Português na 1.ª pessoa - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
 
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Uma situação e um erro recorrentes em Angola

Verbos como deter, manter, reter ou entreter, derivados de ter, são muitos vezes conjugados (erradamente) como se fossem verbos regulares da 2.ª conjugação – como acontece no português falado Angola, como aponta o autor, nesta crónica  publicada no semanário Nova Gazeta de 31 de Janeiro.

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Por que método?

Em Portugal, aceita-se frequentemente que a tradicional exposição em aula de conteúdos gramaticais, embora vigore na prática, é contraproducente no desenvolvimento de competências, sendo preferível uma abordagem indutiva. Ana Sousa Martins, coordenadora da Ciberescola da Língua Portuguesa, dá conta de como comparou os dois métodos no texto que segue, lido na rubrica "Cronicando" do programa Páginas de Português, pela Antena 2 transmitido em 27/01/2018 .

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A expressividade no discurso

Confundidas frequentemente com os provérbios populares, as frases feitas caracterizam-se por ter um sentido implícito. Outra particularidade das frases feitas: a facilidade de memorização, têm dicção fácil, facilidade de compreensão e brevidade de palavras. É, o caso, entre outras, de «fossanga», «aguçar o dente», «baralhar e tornar a dar», «bater com o nariz na porta», «dar corda aos sapatos», «é esperto, mas não caça ratos», «encanar a perna à rã», «não andar (muito católico» ou «ser mais papista que o Papa» – como se regista nesta lista disponível no portal brasileiro NCultura, com data de 29 de janeiro de 2019.

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Chavões da moda mediática

«Ter o foco em...», «manter o foco» e «estar focado» estão na moda nos media portugueses. É o treinador de futebol que diz que a sua  equipa «está focada» só no próximo  jogo, o jornalista que repete o «foco» atribuído pelo treinador ou o ministro que lança para as exportações o «enfoque» do Governo. Chavões que se usam como solução para resolver os mais variados problemas. Porém, como todos os modismos, contribuem para a redução dos recursos lexicais. 

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Conhecimento e opinião no debate político brasileiro

Há quem use a palavra ideologia para se referir a certas doutrinas, pressupondo que há forças políticas que não têm preocupações ideológicas, porque o que defendem é simples e natural como a realidade. Sucede, no entanto, que o conhecimento que temos está longe desse idílico acesso direto ao real, pelo que, na vida política (ou na religiosa, desportiva e até mesmo científica), é necessário admitir que a discussão é feita de crenças em todos os quadrantes, da esquerda à direita. A propósito do presente clima político brasileiro, o linguista brasileiro Aldo Bizzocchi dá conta do debate à volta da palavra ideologia, falando doutros dois termos relacionados com a questão do conhecimento e da opinião, na tradição grega, denominados, respetivamente, por episteme e doxa (este que tem a mesma raiz de dogma e doutrina). Vídeo que o autor realizou, com um pequeno texto introdutório (também aqui transcrito), para o seu canal Planeta Língua, no Youtube.

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A análise do verbo estar no Brasil e não só

No Brasil, as frases «ele está doente» e «ele está na sala» são analisadas de maneira diferente. Na primeira, está é um verbo de ligação, e doente, um predicativo do sujeito; mas, na segunda, o mesmo verbo é considerado intransitivo, e a expressão «na sala» constitui um adjunto adverbial*. O linguista brasileiro Aldo Bizzocchi revela que o uso intransitivo («ele está na sala») pode ser compreendido no contexto do funcionamento de estar como verbo de ligação, também evidenciando o contraste destas frases do português com as suas homólogas na língua inglesa. Texto do referido autor publicado no seu blogue Diário de um Linguista em 22/01/2019.

* Em Portugal, no contexto da terminologia gramatical atualmente empregada no ensino não universitário – a do Dicionário Terminológico –considera-se que, em ambas as frases, o verbo estar é sempre um verbo copulativo, pelo que tanto o adjetivo como a expressão adverbial desempenham as funções de predicativo do sujeito.

 

 

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Subterfúgios da nominalização

O discurso formal, incluindo o da comunicação mediática, é fértil em nominalizações, pelas quais se substituem verbos – por exemplo, combater e corromper – pelos nomes correspondentes – combate e corrupção. É uma estratégia que deixa por identificar o agente da ação, porque as «[...] as nominalizações, ao transformarem o processo (verbo) numa coisa (nome), sugam as pessoas para fora da frase». Considerações da linguista Ana Sousa Martins num texto lido na rubrica "Cronigramas" do programa Páginas de Portuguêsemitido no dia  20 de janeiro de 2019

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Duas palavras de origem árabe que querem dizer o mesmo no Alentejo

É sabido que a herança da língua árabe perdura no centro e norte de Portugal através dos muitos empréstimos que o português, no seu período de formação, absorveu ao longo da  Idade Média. Almece e atabefe são dois exemplos, como denominações de produtos do leite, para surpresa do escritor português Miguel Esteves Cardoso, conforme relata na crónica que escreveu para o jornal Público do dia 25/01/2019**, com o título "Ou atabefe".

 

**Manteve-se a norma seguida no diário português, anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

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Falsas certezas no ensino das línguas

Em Portugal, julga-se que há respostas óbvias no domínio da pedagogia, da didática ou das metodologias no ensino de línguas, mas parecem escassear os dados quantitativos que as validam. O que se tem como certeza talvez não passe de mera impressão, faltando acesso ao tipo de formação requerida por uma investigação bem fundada. A crítica é da linguista Ana Sousa Martins, coordenadora da Ciberescola da Língua Portuguesa, que a formula num texto elaborado para a rubrica "Cronigramas" do programa Páginas de Português, transmitido pela Antena 2 em 16/12/2018.

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O vocabulário da harmonia na comunicação

A harmonia em casa ou no trabalho pode e deve encontrar-se na capacidade de comunicar palavras de sentido positivo, com intenção construtiva. É a recomendação da professora e consultora linguística Sandra Duarte Tavares no texto a seguir transcrito, originalmente publicado na edição digital da revista Visão, em 22/01/2019.