Glossário de erros mais frequentes - Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
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Glossário de erros mais frequentes [ Letra: F ]

...aportug. da expressão latina "fac simile", portanto sem aspas. Cf. LATINISMOS.
...e não "febre amarela".

- ... e não "femenino". [A formação errada dos femininos leva também a muitos disparates e tropeções na gramática: hóspede/hóspeda; ilhéu/ilhoa; gigante/giganta; juíz/juíza; monge/monja; parente/parenta; primeiro-ministro/primeira-ministra (e não "a primeiro-ministro" nem "primeira-ministro"); embaixadora (mulher que exerce o cargo de embaixador) "embaixatriz" (mulher do embaixador); cônsul/consulesa; presidente/presidenta. Outras recomendações: personagem, sida e síndroma são palavras do género feminino; idem quanto à (a) diabetes. Mas: clã e grama, por exemplo, são masculino. O Opus Dei (e não: a Opus Dei); mas: a Obra (de Deus). E há os casos em que o significado da palavra varia com o número: fonte dif. de fontes; ânsia dif. de ânsias; face dif. de faces; feijão dif. feijões; etc., ou conforme o género: o cabeça dif. de a cabeça; o caixa dif. de a caixa; o moral dif. de a moral; etc.]

...e não "femininismo".
pl.: ferros-velhos. Cf. PLURAIS.

Sem hífenes, quando nos referimos àquele período em que geralmente não trabalhamos.

- Algumas particularidades da flexão dos verbos compostos aconselham a consulta regular do "Dicionário de Verbos Portugueses Conjugados". Cf. Respostas Anteriores 1 e 2

Com hífenes, em Portugal, ao abrigo do Acordo Ortográfico de 1945. Com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, passará a escrever-se sem hífenes: fogo de artifício.

...e não "fogo fátuo".
folha-de-flandres...e não "folha de flandres".
FOR
...e não "fôr".
...e não "fôra", dif. do advérbio FORA.
...e não "fôro".
Todas as palavras compostas com o prefixo foto não levam hífen [fotocomposição, fotonotícia, fotossíntese]. Cf. HÍFEN.

- Linguagem estereotipada muito utilizada no meio futebolístico, à base de frases feitas ou imagens desgastadas de todo. Algumas são autênticos disparates, outras, apenas, ridículas. Alguns exemplos desta gíria muito própria: "Apostado em ganhar", "averbar uma clamorosa derrota", "contra-ataque venenoso", "denunciar fome de bola", "denotar sentido de baliza", "direccionar [a bola]", "faltou objectividade atacante", "impedido de penetrar na área adversária", "incidência(s) do jogo", "intenção de flanco", "milita nos escalões cimeiros", "moldura humana" ,"muita ofensividade", "posicionamento", "postura em campo", "prestação" (em vez de actuação, exibição, ou desempenho) ,"recepcionar" [em vez de receber: "o Sporting vai recepcionar em Alvalade o Benfica"...], "retenção da posse de bola" (ou "ficar com a posse da bola") "trabalho ao nível do entrosamento", etc., etc. Mas há, também, palavras e expressões do futebolês excelentemente inventadas, que constituem autênticas preciosidades. Por exemplo: «bola à flor da relva», «no enfiamento da área», «cruzamento largo e tenso», «[pontapé de] canto em mangas arregaçadas», «deu nas orelhas da bola», etc., etc.