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Questões relativas ao Acordo Ortográfico.
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«Como se explica que uma Academia [das Ciências de Lisboa] que foi a principal defensora do acordo [ortográfico de 1990], que teve uma longa troca de negociações com a Academia brasileira, que foi a grande responsável pela promulgação do acordo, o esteja neste momento a pôr em causa? Será que estamos perante uma situação de “rei morto, rei posto"?»

[Comunicação da presidente da Associação dos Professores de Português, Edwiges Ferreira, no Encontro de Profissionais da Escrita (sobre a adoção do Acordo Ortográfico em Portugal) – com a gravação vídeo aqui –, realizado na Academia das Ciências de Lisboa, no dia 9 de Março de 2017. Título da responsabilidade desta edição à comunicação, transcrita, com a devida vénia, da página da Associação de Professores de Português, com data de 13 de março de 2017.]

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«A nossa História foi aquela que foi, e a "defesa da unidade essencial da língua portuguesa" é hoje tagarelice ideológica, nunca tendo sido (e, repito, ainda bem) um empenho político. Sim, Portugal nunca foi linguisticamente imperialista. Uma parvoíce? Um golpe de sabedoria? É tarde para nos preocuparmos com respostas. A "desagregação da língua portuguesa, que cada Acordo disse querer estancar, é de há muito irreversível.»

Considerações feitas pelo escritor e linguista Fernando Venâncio na comunicação que apresentou no Encontro de Profissionais da Escrita (sobre a adoção do Acordo Ortográfico em Portugal) – com a gravação vídeo aqui e aqui –, realizado na Academia das Ciências de Lisboa, no dia 9 de Março de 2017.

[Texto disponível, na íntegra, no Pórtico da Língua Portuguesa.]

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Artigo do autor, publicado na sua página pessoal e no Pórtico da Língua Portuguesa, da Academia da Ciências de Lisboa (ACL), constante da sua intervenção no colóquio Encontro de Profissionais da Escrita (sobre a adoção do Acordo Ortográfico em Portugal) – com a gravação vídeo aqui e aqui –, realizado em Lisboa, no dia 9 de março de 2017.

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Texto versejado do autor à volta de palavras com cuja homofonia e homografia lidamos há muito, muito tempo – mais propriamente desde a reforma ortográfica de 1945, com a eliminação de uma série de acentos diferenciadores* –... sem os protestos, pós-AO, por causa da abolição do acento agudo, por exemplo, na 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo parar.

Além dos casos referidos neste texto, a eliminação do acento gráfico nas palavras homógrafas graves consagradas pelo Acordo de 1945, em Portugal, e pela Lei n.º 5765, de 18 de dezembro de 1971, no Brasil, regulou desde então muitos outros. Por exemplo: acerto (ê) / (é), acordo (ô) / (ó), forma (ô) / (ó) (substantivos/ formas verbais); cor (ô) / (ó) (substantivo / elemento da locução "de cor"); bola (ô) e bola (ó), sede (ê) e sede (é); molho (ô) / molho (ó), ambos substantivos. Cf. "Supressão dos acentos nas palavras homógrafas: pelo, para, molho. sede, cor", de Lúcia Vaz Pedro ("Jornal de Notícias", 4/10/2015). 

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«Sem sentido» é como o gramático e académico brasileiro Evanildo Bechara qualifica a iniciativa unilateral da Academia das Ciências de Lisboa de uma revisão do Acordo Ortográfico, «um tratado internacional assinado pelos oito países de língua oficial portuguesa. Entrevistado pelo jornalista Miguel Roque Dias para o programa Língua de Todos do dia 24/02 p.p., aponta a dedo o presidente da ACL, Artur Anselmo, que considera «fora de rumo» nessa campanha.

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Por Wa-Zani

Artigo de opinião publicado no Jornal de Angola de 14/02/2017 em que o autor, sob pseudónimo, considera positivas as mudanças propostas no documento "Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa" apresentado pela Academia das Ciências de Lisboa, como «uma boa proposta de trabalho» para o estabelecimento de um calendário de trabalho no âmbito do Instituto Internacional da Língua Portuguesa.

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Entrevista de João Malaca Casteleiro, um dos responsáveis, da delegação portuguesa, pelo acordo que pôs fim à dupla ortografia oficial na língua portuguesa, ao jornal digital Observador, do dia 13 p.p. «Voltar atrás – diz – seria um atentado ao bom senso», criticando em particular a propostas de alterações constantes do documento "Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesaapresentadas pela Academia das Ciências de Lisboa.

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Membros da Academia das Ciências de Lisboa – e os únicos linguistas de formação da respetiva Classe de Letras –, os autores criticam neste artigo publicado no semanário Expresso do dia 11 p.p a proposta constante no documento "Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", que – além de «vã» e inoportuna» – consideram sem «o rigor científico indispensável a um empreendimento académico desta natureza». E perguntam: «Então, andaram os nossos grandes mestres da Filologia e da Linguística, portugueses e brasileiros, a labutar pela defesa da unidade essencial da língua e agora atraiçoamos esse património?»

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«Ainda bem que [o ministro dos Negócios Estrangeiros português] Augusto Santos Silva (...) pôs ordem naquilo que deve estar na ordem (orto). E que o parlamento recusou alterar o Acordo Ortográfico para Acordo Heterográfico. 27 anos depois não podemos continuar a discutir as preferências de cada um. A minha avozinha morreu em 1985 a escrever mãi e pae, como tinha aprendido antes do acordo de 1911, e juro que nunca ninguém lhe chamou analfabeta. Apenas se manteve na sua...»

[texto do jornalista Henrique Monteiro, a propósito da rejeição pelo parlamento e pelo Governo portugueses da proposta de Academia das Ciências de Lisboa de alterações ao Acordo Ortográfico em vigor no país desde 13 de maio de 2009]

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O parlamento e o Governo de Portugal rejeitaram uma proposta de aperfeiçoamento do AO que a Academia das Ciências de Lisboa aprovara em 26/1/2017. Afastam, assim, a eventualidade de uma revisão do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AO) neste país fora do quadro multilateral do Instituto Internacional da Língua Portuguesa e das suas competências especificas, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Vide, em baixo, algumas das notícias e tomadas de opinião sobre o assunto. (...)

[Incluem-se nestes registos, em baixo,  os vídeos das audições, na Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto da Assembleia da República, da representação da Academia das Ciências de Lisboa, no dia 7 de fevereiro de 2017 (aqui) , e do CELGA-ISCTE, no dia 22 de fevereiro de 2017 (aqui).]