A expressão «mundos e fundos», poesia entre pais e alunos, falar em público e o perfil de quem corrige erros gramaticais alheios - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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A expressão «mundos e fundos», poesia entre pais e alunos, falar em público e o perfil de quem corrige erros gramaticais alheios
A expressão «mundos e fundos», poesia entre pais e alunos,
falar em público e o perfil de quem corrige erros gramaticais alheios
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1. Os exageros podem ser literários – basta lembrar a hipérbole –, mas, no quotidiano, assalta-nos a desconfiança quando alguém desata a «prometer mundos e fundos», expressão que é o tópico de uma das cinco novas respostas do Consultório. Dúvidas também suscitam o verbo provar, a identificação de uma função sintática, as palavras que denotam os denominadores das frações e um caso de interrogativa indireta.

2. Entre alunos de 12, 13 ou 14 anos, terá a disciplina de língua materna a capacidade de concorrer com as muitas solicitações eletrónicas e extraescolares que os distraem? A professora Lúcia Vaz Pedro, consultora do Ciberdúvidas, explica como tornar as aulas de Português mais apelativas num apontamento escrito para a rubrica Ensino.

3. Falar em público não é só abrir a boca e dizer o que vem à cabeça – e quem julga o contrário anda muito enganado. Para evitar ilusões e dissabores, O nosso idioma disponibiliza um conjunto de preciosos conselhos práticos, dados pela linguista e consultora permanente do Ciberdúvidas Carla Marques, que os reuniu num artigo originalmente publicado  na revista digital Leya Educação.

4. Corrigir os erros gramaticais dos outros é um dever social ou um exercício de personalidades obsessivas? O linguista brasileiro Aldo Bizzocchi discute o papel sociocultural da correção de erros linguísticos, num texto publicado no blogue Diário de um Linguista em 14/05/2019 e transcrito na rubrica O Nosso Idioma.

5. Entre as comemorações que vão preenchendo o calendário, três com atualidade:

– Em 17 de maio, o Dia Internacional contra a Homofobia assinala o aniversário da retirada da homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS)*. Na mesma data, refiram-se ainda as celebrações do Dia das Letras Galegas, feriado que, na Galiza, se dedica a uma figura notabilizada pelo seu contributo para a língua galega e que, neste ano de 2019, tem como homenageado o historiador, etnógrafo e geógrafo Antonio Fraguas (sobre a questão linguística da Galiza, ler "Mana Galiza", de Fernando Venâncio).

*À volta do tema da sexualidade e das questões de género associadas, leiam-se os seguintes textos: "Homofobia, homófobo e homofóbico"; "Sobre a formação de homofóbico e homofobia"; "Os sem palavras"; "'Relacionamento homoafectivo'"; A palavra sexualidade; «Intercurso sexual»; «Fazer sexo»; «Três irmãs "foram abusadas" sexualmente»; Homossexual ou "gay"?; "Casal 'gay' ou par 'gay'"?; Igualdade no/de género e entre os géneros; «Afetivo e sexual» e o composto correspondente; A sintaxe de assumir-se; A pronúncia de heterossexualAuditorar/hetero-; Colectivo de dragão + heterossexual; Retrossexual; «Relacionamento homoafectivo»; Metrossexual.

– Festeja-se em 18 de maio o Dia Internacional dos Museus, marcado em Portugal pela entrada livre em vários espaços museológicos e por uma série de atividades para o público.

Referentes à palavra museu ou a esta alusivos, são vários os artigos e respostas em arquivo: "Da palavra museu à gramática de 'não dá'"; "O surpreendente Museu da Língua Portuguesa"; "O diminutivo de museu"; "Museu do Mar da Língua Portuguesa"; "'Museu Reina Sofia'... porquê?"; "Museu da Língua Portuguesa: um pouco de história"; "Horário de visita"; "Espólio dif. Acervo"; "São Paulo reconstrói o Museu da Língua Portuguesa"; "A vírgula e o á encalhados no Museu da Farmácia"; "Era uma vez um museu da língua portuguesa, em Bragança"; "O neologismo coquetelaria, ainda a locução «descargo de consciência» e a língua portuguesa como expoente máximo da interculturalidade".

6. Um registo final para lembrar que no programa Língua de Todos, transmitido pela RDP África, a linguista Sandra Tavares Duarte fala do português e do seu bom uso, abordando os casos do verbo fixar (fixado fixo) e de «ter de» e «ter que» (na sexta-feira, dia 17 de maio, depois do noticiário das 13h00* e com repetição no dia seguinte, pelas 9h15*). No Páginas de Português, que irá para o ar na Antena 2, no domingo, 19/05/2019, às 12h30* (com repetição no sábado seguinte, dia 25 de maio, às 15h30*), entrevista-se Lúcia Vidal Soares, professora adjunta da Escola Superior de Educação de Lisboa, acerca da questão das línguas em Timor-Leste.

 * Hora oficial de Portugal continental, ficando os programas Língua de Todos e Páginas de Português disponíveis, posteriormente, aqui e aqui