Pelourinho Costas e Azevedos Na reportagem de capa da revista "Pública" de 24 de Dezembro de 2000, emprega-se o singular de apelidos em regências que, segundo a tradição linguística portuguesa, pedem o plural: o Costa > os Costas; o Azevedo > os Azevedos, etc. A construção que o "Público" preferiu é estruturalmente francesa: «os Costa», «os Azevedo», etc. Na primeira "Gramática da Linguagem Portuguesa", publicada em 1536 e reeditada em Fevereiro de 2000 pela Academia das C... Maria Teresa Teixeira · 7 de janeiro de 2001 · 4K
Pelourinho A interface Gostaria de chamar a atenção para o mau emprego do neologismo interface, cometido no Diário de Notícias de 26 de Dezembro pelo doutor Manuel Maria Carrilho. Permito-me fazê-lo: porque se trata de palavra ainda não dicionarizada em Portugal (ao contrário do que se verifica desde 1988 no Brasil); porque na Universidade alguns professores hesitam quanto ao género do substantivo interface; e porque o prestigiado colaborador do Diário de Notícias", como catedrá... Maria Teresa Teixeira · 30 de dezembro de 2000 · 5K
Pelourinho Crítica à cibernota Dizem vocês no Pelourinho, em nota, que a diatribe de Amilcar Caffé relativamente aos CTT se justificaria pela nacionalidade brasileira do mesmo e pelo facto de o termo não estar dicionarizado no Brasil. Mas a emenda é pior que o soneto. Efectivamente, se o senhor Caffé houvera cuidado de se informar a preceito antes de dar ares de sabedor, poderia facilmente verificar que "dinossáurio" vem registado no Vocabulário da Academia Brasileira de Letras. Desde qu... Carlos Ferreira · 31 de janeiro de 2000 · 4K
Pelourinho ONU tem a tónica no u Às vezes tenho dificuldade em perceber o que dizem políticos e jornalistas na rádio e televisão portuguesas, porque empregam normas de pronúncia diferentes daquelas que aprendi no berço e na escola e também porque reflectem mudanças de sentido de palavras que, para mim, têm outros significados. Posso apresentar exemplos... Afonso Peres · 16 de novembro de 1999 · 6K
Pelourinho Selos com erros Cibernota: Amílcar Caffé é brasileiro e, no Brasil, a palavra dinossáurio não está dicionarizada. Em Portugal, alguns dicionários registam-na, apesar de ser termo mal formado e os etimologistas preferirem dinossauro, pelos motivos explicados na resposta Dinossauro melhor que dinossáurio, de 16 de Dezembro de 1999. Amílcar Caffé · 9 de novembro de 1999 · 4K
Pelourinho Como se fuzila um pacífico haver P.S. – «Os senhores "hadem" vir à razão», arengou para a bancada da oposição o ministro português Jorge Coelho, na discussão parlamentar sobre a recusa do PSD e do PP em fazerem passar a autorização legislativa para um sindicato da PSP [quinta-feira, 17.06]. Definitivamente: o verbo haver é uma armadilha a que nem escapa o ministro que zela pela segurança pública em Portugal. José Mário Costa · 18 de junho de 1999 · 4K
Pelourinho "Pay TV"? É difícil entender em jornalistas da televisão portuguesa, que se dirigem a centenas de milhares de indivíduos, o emprego de expressões como "pay TV" e "pay per view", sem que, pelo menos, expliquem o seu significado. Creio que a primeira expressão representa o pagamento para ver um ou mais canais e a segunda o pagamento para ver um ou mais programas ou jogos. Há dias, foi no principal serviço de notícias da TVI. Mas o fenómeno verifica-se em todos os canais e, mesmo, na im... Afonso Peres · 15 de junho de 1999 · 2K
Pelourinho Caos "humanitário"?! Caos "humanitário", desastre "humanitário" – vai-se lendo e ouvindo aqui e ali, nos "media" portugueses, a propósito destes tempos bélicos nos Balcãs e, em particular, no Kosovo. Se é desastre, ou caos, ou o que quer que se assemelhe a tragédia, como pode ser...humanitário?! Se é "humanitário" o que estão a passar os refugiados albaneses (e, afinal, toda essa martirizada ex-Jugoslávia), como se há-de qualificar, entretanto, o auxílio da Cruz Vermelha e d... José Mário Costa · 7 de abril de 1999 · 7K
Pelourinho O capitulacionismo à NATO Se NATO (North Atlantic Treaty Organization) é a sigla em inglês do que sempre foi em português OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), porque se há-de repetir o que dizem (e escrevem) os anglófonos, recusando, inclusive, a forma tradicional lusófona?! E se se prefere NATO em vez de OTAN, porque não, já agora, UN (United Nations) em vez de ONU (Organização das Nações Unidas), USA (United States of America) em vez de EUA (Estados Unidos da América), ou, até, UK (United Kingdom ) no luga... José Mário Costa · 26 de março de 1999 · 4K
Pelourinho «Interviu», «intervido» & «intrevisto» O verbo intervir deve ser a armadilha mais vezes tropeçada por quantos, letrados e menos letrados, se apanham a falar em público. Então, quando se trata de conjugar o pretérito perfeito na 1.ª pessoa [intervim] ou de empregar o seu particípio passado [intervindo], é, no mínimo, penoso ouvir tanta derrapagem... gramatical. Foi o que se (ou)viu, uma noite destas, na SIC, no megadebate televisivo "Levante-se a Justi... José Mário Costa · 11 de fevereiro de 1999 · 7K