Deíticos de 2.ª pessoa
Tenho consultado várias gramáticas e verificado que apontam como deíticos pessoais todos os pronomes pessoais e os possessivos à exceção dos que se referem à 3.ª pessoa (ele/ela/eles/elas; seu/sua/seus/suas). Mas, na verdade, os possessivos de 3.ª pessoa não deverão ser considerados deíticos pessoais também? Vejam-se estes exemplos: "Sr. Lopes, o seu irmão ligou-lhe esta manhã." / "Este livro é seu, Sr. Lopes?" Nas frases dadas, "seu" relaciona-se com o "Sr. Lopes", pessoa que, dado o protocolo de tratamento entre o locutor e o interlocutor, se subentende ser tratada por "você/Sr.". Então, "seu" (e as outras formas dos pronome possessivos) não deverão pertencer ao quadro dos deíticos pessoais?
«Casa de jantar», «sala de jantar»
Em conversa com pessoas de diversos pontos do país reparei que existem várias formas de chamar às divisões de uma casa e também alguns elementos. O mais que mais me chama a atenção é a «casa de banho» que também recebe o nome «quarto de banho». Já no Brasil usam banheiro ou privada. E também o lavabo, que seria mais pequeno apenas com lavatório e sanita, ou caso se tratasse de instalações públicas, embora exista sempre uma pressão muito grande para a utilização de anglicismos como w. c. O mesmo acontece com walk-in closet, para o qual não conheço tradução. Por outro lado também fui confrontado com a utilização de «casa de jantar» para denominar a «sala de jantar», no entanto também encontrei «casa de jantar» para representar um móvel da sala onde se guardam as louças. Existem formas mais e menos corretas de chamar estes espaços?
O demonstrativo esta numa frase de Mário de Carvalho
No texto "Faltam modas" de Mário de Carvalho, publicado no Jornal de Letras, 10 de dezembro a 23 de dezembro, 2014, qual é o antecedente do pronome demonstrativo esta na frase «Mas esta pode ser que abra novos caminhos ao cantochão daquela terra»?
Obrigado.
Havemos, haveis e as terminações do futuro do indicativo
Creio que o futuro é um composto do infinito do verbo que se está a conjugar com o verbo haver. Assim sendo, como se explicam as formas do plural?
«Antão era moleiro...»
Lembro-me de que quando criança aprendi uma frase engraçada e penso que sem sentido (será?) e que é a seguinte: «Antão era moleiro, fazia anzóis e pescava caracóis.»
Alguém consegue adiantar alguma dica que leve a pensar num possível significado?
As subclasses do advérbio em Portugal (ensino básico)
Tenho uma questão: depois de ter consultado gramáticas mais recentes, notei que os advérbios já não estão divididos em três subclasses: de frase, de predicado e conectivo. Os novos manuais trazem os advérbios classificados mediante a ideia que transmitem: negação, inclusão, quantidade..., e apresentam apenas o conectivo (dentro das três subclasses). O que mudou?
Obrigada.
Ser, verbo copulativo e auxiliar
1. Numa frase passiva o auxiliar ser é um verbo copulativo?
2. Se não, numa frase com predicativo do complemento direto – «Nomearam o professor diretor da escola» – «diretor da escola» passa a ser predicativo do sujeito?
3. Neste caso «da escola» continua a ser modificador do nome?
Muito obrigada.
Hifenização de compostos formados por nome + adjetivo II
No novo acordo ortográfico, deve escrever-se "editor-executivo" ou "editor executivo"? A mesma pergunta faço para "editor-executivo-adjunto". Já vi a vossa resposta relativamente a "diretor-executivo", mas na minha redação surge permanentemente esta dúvida com a grafia dos editores...
Muito obrigada.
Escrita, numa ata, do número de um artigo de uma lei
Gostaria de saber se se deve escrever por extenso, numa ata, o número de um artigo respeitante a uma lei.
Obrigada.
A função do constituinte «ao escritor»
na expressão «homenagem ao escritor»
na expressão «homenagem ao escritor»
Recorro a vós para uma questão que, aparentemente, seria simples.
Na expressão «É um livro de afeto, de admiração, de homenagem ao escritor dos contos...», o termo «ao escritor» desempenha a função de complemento indireto? Apesar de ser «a quem», não consigo fazer a sua substituição por -lhe.
Obrigada!
