Diversidades - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Textos que versam sobre as variedades nacionais e regionais do português.
Como se diz coronavírus em língua gestual?
Como o covid-19 trouxe para o primeiro plano a (in)comunição com os surdos-mudos

No meio da pandemia de covid-19, a comunidade surda em Portugal consegue acompanhar diariamente as conferências da Direção-Geral de Saúde graças à tradução de Luís Oriola e Sofia Figueiredo, intérpretes de Língua Gestual Portuguesa (LGP). No trabalho aqui transcrito, da autoria do jornalista Hugo Moreira e incluído na edição de 5 de julho do jornal Público, fala-se da popularidade que estes especialistas granjearam, dos novos gestos criados na LGP pela crise sanitária de 2020 e dos problemas de acessibilidade da informação que se agudizaram entre os surdos-mudos portugueses (mantém-se a ortografia original, de 1945).

Na imagem, Understanding Deaf Culture («Compreender a cultura surda»), de Nancy Rourke (fonte: Luísa Peixoto, "Língua Gestual Portuguesa. Pelo Gesto e pelo Som, comunicar entre surdos e ouvintes", Vila Nova (publicação digital), 10/12/2017).

 

 

«Às vezes é preciso esforço para não chorar»
Como três intérpretes de língua gestual portuguesa explicam o covid-19 a pessoas surdas

Desde que a pandemia do covid-19 passou as fronteiras portuguesas e foi declarado o estado de emergência nacional que temos assistido, todos os dias às 13h30, a uma conferência de imprensa do Ministério da Saúde e da Direção-Geral da Saúde  com informações atualizadas  sobre os números relacionados com a propagação do vírus no país. Nelas, têm tido um destaque especial três intérpretes de língua gestual portuguesa, saídos «do quadrado a que normalmente estavam  remetidos na TV, [ganhando] a visibilidade que a comunidade surda reivindica há muito». É o que se conta  neste texto publicado no Diário de Notícias,  do dia 2 de abril de 2020,  assinado pela jornalista Catarina Pires — transcrito a seguir, com a devida vénia.