Vital Moreira - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Vital Moreira
Vital Moreira
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Vital Moreira (Vilarinho do Bairro, 1944) é Professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi deputado do Partido Comunista Português na Assembleia Constituinte (1975-1976) e deputado independente do Partido Socialista em 1995. Atualmente colabora no Diário Económico e no Público e é autor de uma série de obras, das quais se destacam: A ordem jurídica do capitalismo (1987), Fundamentos da Constituição (1991) e A morte do centro (1998).

 
Textos publicados pelo autor
Sebastianismo ortográfico
A propósito da escrita de infeção no português europeu

 «Confesso que não deixo de admirar a pequena tribo de opositores ao Acordo Ortográfico, os quais, passados mais de dez anos sobre a sua vigência e a sua aplicação generalizada – o que o torna irreversível –, continuam a pugnar pelo regresso à antiga ortografia, com a mesma convicção com que os sebastianistas esperavam o regresso de D. Sebastião.

O caso é tanto mais de admirar, quanto eles insistem sem desfalecimento num pequeno menu de argumentos, em geral de uma enorme fragilidade, como se deduz de mais uma peça de um dos seus mais empenhados ativistas, Nuno Pacheco, no Público, um dos poucos periódicos que se mantém fiel à antiga ortografia.»

[Texto* do autor, rebatendo o artigo "Enquanto combatemos o novo coronavírus, o velho "ortogravírus não pára". Cf. "O Acordo Ortográfico em tempos de pandemia"].

* Publicado no dia 17 de abril de 2020 no blogue Causa Nossa.

 

Pobre língua : «melhor» e «mais bem»
Um erro frequente no discurso jornalístico

O comparativo mais bem trocado por melhor – um erro frequente  no discurso público de jornalistas, comentadores e titulares de cargos públicos em Portugal, assinalado neste apontamento* do jurista Vital Moreira.

*in blogue Causa Nossa com a data de 15 de dezembro de 2019.

Pobre Língua

«Qualquer gramática de Português indica que a preposição "de", ou as locuções prepositivas compostas por "de", não se fundem ou contraem com o artigo seguinte (definido ou indefinido) ou com um pronome quando o verbo da frase está no infinitivo», lembra o autor, neste apontamento crítico a este erro cada vez mais vulgar na imprensa portuguesa.

[in blogue Causa Nossa, 2/01/2017]

Sem pés para andar

«Sendo uma convenção internacional, o AO só poderia ser modificado por acordo entre os governos dos países que o ratificaram», escreve neste apontamento o constitucionalista português Vital Moreira, em referência às proposta de alteração anunciadas pela Academia das Ciências de Lisboa, primeiro em notícia aqui reproduzida, e depois nas declarações prestadas pelo respetivo presidente, Artur Anselmo, em entrevista ao jornal “Público” de 12/12 p.p.

Pobre Língua

«Enquanto umas dúzias de fundamentalistas continuam a gastar energias a contestar ingloriamente o Acordo Ortográfico, os órgãos de comunicação [em Portugal] vão sujeitando tranquilamente a língua a "tratos de polé", sem protestos visíveis» – escreve o autor, num curto apontamento que se se transcreve a seguir blogue Causa Nossa, de 31 de outubro de 2016. Erro assinalado: encasinar, em vez de encazinar.