eles também em português? Cristiano Ronaldo nem fez um mês de Real Madrid e já se expressa só em castelhano. Mais precisamente: logo que chegou e os media espanhóis não mais o largaram. Aconteceu com ele, como, antes, com todos os futebolistas portugueses e brasileiros que se transferiram para clubes espanhóis. E acontecerá, sempre assim. José Mário Costa · 17 de julho de 2009 · 5K
Pelourinho Dizer tem muito que se lhe diga Sobre os verbos dicendi, um artigo de Ana Martins no semanário Sol. Escolher a palavra certa, em função da estrutura da frase, do sentido e do género do texto, é uma tarefa cognitivamente complexa e só aparentemente banal. Ana Martins · 12 de julho de 2009 · 9K
Pelourinho Língua em crise Crise é a palavra que está na ordem do dia [em Portugal]. Crise na saúde, crise na justiça, crise na educação, crise nos relacionamentos… E a língua portuguesa está, também ela, em crise. E porquê? Porque se fala e escreve cada vez pior.Mas o que é, afinal, escrever mal? Será apenas cometer erros ortográficos? Sandra Duarte Tavares · 7 de julho de 2009 · 4K
Pelourinho Lê-se e não se acredita Erros e desleixos apontados pelo provedor do leitor do jornal Público, em artigo do dia 28 de Junho de 2009. Joaquim Vieira · 30 de junho de 2009 · 4K
Pelourinho Viva os adjectivos! (Sim, este título está bem escrito) Rumo à "reabilitação" do adjectivo, um artigo de Ana Martins no semanário Sol. Ana Martins · 4 de maio de 2009 · 3K
Pelourinho Troca funesta A troca de acusações foi benéfica para a TVI, mas funesta para a jornalista do DN. Há um claro erro de concordância na abertura da notícia — o sujeito é a troca e, por isso, o verbo devia estar na terceira pessoa do singular («A troca de acusações teve...»). João Alferes Gonçalves (1944 — 2023) · 29 de abril de 2009 · 6K