Um Natal livre de erros
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Um Natal livre de erros
É Natal, e a aproximação do ano novo leva-nos a recuperar a esperança e a verbalizá-la com promessas, orientações e vaticínios: «farei», «vais fazer», «hão de fazer». Aludindo ao uso de haver como auxiliar e ao erro de longa tradição que constitui a forma "hadem", em lugar da normativa hão de, a rubrica O Nosso Idioma divulga um texto do jornalista e poeta Luís Carlos Patraquim, que transforma a referida incorreção num símbolo da crise que se vive em Portugal.
Mas, fugindo de pensamentos...
Parlamento português protela petição anti-Acordo Ortográfico
Em Lisboa, a Assembleia da República adiou a discussão da petição pública que reclama a desvinculação de Portugal do Acordo Ortográfico de 1990 (AO). Ao que se sabe, será marcada nova data em 2014, apreciando-se igualmente na altura um projeto de resolução subscrito pelos deputados Ribeiro e Castro, Michael Seufert (ambos do CDS) e Mota Amaral (PSD), em que propõem «a criação urgente» de um novo grupo de trabalho – o anterior já foi extinto – sobre a aplicação do acordo de 1990, em Portugal,...
Cortesmente falando
«É só mais um bocadinho...» – ouve-se em Portugal, como quem diz «se faz favor». Mas entre falantes angolanos, sobretudo da província de Benguela, só chega mesmo a ser marca de cortesia, conforme salienta Edno Pimentel em mais uma crónica disponibilizada em O Nosso Idioma, sobre a convivência entre norma e uso no português de Angola (texto original publicado no semanário Nova Gazeta de 19/12/2013). No consultório, retomam-se tópicos relativos ao léxico, à morfologia e à sintaxe da nossa...
Circunlóquios e outras questões de língua
Circunlóquio, pleonasmo, redundância, tautologia – eis as denominações de um problema de elaboração do pensamento com devastadoras repercussões no estilo e na inteligibilidade do discurso. É certo que por pleonasmo se entende também um efeito com valor expressivo (daí a legitimidade do famoso «vi claramente visto» de Camões), mas, em O Nosso idioma, Paulo Barata apresenta uma série de casos de repetição inútil, sem...
Particípios em atividade: necessitado e divertido
Em português, a conjugação verbal inclui os particípios passados, que se formam geralmente com os sufixos -ado (na 1.ª conjugação: abandonar > abandonado) ou -ido (na segunda e terceira conjugações: comer > comido; partir > partido) e aos quais se atribui sentido passivo, quando se trata de verbos transitivos: «o pavilhão foi abandonado». Mas há...
Consultório do Ciberdúvidas regressa a 6 de janeiro
Como é tradição na quadra do Natal, também o consultório faz uma pausa nas suas atualizações, para regressar pouco depois do Ano Novo, a 6 de janeiro. Contudo, não deixarão de ficar em linha questões que aguardem resposta e novos artigos nas demais rubricas. Neste período de balanço e de expetativa em relação ao novo ano, ocorre também assinalar em 2013 a drástica redução dos já escassos apoios que o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa recebia, não só agravando dificuldades de funcionamento mas retirando-lhe ainda capacidade para...
«Para Marrocos», ou «para o Marrocos»?
Quando falamos do extremo sul de Portugal continental, é impossível ignorar que o nome Algarve tem origem árabe (de al gharb, «oeste, ocidente, poente»), nele se descobrindo a mesma raiz de Magrebe – do árabe maghrib, «Ocidente»1, denominação do noroeste do continente africano. O legado dos povos desta região evidencia-se constantemente na nossa língua, que, na Idade Média, absorveu numerosos arabismos, certamente alterados pelo substrato berbere dos...
Da concordância à história de palavras
Se um clube de futebol tiver nome no plural – por exemplo, Belenenses, Flamengos –, como se faz a concordância? Qual será a origem do apelido (ou sobrenome) Faria? A que cor pretendia Fernão Mendes Pinto (c. 1510-1583) referir-se quando usou o adjetivo roxo na Peregrinação? As respostas constituem a nova atualização do consultório. ...
Palavras sem uso e variantes com uso
Porque se diz lindamente («ela canta lindamente»), mas não "bonitamente" («ela veste-se "bonitamente")? É a propósito desta particularidade do uso dos advérbios de modo que a rubrica O Nosso Idioma divulga uma reflexão feita pelo escritor e professor universitário português Fernando Venâncio, em texto publicado no número de novembro de 2013 da revista Ler. Quanto a variantes que se usam efetivamente, mas podem não ter aprovação normativa, o consultório dedica duas novas respostas: uma, às...
Tempos verbais, advérbios, regionalismos
Nas novas respostas disponíveis no consultório: – falamos de como o contexto discursivo e situacional condiciona a escolha dos tempos verbais numa frase; – surpreendemos-nos novamente com o comportamento caprichoso dos advérbios, desta feita, a aparecerem junto de substantivos, como se fossem adjetivos; – e registamos o regionalismo precha, variante de percha, «vara ou viga de madeira»....
