Pelourinho «Um som rock bastante "energético"»?! Leio algures: «[...] fomos assistir a um dos mais carismáticos concertos deste início de Outubro John Cale ex-Velvet Underground no CCB grande auditorio. Meia casa com um som rock bastante energético que nos levou a crer que este SR. 1 ainda tem garras para tocar guitarra e sintetizador.» Quem consulte o Dicionário da Academia das Ciências de ... Carlos Rocha · 3 de março de 2006 · 6K
Pelourinho O dispensável estrangeirismo «é suposto» É cada vez mais vulgar o emprego na rádio e na televisão portuguesas do estrangeirismo "é suposto" + infinitivo, que leva, por vezes, a construções incorrectas, como a seguinte: «As conclusões dessa comissão científica independente foram sobretudo criticadas por quem se opunha a esta metodologia e pelas populações dos locais onde estão supostos fazer-se a co-incineração.» (...) Maria Regina Rocha · 2 de março de 2006 · 5K
Pelourinho Co Adriaanse ("Cou Adriánsse") "vs." Ronald Koeman ("Ronalt Kúmane") Co Adriaanse, o treinador holandês do Futebol Clube do Porto, surpreendeu tudo e todos neste domingo p. p. – a começar pelos jornalistas (portugueses) de quem ele se queixava de lhe deturparem frequentemente as declarações proferidas até aqui em inglês, antes e a seguir aos jogos –, expressando-se num português impecável tanto na ... José Mário Costa · 24 de fevereiro de 2006 · 4K
Pelourinho // Numerais A patusca invenção das «dezenas de "milhar"» Além da Serenella Andrade, o que há de estranho na extracção da lotaria? Resposta: a patusca invenção das "dezenas de milhar", apensa a uma das redomas do sorteio. Apesar de a ninguém lembrar dizer "dúzias de ovo" ou "centenas de ano", a coisa anda por todo o lado: em acórdãos de tribunais, documentos de universidades, discursos presidenciais, entradas da Wikipedia, etc. E neste «etc.» até cabem blogues por norma bem-falantes. Ele há epidemias bem esquisitas. Luís Rainha · 23 de fevereiro de 2006 · 3K
Pelourinho // Mau uso da língua «Cumpre informar que se tratam de matérias... » «... não podemos excluir que não venha a aparecer... » Dois erros recorrentes São dois erros que continuam a ler-se e a ouvir-se muito por aí: 1.. «Cumpre informar que se tratam de matérias do foro interno da PSP (…).» A construção tratar-se de no sentido de «dizer respeito a», «estar em causa», «ser o caso de», «ser» é impessoal, utilizando-se, pois, apenas na 3.ª pessoa do singular: trata-se de matérias, trata-se de condições inaceitáveis, trata-se de sit... Maria Regina Rocha · 22 de fevereiro de 2006 · 15K
Pelourinho // Inadequação vocabular Homens-a-dias e não "maridos-a-dias" Diarista e mensalista, no Brasil Uma interessante reportagem, exibida há dias no Telejornal da RTP-1, deu a conhecer uma empresa de homens que vão a casa de quem os chame, limpam, lavam a loiça, como as empregadas de limpeza. Como as mulheres-a-dias, como em Portugal se lhes chama, vulgarmente’.Erradamente, o autor da reportagem e quem a apresentou nesse dia na RTP-1 chamaram-lhes "maridos-a-dias" um termo obviamente inadequado. ¹ Diarista é como, no Brasil, se designa quem, mulher ou homem, trabalha em limpezas ao domicílio, com o salário calculado por dia. Mensalista, se trabalhar em apenas uma residência e recebe o pagamento por mês. Maria Regina Rocha · 14 de fevereiro de 2006 · 5K
Pelourinho Porquê Telec[õ] e não "Telecome"? Ao contrário do que continua a ouvir-se na televisão e na rádio portuguesas, Telecom – do nome da empresa Portugal Telecom – deve pronunciar-se com a terminação em som nasal: Telec[õ]. Errado continua, pois, entre outros, o presidente da PT, Miguel Horta e Costa, quando diz a palavra com "o" aberto ("Telecóme"). Deverá pronunciar-se Telecom com a terminação em "õ"... Maria Regina Rocha · 9 de fevereiro de 2006 · 4K
Pelourinho Porquê "sheik", se já temos xeique e xeque? No programa "Prós e Contras" da RTP-1, à volta das reacções no mundo muçulmano aos cartunes publicados na Dinamarca sobre Maomé, participou o xeique Munir como representante da comunidade muçulmana em Portugal. A palavra xeique... A. Tavares Louro · 8 de fevereiro de 2006 · 7K
Pelourinho «Corresponder a... » + a diferença do por que e do porque 1. É traiçoeira a língua, sim, e até os grandes comunicadores têm os seus lapsos. No concurso "A Herança", da RTP-1, de [03/02/2006], José Carlos Malato empregou a expressão «se o número corresponder com o que eu tenho aqui». Ora, o verbo corresponder no sentido de «estar em conformidade com», «condizer», deve utilizar-se com a preposição a. Por outro lad... Maria Regina Rocha · 6 de fevereiro de 2006 · 27K
Pelourinho «Seja o próximo testemunho Actimel!» «Seja o próximo testemunho Actimel!» – vê-se, e lê-se, em painéis publicitários pelas ruas de Lisboa. Este discurso apelativo que nos convida a participar na publicidade a um produto – o Actimel – chama, de facto, a nossa atenção! A mim, provocou-me, de imediato, uma sensação de estranheza e de natural desconfiança. Ser um testemunho? Como é que alguém se pode tornar num depoimento? Será que não confundiram este termo com o outro que, aparentemente, só difere no género? Eunice Marta · 3 de fevereiro de 2006 · 3K