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João Malaca Casteleiro
João Malaca Casteleiro
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Filólogo português, professor catedrático (jubilado) da Faculdade de Letras de Lisboa. membro efetivo da Academia das Ciências de Lisboa, em representação da qual fez parte da delegação portuguesa ao Encontro de Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, realizado na Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, em 1986, em cujos trabalhos conduziram ao Anteprojeto de Bases da Ortografia Unificada da Língua Portuguesa, em 1988, e, depois, ao Acordo Ortográfico de 1990, firmado nesse ano, em Lisboa. Entre outras obras, coordenou a versão portuguesa do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e, como coordenador científico, do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (ed. Verbo, 2001) e do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (ed. Porto Editora, 2009). Sobre o autor, a sua obra e outras intervenções ver mais aqui e aqui.

 
Textos publicados pelo autor
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Sobre a petição "Cidadãos contra o Acordo Ortográfico"

O «movimento de cidadãos contra o Acordo Ortográfico» – escrevem os autores nestas suas considerações, enquanto membros efetivos da Academia das Ciências de Lisboa, sobre a petição entregue na Assembleia da República no dia 8 de março de 2017, reclamando a sua desvinculação de Portugal – «é um tropismo de adesão emocional, uma animação chique, intelectualoide, classista e reacionária. Os poetas e os intelectuais não têm problemas de escrita. No que à ortografia diz respeito são inimputáveis, mas dir-se-ia que alguns se julgam donos da língua. Têm saudades do tempo em que a qualidade da língua era aferida pelo número dos erros de ortografia.»

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João Malaca Casteleirolinguista português, professor catedrático (jubilado) da Faculdade de Letras de Lisboa, membro efetivo da Academia das Ciências de Lisboa (ACL) e coautor do Acordo Ortográfico de 1990, recorda neste artigo o papel desempenhado nos últimos 100 anos pela ACL na concretização de um projeto ortográfico comum a todos os países de língua portuguesa. E, para a sua concretizão, o contributo ativo de filólogos e académicos portugueses e brasileiros. No primeiro caso, por exemplo, Américo da Costa RamalhoLuís Filipe Lindley CintraMaria Helena da Rocha PereiraVitorino NemésioJacinto do Prado CoelhoÁlvaro J. da Costa PimpãoM. de Paiva BoléoA. da Costa Ramalho ou Herculano de Carvalho; e, no segundo, Antenor NascentesJ. Mattoso CâmaraSílvio EliaGladstone Chaves de MeloAntónio Houaiss ou Nélida Piñon.

[Juntam-se, em anexo, a 1.ª e a última página de cópias de cada um dos dois documentos aprovados, e com as respetivas assinaturas, pelos representantes das delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e da Galiza (com o estatuto de observadores), no encontro realizado na Academia das Ciências de Lisboa, no dia 12 de outubro de 1990: “Introdução ao Projeto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)” e “Projeto de Ortografia Unificada da Língua Portuguesa (1990)”, respetivamente.]

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Membros da Academia das Ciências de Lisboa – e os únicos linguistas de formação da respetiva Classe de Letras –, os autores criticam neste artigo publicado no semanário Expresso do dia 11 p.p a proposta constante no documento "Sugestões para o aperfeiçoamento do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", que – além de «vã» e inoportuna» – consideram sem «o rigor científico indispensável a um empreendimento académico desta natureza». E perguntam: «Então, andaram os nossos grandes mestres da Filologia e da Linguística, portugueses e brasileiros, a labutar pela defesa da unidade essencial da língua e agora atraiçoamos esse património?»

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A participação do linguista português Malaca Casteleiro [ver «Em defesa da Língua», em baixo] nos trabalhos do Acordo Ortográfico começou há mais de duas décadas, no Rio de Janeiro, ao lado do académico brasileiro António Houaiss. Hoje, mantém a defesa da reforma da língua portuguesa e responde com acutilância às argumentações dos adversários do acordo. Uma entrevista da autoria do jornalista António Melo.