« Para falar, [a linguas portuguesa] é engraçada, com um modo senhoril; para cantar, é suave, com um certo sentimento que favorece a música; para pregar , é substanciosa, com uma gravidade que autoriza as razões e as sentenças; para escrever cartas, nem tem infinita cópia que dane, nem brevidade estéril que a limite; para histórias, nem é tão florida que se derrame, nem tão seca que busque o favor das alheias», escreve Franciso Rodrigues Lobo (1580 — 1621) neste extrato da obra Corte na Aldeia, em louvor do idioma nacional e contra «o pouco que lhe querem [os] seu naturais, a trazerem mais remendada que capa de pedinte»


