Textos publicados pelo autor
Criação de palavras: "vicinalvo"
Pergunta: Gostaria de submeter à vossa análise uma reflexão sobre a ausência de um termo sintético na língua portuguesa para designar o elemento que sucede o próximo (o segundo em uma sequência, ou n+2).
Atualmente, o falante recorre a perífrases como «sem ser nesta rua, a próxima» ou «na terça-feira da semana subsequente à próxima». Tais estruturas, embora gramaticalmente corretas, são imprecisas e onerosas em contextos de rapidez comunicativa, como na navegação assistida por GPS ou em agendamentos céleres. Nesse sentido,...
Variação em género: feliz e realizado
Pergunta: Por que a palavra feliz não muda de forma (grafia e/ou pronúncia...) passando diretamente ao feminino, e a palavra realizado é convertida em realizada (muda um pouco...).
No caso, quais as diferenças estruturais exatamente?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!Resposta: O adjetivo feliz apresenta esse comportamento porque ele é classificado como uniforme comum de dois gêneros, ou seja, ele usa a mesma...
O elemento de composição -gono
Pergunta: Octágono/octógono: mesma palavra, diferentes grafias.
No caso, para além de eu mesmo desejar saber o(s) idioma(s) e os significado(s) de origem, também desejo saber se a etimologia explica os porquês de a forma preferencial ser octógono no lugar de octágono , já que a maioria dos polígonos têm nomes terminados em -ágono e, por padrão, são bem usuais com o á logo antes do...
A nominalização de contra
Pergunta: Relativamente à palavra «(os) contraS», trata-se de um caso de derivação por conversão (preposição/advérbio que passa a nome) mesmo estando no plural?
Tratando-se de um exemplo de derivação por conversão, a minha questão prende-se com o facto de ter lido que, neste processo de formação (derivação por conversão), forma-se uma palavra pela alteração da classe, sem modificar a sua forma.
Então, como se explica que, sendo preposição, contra seja uma palavra invariável e, quando se...
Joaquim vs. Joaquina (fonologia)
Pergunta: Se Joaquim se escreve com M ao final, quando e por que se decidiu que seu feminino, Joaquina, seria com N (e não com M...) na última sílaba?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!Resposta: Caro consulente, ocorre que, fonologicamente, o grafema m em Joaquim não representa propriamente o fonema /m/, mas sim o arquifonema nasal /N/, proposto, aliás, por Joaquim Mattoso Câmara Jr. Perceba-se que o...
