Português na 1.ª pessoa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Um preço inexistente
A forma errónea 0,37 "cêntimos", a propósito do custo do petróleo

O começo do mês de março de 2020 fica marcado não só pela propagação da doença do coronavírus, mas também pela queda do preço do petróleo em resultado de um diferendo entre a Federação Russa e a Arábia Saudita. Um jornal português até dá conta de o petróleo estar mais barato do que a própria água, que por litro custa cerca de... "0,37 cêntimos". Mas será este o valor que se pretende mencionar? O professor Guilherme de Almeida, especialista em termos e unidades de medida, explica como a notícia exibe e reitera um erro crasso.

O autor segue a ortografia anterior à norma atualmente em vigor.

Dez bolos e doces com nome francês
Galicismos de pastelaria

Um lista de dez nomes de especialidades da pastelaria de origem francesa. Um texto de João Nogueira da Costa, que o publicou na sua página de Facebook.

 

Cinco frutos com nomes geográficos
As origens toponímicas de alguns nomes comuns

Pêssego, tangerina, romã, melancia e maçã são nomes de frutos. Mas quem se dedique à história destas palavras será surpreendido pela sua etimologia, relacionada com a toponímia da Antiguidade e da Idade Média, como bem evidencia o professor João Nogueira da Costa neste apontamento, transcrito, com a devida vénia, da sua  página de Facebook.

A história da palavra <i>vírus</i>
Do tempo dos romanos até aos nossos dias

Vírus, a palavra mais usada nos últimos  tempos  no espaço  mediático, desde o aparecimento e propagação já à escala planetária do  COVID 19, chegou-nos do latim, mas foi pela descoberta de um cientista holandês, no final do século XIX, que muitas  «doenças eram transmitidas por qualquer coisa ainda mais pequena que as bactérias» – conta neste texto* o professor universitário, tradutor e escritor Marco Neves.

* Com o título original Qual é a origem da palavra «vírus»?, texto transcrito,  com devida vénia, do blogue do autor, Certas Palavras, no dia 8 de março de 2020 – escrito segundo a norma ortográfica de 1945.

«Não já?»
A pergunta-tag tantas vezes repetida

É hoje muito comum ouvir frases semelhantes a esta: «Já viste, não já?». Mas afinal, do que se trata este «não já?»? Sobre esta expressão tão comum na oralidade dos portugueses escreveu* Miguel Esteves Cardoso, na sua crónica no jornal Público do dia 8 de março de 2020 – a seguir transcrita com a devida vénia.

* conforme a norma ortográfica de 1945.

A discriminação racial nos dicionários de língua
Os preconceitos no léxico português

«A língua portuguesa, como as demais línguas – escreve neste trabalho* a linguista portuguesa Margarita Correia   , está eivada de unidades lexicais ou expressões que denotam muitos dos preconceitos que marcaram a sociedade portuguesa e as sociedades lusófonas ao longo dos tempos. Esses preconceitos podem visar grupos raciais e/ou étnicos (exs.: negros, judeus, ciganos), nacionalidades específicas (exs.: chineses, indianos), grupos religiosos (exs.: judeus, muçulmanos), mas também grupos profissionais e etários, entre outros. Claro que os preconceitos podem também ser de natureza sexual.»

Artigo publicado na revista brasileira  Alfa – Revista de Linguística, v. 50, n.º 2, 2006. Segue a norma ortográfica de 1945.

A Excelência das Letras
Os cursos do ensino secundário em Portugal

Os cursos do ensino secundário, de ciências e tecnologias ou de línguas e humanidades, têm um tratamento diferente em contexto escolar. As próprias disciplinas recebem um tratamento diferente. Estamos perante atitudes que, segundo a autora*, denunciam uma menorização das Humanidades no ensino. 

* texto transcrito, com a devida vénia, do blogue pessoal da autora, escrito conforme a norma ortográfica de 1945.

A bem da previdência e do respeito pela língua da República
Uma candidatura a precisar de urgente revisor linguístico...

O cartaz da apresentação  pública da candidatura do deputado português André Ventura à Presidência da República tinha não um, não dois, mas três erros  tão garrafais quanto a respetiva legenda...

Onde foi parar o hífen?
A hifenização em palavras compostas designando espécies botânicas e zoológicas

Sabe-se que o uso do hífen nas palavras compostas é matéria de recorrentes desacertos. Não se esperaria, porém, que isso acontecesse num concurso televisivo cujos participantes são desafiados a provar que a sua cultura geral passa também pelo domínio do idioma nacional... Ainda por cima, sendo frequente os erros neste espaço da televisão pública portuguesa... 

A pronúncia da palavra <i>obus</i>
Um erro de leitura grave com uma palavra aguda

Não são muitas as palavras de duas sílabas que terminam em -us e se escrevem sem qualquer acento gráfico, como acontece com Jesus, que tem acento tónico na última sílaba, constituindo, portanto, uma palavra aguda (isto é, oxítona). Mas a raridade destes casos não é desculpa para fazer de obus uma palavra grave. Um apontamento de um nosso consulente, o professor João Nogueira Costa.