A regência de arreigar
Está correto escrever «arreigado a»?
Agradecido
«Suma sacerdotisa»
E agora uma dúvida pungente, de suma importância: qual o feminino de «sumo sacerdote»?
"Suma" sacerdotisa? Sumo "sacerdotisa"?
Estou empancado nisto.
Obrigado.
Procurar vs. buscar
Desde já agradeço o vosso trabalho tão útil para quem aprende português no estrangeiro.
Sempre pensei que em português se usasse apenas o verbo procurar para a função que o verbo buscar tem em espanhol. Porém, estou a fazer um exercício de gramática portuguesa que põe como opções precisamente o verbo procurar e buscar para preencher um texto. Então, qual é a diferença entre eles? Posso usá-los como sinónimos?
Grato pela vossa atenção e resposta à minhas dúvidas.
A sintaxe do verbo lembrar: «lembra-lhes para regarem as flores»
Gostaria de saber qual das seguintes frases está correta:
«Lembra-lhes para regarem as flores.»
«Lembra-os para regarem as flores.»
«Lembra aos teus amigos para regarem as flores.»
«Lembra os teus amigos para regarem as flores.»
Muito obrigada pelo vosso trabalho.
O uso de tratar com a preposição contra
É correto escrever «tratar-se contra» nos exemplos seguintes (os dois primeiros copiados da Internet)?
«[...] aceita tratar-se contra a dependência do álcool»
«[...] o que a levou a procurar ajuda e a tratar-se contra o vício em drogas.»
«Certos animais tratam-se contra parasitas.»
Na última frase, se se escrevesse «livram-se de parasitas», seria mantido o mesmo significado?
A sintaxe do verbo expressar
Parece-me que o verbo expressar, ao contrário por exemplo de dizer, declarar, afirmar, etc. não admite a construção com oração iniciada por "que".
Assim, é correto dizer «Disse que tinha dúvidas», mas não «Expressou que tinha dúvidas», podendo apenas dizer-se «expressou dúvidas».
Estou certa?
Obrigada pelo excelente trabalho que realizam.
Mandarina, feminino de mandarim
Gostaria de saber se existe o termo mandarina como feminino de mandarim.
Obrigado.
Madame Bovary em português
Estava perguntando-me aqui o motivo de não haverem traduzido o título do livro de Gustave Flaubert Madame Bovary para "Dona Bovary". Vamos por partes.
No Brasil podemos referir-nos a uma mulher desconhecida de X maneiras:
1) Senhora – tanto para velhas como novas.
«A senhora irá à festa de Carlos.»
«Que horas são, senhora?»
Pode-se acrescentar o pronome possessivo minha para suavizar o solenidade. Se a mulher for casada ou a sogra, às vezes prefere-se usar dona.
2) Dona – sempre acompanhado do nome.
«A dona Ivete morreu ontem, sabia?»
«Dona Cleide, a senhor pode me fazer um favor?»
3) Madame, senhorita e senhorinha – de maneira mordaz, sarcástica.
«Então quer dizer que a madame não gosta do que faço?»
«Eu aqui trabalhando. E a senhorita aonde? A senhorita só na gandaia.»
«E a senhorita quer tudo de mão beijada? Quer que lhe lave as roupas, que faça o café, o almoço, a janta?»
Parece-me, de acordo com o uso no Brasil, o melhor seria "Dona Bovary".
O verbo chamar na voz passiva
A frase «chamas-te Maria», transformada para a voz passiva analítica, ficaria «é chamada de Maria» ou «és chamada de Maria»?
Obrigado.
Ainda o contraste entre «ao encontro de» e «de encontro a»
Acerca das várias respostas dadas pelo Ciberdúvidas sobre «ir ao encontro» vs «ir de encontro», gostava de vos expor este meu raciocínio de mera intuição linguística.
Eu ir de encontro a alguém na rua é dar-lhe um encontrão, é ir contra ele. Não há qualquer dúvida quanto a isso. Agora «ir de encontro» ao que o alguém pensa ser «ir contra» o que essa pessoa pensa já me parece ser uma transposição demasiado literalista de uma expressão usada no plano físico, transposta abusivamente e com o mesmo sentido para o plano das ideias. Até porque as ideias não andam aos encontrões umas às outras...
Sinto o «ir ao encontro» e o «ir de encontro» ao que alguém pensa como expressões de valor equivalente. O «ir ao encontro» implica um percurso, um caminho, algo mais lento, o «ir de encontro» ao que alguém pensa como algo mais imediato e forte, uma espécie de: Bingo. É isso mesmo!
É o que me diz a minha sensibilidade linguística, admito que numa interpretação bastante própria. Sei que o Ciberdúvidas não concorda com ela, mas gostava, mesmo assim, de saber, se a acham demasiado abstrusa...
Eu, francamente, acho algo sui generis considerar «ir de encontro» ao que o alguém pensa como «ir contra aquilo que essa pessoa pensa»...
