História das Línguas, inovação lexical, o esperanto em 20 pontos, e estratégias de desresponsabilização - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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História das Línguas, inovação lexical, o esperanto em 20 pontos, e estratégias de desresponsabilização
História das Línguas, inovação lexical, o esperanto em 20 pontos,
e estratégias de desresponsabilização
Por Ciberdúvidas da Língua Portuguesa 211

1. Na Montra de Livros, Carlos Rocha, coordenador executivo do Ciberdúvidas, apresenta a obra História das Línguas, do linguista sueco Tore Janson, com chancela da Através Editora. Uma obra que aborda a evolução da linguagem humana, desde os seus primórdios, e que se revelou um sucesso editorial nos países anglo-saxónicos. 

2. A presente atualização do consultório parte da inovação linguística. A realidade é um dos fatores que motiva a criação lexical ou o alargamento dos sentidos de uma palavra, como bem ilustra a possibilidade de usar o verbo salgar num contexto de remoção de neve. A possibilidade de aproximação de sentidos entre palavras leva, por sua vez, à análise dos usos das preposições durante e por num contexto temporal. Outro plano da língua centra-se na compatibilidade entre palavras, o que conduz à reflexão sobre a possibilidade de coocorrência do pronome interrogativo quem com um topónimo. Para terminar, ainda uma questão sobre funções sintáticas associadas a um verbo transitivo-predicativo e uma outra sobre a classe da palavra branco na expressão «vestir de branco».

3. Na rubrica DiversidadesMiguel Faria de Bastos, especialista em interlinguística, apresenta um artigo sobre o esperanto, que em 20 pontos condensa a história e as características de uma língua artificial que reúne as condições para ser língua de comunicação entre os seres humanos. 

4. Na rubrica O nosso idiomaAna Martins, consultora do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa e responsável da Ciberescola da Língua Portuguesa, apresenta uma análise do processo de nominalização e dos seus efeitos na comunicação, nomeadamente ao nível da supressão dos agentes que praticam a ação subjacente ao nome. Uma estratégia de desresponsabilização linguística?

5. Uma referência à crónica publicada por Marcos Neves, tradutor e docente universitário, no blogue Certas Palavras, onde conta a experiência em torno de uma viagem a Bilbau, a capital do País Basco, para um encontro com alunos que estudam português. Uma oportunidade para avaliar as razões para aprender a língua portuguesa, sem esquecer as dificuldades que a tarefa implica.  

6. No âmbito também da promoção da língua portuguesa pelo mundo, destacamos a reunião dos Estados Gerais da Lusodescendência, que teve lugar  em França. Estudantes, professores e empresários definiram aí estratégias para a promoção da língua portuguesa, com o objetivo de que o português deixe de ser visto como língua de emigração para ganhar o estatuto de segunda ou terceira língua a ser aprendida pelas crianças em França.