Entre siglas e expressões misteriosas
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Entre siglas e expressões misteriosas
1. Quem visite a capela do Palácio Nacional da Pena, em Sintra, não deixa de reparar no vitral neogótico oitocentista que foi encomendado pelo rei D. Fernando II (1816-1885) a uma famosa família de vitralistas alemães, os Kellner; e, ao olhar para a esfera armilar que encima essa obra magnífica, é capaz de ficar intrigado com a sigla nela inscrita, SMIDME. Significa o quê, exatamente? – pergunta uma consulente. Também no consultório, outro mistério: que quereria dizer o poeta...
O substantivo historial, o sufixo -ença e um trocadilho pessoano
1. No consultório, três novas respostas abordam os seguintes tópicos:
– o uso de historial, tendo em conta o contraste do significado desta palavra com o de histórico;
– as palavras sufixadas com -ença (avença, diferença, licença), do ponto de vista da sua relação com as que integram -ência (ausência, consciência,...
Obrigado, a gratidão em português
1. Quando se agradece em português, diz-se obrigado ou obrigada, enquanto em Espanha e Itália se diz, respetivamente, gracias e grazie, o que sugere que, no contexto das línguas românicas, a língua portuguesa sobressai por certa originalidade. Explorando esta perspetiva, o professor universitário português António Sampaio da Nóvoa – também candidato a presidente da República Portuguesa nas eleições marcadas para 24 de janeiro de 2016 – associou...
Como melhor traduzir a palavra francesa arrondissement?
1. Os atentados terroristas de 13 de novembro p. p., ocorridos nas ruas, nos restaurantes e num dos espaços de espetáculos de Paris, levaram naturalmente os media de Portugal a empregar a típica palavra francesa arrondissement ou a encontrar-lhe equivalentes vernáculos, por exemplo, bairro. No consultório, um consulente propõe que a tradução mais adequada seja a tradicionalíssima freguesia – mas será que é assim tão...
Abreviaturas com critério
1. São as abreviaturas criadas ao sabor das circunstâncias e da imaginação de cada um, ou têm elas regras bem definidas? Digamos que, para considerar uma abreviatura melhor do que outra, existem critérios – por exemplo, a aplicação generalizada de um ponto abreviativo –, conforme propõem alguns gramáticos normativistas, entre eles, o brasileiro Napoleão Mendes de Almeida (Dicionário de Questões Vernáculas, Rio de Janeiro, Editora Ática, 4.ª edição, 2001), que observa:
«Abreviaturas –...
Um problema de sintaxe e três palavras com história(s)
1. Como será melhor: «conquistaram o 1.º e o 2.º lugar» ou «o 1.º e 2.º lugares»? Na presente atualização, o consultório não só enfrenta este problema de sintaxe, como também sonda a história de palavras: umas são bem vulgares – ilha –; outras tornaram-se arcaísmos – abusão ou avejão –; e há umas quantas que parecem o que não são – como é o caso de raro, em Amor de Perdição, de Camilo Castelo...
Os 40 anos da dipanda angolana e o recorrente tropeção no plural de acordo
1. Os 40 anos que neste dia se comemoram da independência de Angola – a dipanda como logo em 1975 a redução da palavra se popularizou no país – são também quatro décadas de afirmação da sua variedade nacional, em permanente contacto com as línguas nacionais (todas elas da família banta). Sobre a situação linguística de Angola, onde, até à data, continua a vigorar a ortografia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, propomos a releitura de vários textos em arquivo aqui e,...
Nova biblioteca digital promove educação cívica em português
1. A língua portuguesa não pode ignorar o debate à volta da educação cívica para uma sociedade livre e responsável. É, portanto, de assinalar o lançamento em linha da Biblioteca Digital, um portal que o Observatório da Língua Portuguesa desenvolveu no âmbito dos European Economic Area Grants, através do Programa Cidadania Ativa, gerido pela Fundação Calouste Gulbenkian. Este projeto destina-se sobretudo a crianças e jovens, disponibilizando livros em formato digital e propostas...
Publicidade e expressões idiomáticas
1. Seja com motivações consumistas, seja para promover a cidadania, o discurso publicitário traz-nos muitos estrangeirismos, mas as exigências apelativas levam-no também a explorar incessantemente os recursos do português, produzindo frases e ditos criativos que se fixam na fala e na escrita. Uma exemplificação deste fenómeno é um trabalho publicado pelo jornal português Observador em 4/11/2015 p. p. – e que aqui fica transcrito, com a devida vénia ao autor., o jornalista Tiago...
O recorrente tropeção no plural de acordo
1. Deixamos, de novo, uma chamada de atenção para esse tropeção tão recorrente na prolação do plural da palavra acordo, nomeadamente nos comentários e notícias que se vão ouvindo no audiovisual português, nestes intensivos dias à volta de um eventual entendimento dos respetivos partidos para uma solução governativa de esquerda. Diz-se /acôrdos/, com "o" tónico fechado, tal como se se diz no singular /acôrdo/. Como aqui e aqui se recorda. E, ainda, aqui.
2. Com...
