Ensino - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
Início Português na 1.ª pessoa Ensino
Questões relativas ao ensino do português língua materna/língua estrangeira.
Português académico
No ISCTE em articulação com o Ciberdúvidas

«No sentido de colmatar algumas das dificuldades diagnosticadas, o Iscte - Instituto Universitário de Lisboa, em colaboração com os professores destacados no Ciberdúvidas da Língua Portuguesa abriu um curso destinado a estudantes que ingressam no ensino superior tendo o português como língua não materna e que se encontrem num nível de iniciante.»

Artigo da professora Lúcia Vaz Pedro sobre o português académico e a unidade curricular relativa a esta área que o Laboratório de Competências Transversais do Iscte lança no ano letivo de 2021/2022 com a intervenção dos professores destacados na Associação Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.

A importância do ensino das expressões idiomáticas
Em causa a vertente mais comunicativa da língua

As expressões idiomáticas – «formas de expressão próprias de uma língua que refletem a sua riqueza» – e o escasso espaço que ainda lhes está reservado no ensino português justifica esta reflexão de Inês Gama, que alerta para o risco de «cair no esquecimento uma parte estruturante e identificadora da língua portuguesa».

Saramago no ensino do Português
A pedagogia dos livros do Nobel da Literatura

José Saramago faria 99 anos no dia 16 de novembro de 2021. A data, que assinalou o inicio da celebração do centenário do Nobel português da Literatura, é um bom pretexto para um apanhado sobre as suas obras constantes do currículo escolar do ensino secundário, em Portugal. Uma questão ressalta de imediato: e como é estudado um autor que, não raras vezes, tanto "assusta" alunos e professores, face a complexidade das temáticas que desenvolve e a linguagem singular que  o caracteriza?

O ensino sob o signo do absurdo <br>e da assobiadela para o lado
«Absurdos que afetam as aprendizagens dos alunos portugueses»

«Focando-me no ensino [em Portugal], foi-nos dito, e continua a ler-se nas entrelinhas, que a qualidade do ensino não depende do número de alunos por turma. No entanto, todos sabemos por experiência que há grande diferença entre ter 20, 25, 30 ou mais alunos, na sala de aula» – escreve neste artigo* de opinião a professora de Português Maria do Carmo Vieira, apontando o que considera serem alguns dos «absurdos que afetam as aprendizagens dos alunos portugueses».

* in jornal Público de 23 de outubro de 2021, escrito segundo a norma ortográfica ortografia de 1945 

 

 

Gramática formal e ensino
Uma entrevista com o linguista João Costa

«Não defendo uma aplicação direta dos modelos teóricos da linguística formal ao ensino e aprendizagem da língua materna. É necessária, contudo, a explicitação, para que haja um uso mais consciente da língua.» Declarações do linguista João Costa, que, em Portugal, é também Secretário de Estado Adjunto e da Educação do XXII Governo Constitucional, acerca de como aproximar, atualizando-os, os conteúdos gramaticais do ensino não universitário dos avanços dos estudos científicos sobre as línguas e o fenómeno da linguagem humana em geral. Entrevista publicada na revista científica ReVel (v. 19 n. 37 de 2021).

A finalidade moral da literatura
Um contributo para o perfil do aluno no final da escolaridade obrigatória

A literatura pode e deve ser edificante, no sentido de ajudar a formar pessoas responsáveis, autónomas,  integras, inovadoras. Altruístas, sensíveis, criativas.

Esta potencialidade da literatura poderá ser reforçada pela atualidade dos temas que aborda, tornando-a dinâmica, atemporal, reflexiva. Se a todos esses fatores acrescentarmos o deleite, o prazer de ler, o desenvolvimento da compreensão escrita, da expressão, do raciocínio, a literatura é, indubitavelmente, a maior ferramenta de desenvolvimento do aluno, do ser humano, em geral.

Uma reflexão da professora Lúcia Vaz Pedro.

 

Dos anos letivos, os velhos e o novo
Reflexão acerca das mudanças

«Gosto de contar estas histórias [acerca de algumas mudanças no ensino] aos mais novos, especialmente os meus estudantes, que não sabem (e não têm como saber) como era Portugal há 50 anos e que, como tal, não têm defesas contra os crónicos detratores do sistema, pregadores das desgraças da democracia e das instituições democráticas, fanáticos do elitismo e da sociedade estratificada, defensores do "antigamente é que era bom", avessos à liberdade e aos direitos que a maioria de nós apenas conquistou depois de 1974» – declara a linguista Margarita Correia nesta crónica publicada no Diário de Notícias no dia 20 de setembro de 2021.

O poder mágico da literatura
Um desafio, uma escolha

A grande missão do professor de Língua Portuguesa, seja ele o de Portugal, o do Brasil, o de Angola, ou de outros países lusófonos é a de levar até aos seus alunos um pouco do outro através do exercício da leitura literária, para que ele interiorize verdades. Poderá ser através da poesia, do romance, da peça de teatro, mas que, acima de tudo, seja capaz de cumprir um papel de formação social e humana e que contribua para a educação estética e a sensibilidade perante o mundo.

Uma reflexão da professora Lúcia Vaz Pedro.

Língua e democracia
Dominar a linguagem para evitar deturpações

«Uma das formas de garantir que democracias como a brasileira não morram é ter o seu povo ciente da sua responsabilidade ao eleger os seus representantes, e para isso é necessário que tenham acesso a uma educação de qualidade, que o prepare para atuar na sociedade de modo consciente e crítico» – sustenta a professora Edleise Mendes na crónica que escreveu e leu para o programa de rádio Páginas de Português de 12 de setembro de 2021.

Ensinar <i>Os  Lusíadas</i>: a mitificação da língua portuguesa
A alunos do 7.º ano de escolaridade, em Portugal

O privilégio de «ser professor de Português» e a importância do ensino da obra maior de Luís de Camões, Os Lusíadas, descrito neste texto de Lúcia Vaz Pedro, docente do Ensino Secundário, em Vila Nova de Gaia.