Mulato inzoneiro
Tenho procurado o significado da palavra "isoneiro" e sua correta grafia, sem sucesso. Esta palavra encontra-se na letra de "Aquarela do Brasil": "Brasil, meu Brasil brasileiro; meu mulato isoneiro...".
Concordância verbal com infinitivos com a função de sujeito
Consultando as regras de concordância, eu me deparei com a possibilidade de, em algumas construções frasais, duas regras diferentes concorrerem.
Por exemplo, existe (1) a regra de concordância quando os núcleos do sujeito são formados por verbos no infinitivo e (2) a regra de concordância quando os núcleos do sujeito composto são ligados por ou. Exemplo: «Escovar os dentes com a torneira aberta ou tomar banho demorado GASTA(M) muita água.»
Afinal, nessa frase, (1) segue-se a regra de concordância do sujeito com verbos no infinitivo, a saber: o verbo deve ficar obrigatoriamente na 3.ª pessoa do singular (gasta), ou (2) segue-se a regra de concordância dos núcleos do sujeito composto ligados pela conjunção ou com valor aditivo, o que levaria o verbo gastar ao plural (gastam)? Em outras palavras, qual das duas regras devemos seguir e qual frase está certa: 1) «Escovar os dentes com a torneira aberta ou tomar banho demorado GASTA muita água», ou 2) «Escovar os dentes com a torneira aberta ou tomar banho demorado GASTAM muita água»?
O você e os pronomes oblíquos
É aceito o uso de pronomes oblíquos de 2.ª pessoa quando se utiliza você como pronome de tratamento, ou deve-se usar sempre os de 3.ª pessoa? Ex.: «Você gostou do livro que te/lhe enviei?» Ainda que pronomes, devo utilizar quando uso, por exemplo, Vossa Excelência ou Vossa Senhoria, os da 3.ª pessoa do singular ou os da 2.ª pessoa do plural? Ex.: «Envio-lhe» ou «envio-vos»? Grato.
Abalizado vs. avalizado
Eu acho que se diz «opinião avalizada», com aval. Porém, vejo escrito e ouço dizer «opinião abalizada». Gostaria de saber qual é a forma correcta.
Obrigada!
Sobre a expressão «por isso»
A expressão «por isso» é uma locução conjuncional? Assim sendo, é coordenativa conclusiva, ou subordinativa causal?
Demanda de/por
Das frases seguintes, qual está correta?
"A demanda por informações é alta"
"A demanda de informações é alta"
A expressão «já não é/era sem tempo»
Podiam dizer-me o significado da expressão sublinhada na segunda frase no diálogo?
– Eram dois ladrões. Foram presos na sexta-feira.
– Já não era sem tempo, mas, se calhar, daqui a três ou quatro meses já estão cá fora outra vez e voltam a fazer o mesmo.
Prefeito e perfeito
Recentemente, o jornal "O Comércio do Porto" referiu repetidas vezes, no mesmo artigo, que o Papa Bento XVI confirmou o cardeal português como Perfeito da Congregação para a Causa dos Santos. Creio que correcto seria falar-se em Prefeito uma vez que se trata de um cargo.
Novamente pé-de-moleque e «pé de moleque»
Após a promulgação do Acordo Ortográfico (2008), no Brasil e nos países lusófonos, observei, quanto à palavra pé de moleque, agora, grafada sem hífen, o seguinte:
(1) A palavra pé de moleque, sem hífen, portanto, seguindo as prescrições da base XVI do Acordo Ortográfico (1990), lematizada como entrada (lema) na página 964 do Dicionário Escolar da Língua Portuguesa [Como a nova ortografia da língua portuguesa] (2.ª ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional 2008).
(2) A palavra pé de moleque, sem hífen, portanto, seguindo as bases do Acordo Ortográfico, lematizada como subentrada na página 1453 do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa [Com a nova ortografia da língua portuguesa] (Rio de Janeiro: Instituto Houaiss de Lexicografia/Objetiva, 2009). Vale lembrar que como subentrada é classificada como locução e não substantivo masculino ou palavra composta.
(3) Na página 631 do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) [da Academia Brasileira de Letras, ABL], pé de moleque aparece sem hífen, com status de entrada, seguindo, também, as bases do Acordo Ortográfico e classificada como substantivo masculino.
As duas ocorrências, no meu entendimento, tais implicações importantes para a lexicografia e análise linguística da unidade léxica pé de moleque: a) como entrada, deve ser, morfologicamente, classificada como substantivo composto e b) como subentrada, deve ser, morfologicamente, classificada como locução nominal.
Quem tem a palavra final: O Instituto Houaiss, ou a ABL? Como trata da questão no âmbito do ensino de gramática na escola?
As formas de tratamento vós e vocês e os possessivos
Gostaria de conhecer a vossa opinião sobre a correcção das três construções frásicas abaixo indicadas: 1 – «Marcai em função das vossas disponibilidades.» 2 – «Marquem em função das vossas disponibilidades.» 3 – «Marquem em função das suas disponibilidades.»
