Anglicismos, apostos, advérbios...
Informação relacionada sobre todas as Aberturas
Anglicismos, apostos, advérbios...
1. O consultório traz novas perguntas que confrontam as tarefas de análise e classificação gramaticais com as subtilezas do funcionamento da língua:
– Que é um "bibliopaper"? Não haverá forma de evitar o anglicismo paper? E que dizer do latinismo alumnus, semanticamente anglicizado? Porque não «antigo aluno»?
– Numa frase como «satisfeito, o pai felicitou o filho», qual é a função sintática de satisfeito? Será que um adjetivo pode ser um aposto?
– A...
Um mau uso do hífen... onde ele menos se esperaria
1. A presente atualização centra-se na forma das palavras e, em especial, nos equívocos e nas oscilações que podem afetar a sua estabilidade. Assim, no Pelourinho, José Mário Costa assinala um mau uso do hífen na expressão «bom senso»... onde menos se esperaria («Convenhamos que é, no mínimo, surpreendente um erro destes no anúncio de um colóquio pretensamente científico sobre a ortografia»*). E, na rubrica O nosso idioma, divulga-se mais uma crónica de Edno Pimentel, na qual o...
Uma greve de fome... "humanitária"?!
1. Depois do «caos "humanitário"» e da «tragédia "humanitária"», o adjetivo humanitário conhece nova e discutibilíssima colocação, nas notícias sobre o caso do luso-angolano Luaty Beirão, na sequência da sua detenção e da de outros 14 ativistas políticos, acusados pelo governo de Angola de conspiração para um golpe de Estado. «Greve "humanitária" e de justiça» é como se classifica este tipo de protesto.
«O rapper e ativista angolano Luaty Beirão, internado sob detenção numa...
As marcas africanas da língua portuguesa
1. Sabemos que o profundo contacto do português com as línguas de África não se tem limitado a este continente. Em Portugal são numerosos os africanismos de diferente proveniência, e hoje, por exemplo, a expressão bué parece estar consagrada na oralidade. Mas, no Brasil, a colonização acarretou a deslocação em massa de africanos para trabalhar como escravos, e o resultado de todo este (doloroso) processo teve, naturalmente, impacto na língua atualmente falada pelos...
«Ser de trás da orelha» e outras expressões no português de todos
1. Quantas vezes se diz ou se ouve dizer: «a mim, ninguém me faz o ninho atrás da orelha» – que é como quem diz «a mim, ninguém me engana». Outras expressões incluem igualmente a palavra orelha, muitas delas alusivas a situações negativas: «andar de orelha murcha» («andar triste»), «ficar com a pulga atrás da orelha» («ficar desconfiado»), «estar farto até às orelhas» («ficar sem paciência»), «dar um puxão de orelhas» (em sentido figurado), «fazer orelhas moucas» («fazer de conta que...
Das gralhas à gramática – passando pelo galego
1. As gralhas – ou seja, os erros tipográficos – serão inevitáveis, mas há muitas que, afinal, apenas disfarçam a falta de conhecimento da língua. No Pelourinho, a diferença é posta em relevo com um comentário de José Mário Costa sobre erros da escrita jornalística que ocorrem, por exemplo, quando se confundem palavras que podem ser homófonas (eminente/iminente), ou se deixa de hifenizar devidamente certos compostos e derivados...
O português em Espanha e os apelidos (sobrenomes) na berlinda
1. A formação de palavras novas (neologismos) no português e nas suas línguas irmãs (o espanhol, o francês, o italiano, entre outras) é o tema do III Congresso Internacional de Neologia nas Línguas Românicas, que se realiza na cidade espanhola de Salamanca (na imagem) nos dias 22, 23 e 24 de outubro p. f. Como sublinha o texto de apresentação desta iniciativa, este encontro «pretende abordar a neologia num momento em que a hibridação e a mestiçagem das línguas é sinal dos tempos atuais, uma época em que...
Brasileirismos, a língua em Angola, a palavra véspera e o festival literário Fólio, em Óbidos (Portugal)
1. Em Portugal, será legítimo o uso de expressões provenientes do Brasil? Se as diferentes variedades do português, no atual processo de globalização, entram em contacto, e umas são influenciadas por outras, deverão existir limites que contenham esse intercâmbio? Este é, no fundo, o debate associado a duas das questões que, neste dia, o consultório põe em linha, a respeito do uso de gato/gata em referência a pessoas e da expressão «não se enxerga»; uma terceira pergunta...
Porquê e para quê o Ciberdúvidas no Facebook?
1. Para que está o Ciberdúvidas no Facebook, quando, nesta rede social, poderia interagir mais com quem aí o procura? A pergunta franca, aí colocada recentemente, justifica esta resposta simples: infelizmente, não há condições para esse espaço ser mais do que é – um divulgador dos conteúdos que vão sendo atualizados diariamente nestas páginas e, por via disso, uma montra para a sua consulta direta regular. Com efeito, as condições adversas de sustentabilidade do Ciberdúvidas só permitem o pleno...
Estranheza e humor – ou dos nomes de lugar à gramática
1. Sobre os nomes de lugar (topónimos), uma pergunta frequente é, sem dúvida, a que diz respeito à sua origem. Mas a toponímia é também motivo de conversa animada quando se trata de casos estranhos, suscetíveis até de provocar o riso, tantas vezes para embaraço dos habitantes das localidades visadas. A propósito deste tema, a rubrica O Nosso Idioma divulga algumas passagens de um texto incluído na obra Os Meus Problemas, uma coletânea de crónicas humorísticas que o escritor...
