DÚVIDAS

Títulos. Cor
Quero agradecer mais uma vez a presteza com que vocês têm respondido às minhas perguntas. Desta vez, gostaria de saber por que jornais e revistas não usam pontos em títulos de matéria, assim como em legendas, tópicos etc., enquanto os anúncios publicitários abusam dos pontos mesmo em frases isoladas. Por exemplo: "Gostoso é viver a magia." Na minha opinião, a frase sem o ponto em anúncios desse tipo ficaria mais elegante e descontraída. Há regra ou convenção a respeito do uso de ponto em frases soltas? Estar-se-ia infringindo alguma regra gramatical se o ponto não fosse utilizado? Outra questão que me causa dúvida, quando tenho de fazer concordância com nomes de cores: o correto é a cor "vermelho" ou a cor "vermelha"?
A função sintática de me
Gostaria de saber a função sintática do pronome oblíquo átono me na seguinte oração: «Não me aperte o braço.»Pensava que se referia a adjunto adnominal do nome braço, uma vez que posso reescrever: «Não apertes o meu braço.» Entretanto, segundo o gramático Napoleão Mendes de Almeida, em sua Gramática Latina, 19.ª edição, p. 22, não se deve classificar assim o referido pronome. Como poderia classificá-lo segundo as gramáticas normativas de Portugal e do Brasil?
Subordinada causal ou consecutiva?
Como classificar a segunda oração da frase: «O avô chegava a mentir, de tanto medo que tinha dela.», causal ou consecutiva? Se, por um lado, a oração é marcada pelo conector tanto... que, típico das consecutivas, e pelo facto de exprimir o grau de intensidade («de tanto medo»), por outro lado, a relação de sentido entre as duas orações é de consequência - causa, sendo o medo que "o avô ... tinha dela" a causa para o facto de ele lhe mentir. Assim, tendo em conta o facto de a oração subordinada possuir formalmente os marcadores indicativos das subordinadas consecutivas, mas evidenciar um nexo semântico causal, como classificá-la corretamente: causal ou consecutiva?
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