Pelourinho // Estrangeirismos My Bus porquê?! Os regressados autocarros de dois andares no Porto, 20 anos depois, levam o indicativo My Bus1. My Bus porquê?! Quem optou pelo nome em inglês – a empresa municipal de transportes colectivos da segunda cidade portuguesa – ter-se-á imaginado com a novel carreira noutro qualquer país que não Portugal? 1 Ver A origem da palavra bus José Mário Costa · 4 de março de 2011 · 3K
Pelourinho // Discurso Moderem o pretensês Acerca da linguagem relativa ao trânsito automóvel em Portugal, o escritor Miguel Esteves Cardoso critica a falta de economia e a artificialidade do "pretensês", ou seja, da pretensão de falar bem. Nas auto-estradas vem o aviso: «Com chuva/Modere velocidade.» Porque é que estes sinais não conseguem falar português? Português é a língua como se fala ou como se escreve, quando se quer ser entendido. Miguel Esteves Cardoso · 22 de fevereiro de 2011 · 5K
Pelourinho // Ortografia «A moção pertença...» ou «a pretensa moção ...»? A versão online do Diário Económico (de 18/02/2011), na notícia Ministério do Trabalho em risco de extinção, apresenta a seguinte frase: «O Bloco de Esquerda organiza uma pantomina em torno de uma pertença moção de censura ao Governo do PS […]» Paulo J. S. Barata · 21 de fevereiro de 2011 · 2K
Pelourinho // Tempos e modos verbais Embora + indicativo (?!) Tenho reparado que começa a ser preocupantemente corriqueira, na língua portuguesa, a utilização de conjunções e locuções subordinativas concessivas — como embora, ainda que, mesmo que — com o modo verbal indicativo, e não com o conjuntivo, como o seu uso, na maior parte das vezes, exige. Para provar o que acabo de referir, aqui transcrevo dois exemplos recentes da autoria de dois jornalistas bastante conhecidos e de quem tenho, aliás, a melhor opinião. Pedro Mateus · 20 de fevereiro de 2011 · 9K
Pelourinho // Tradução Algaraviadas ininteligíveis Uma notícia publicada no caderno Economia do Expresso (n.º 1998, de 12 de Fevereiro de 2011) aborda a questão dos rótulos e instruções que constam nos produtos de origem chinesa comercializados em Portugal, dando alguns exemplos grosseiramente caricatos. Assim, numa lanterna pode ler-se: Paulo J. S. Barata · 15 de fevereiro de 2011 · 4K
Pelourinho // Estrangeirismos Em inglês nos (des)entendemos?! Pode-se até aceitar que empresas multinacionais estabelecidas em Portugal, empresas estrangeiras a operar em Portugal ou empresas portuguesas a operar no estrangeiro, que recrutem em Portugal quadros para trabalhar maioritariamente em/com mercados externos, coloquem anúncios de emprego bilingues, em inglês/português! Mas fará algum sentido que, em Portugal, num jornal português, dirigido sobretudo a portugueses, se redijam anúncios de emprego exclusivamente em inglês?! Ou se redijam em portug... Paulo J. S. Barata · 4 de fevereiro de 2011 · 5K
Pelourinho // Inadequação vocabular É parqueamento de veículos financeiros, estúpido! «Estado não sabe o que fazer aos veículos do BPN» «O Governo já decidiu dar uma nova imagem e gestão ao BPN. Mas ainda estuda com as instâncias europeias onde parquear os veículos.» ( Expresso, caderno Economia, 15 de Janeiro de 2011, p. 3) Paulo J. S. Barata · 17 de janeiro de 2011 · 4K
Pelourinho // Inadequação vocabular «Interromper a exploração» ?!?! «Por motivos de ordem técnica, encontra-se interrompida a exploração na Linha Azul. Não é possível prever a duração da interrupção.» Num dia destes entrei no Metropolitano de Lisboa, e nos painéis luminosos da estação e pelos altifalantes era esta a mensagem que passava! Cito de memória, pelo que pode haver pequenas diferenças, mas nada que comprometa o sentido da frase e o que quero dizer. Paulo J. S. Barata · 10 de janeiro de 2011 · 4K
Pelourinho /Garréte/ – tal como queria o próprio Almeida Garrett A propósito da peça teatral Garrett no Coração, voltou a ouvir-se a pronúncia /Garré/ – como se se tratasse de um nome francês terminado em -t. Nada mais errado: o nome Garrett é inglês, e o -t deve ser pronunciado, tal como acontece no inglês e como o próprio Almeida Garrett fazia questão que se dissesse em português: /Garréte/. Maria João Matos · 28 de dezembro de 2010 · 6K
Pelourinho // Pontuação A inadmissibilidade da separação entre o sujeito e o predicado Todos quantos lêem jornais e revistas, e até mesmo livros, se habituaram a usar de uma imensa tolerância para com o erro em matéria de língua portuguesa. Não há, neste particular, jornais, revistas ou editoras de referência. Pessoalmente, há muito que baixei as guardas e as expectativas. Mas, apesar disso, ainda consigo ser surpreendido. Paulo J. S. Barata · 23 de dezembro de 2010 · 4K