A expressão «à memória»
Sei que o tema já foi aqui trazido, mas sem contextualização.
Tenho, infelizmente, passado algum tempo num determinado cemitério e tenho ficado intrigada com o facto de as lápides das campas e dos ossários dizerem todas «À memória de».
Contudo, nas placas colocadas nos ossários – em particular, mas não só –, existe a nítida intenção de recordar alguém e não, propriamente, a de homenagear ou dedicar o espaço / a placa a alguém.
Assim, no meu entender, a inscrição mais correta deveria ser «Em memória de» fulano tal, em vez de «À memória de...», mas não tenho encontrado nenhuma que corrobore o meu ponto de vista.
Será que estou enganada?
Coordenação correlativa: «nem... nem...»
Na frase «Nem telefonaste nem apareceste.», como se classificam as orações introduzidas por nem?
Há colegas que as classificam como coordenadas copulativas e outros como disjuntivas. Fiquei com dúvidas.
Obrigada.
Subordinada substantiva completiva nominal: «sensação de que está interrompendo...»
Trata-se de uma questão de prova. Estou em dúvida sobre a análise sintática dessa oração:
«Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa.»
No caso a oração «de que está interrompendo alguma coisa» é um complemento nominal oracional?
É possível que se trate de uma oração completiva nominal se não existe a oração principal?
Como posso ter clareza de que o que é um pronome nessa oração? O que justifica o fato do que ser um pronome nessa oração?
Obrigada!
«O que» e «o quê» (Brasil)
Deve-se construir «Afora isso, não temos sobre o quê conversar» ou «Afora isso, não temos sobre sobre o que conversar»?
Obrigado.
O topónimo Mualdes (Coimbra)
Qual é a origem do nome Mualdes? Que significado tem?
Quantificador numeral cardinal: «Quatro dos seus livros»
Na frase «Quatro dos seus livros foram adaptados ao teatro e encenados em Portugal, na Alemanha e na Roménia», a palavra quatro é quantificador numeral cardinal ou é fracionário?
Obrigada.
«Chocolate de leite» e «chá de menta»
A forma "chocolate ao leite" (similar ao francês chocolat au lait) é aceitável se estivermos a falar/escrever português de Portugal?
A contração ao (a+o) também pode ser usada neste contexto (o de indicar que o chocolate tem um teor de leite na sua constituição)?
Obrigada.
Complemento do nome: «divino conselho»
Nos versos «Por isso vós, ó Rei, que por divino / Conselho estais no régio sólio posto» [est. 146, canto X, Os Lusíadas], o vocábulo divino desempenha a função sintática de complemento do nome?
Ainda «Ouviram-se os jovens»
Num texto de 13 de maio, é afirmado que o pronome pessoal se, na frase «Ouviram-se os jovens», tem a função de complemento agente da passiva.
Penso que é errado e fundamento-me na Gramática do Português, da Fundação Gulbenkian, vol. I, pág. 390-394; 444-445.
No contexto do ensino do português, o Dicionário Terminológico considera complemento agente da passiva o grupo preposicional presente numa frase passiva que corresponderia ao sujeito da frase ativa.
Neste sentido, gostaria de conhecer bibliografia que considere agente da passiva o morfema se em passivas pronominais.
Obrigado.
Modificador do nome: «O mundo da arte»
Na frase «O mundo da arte está cheio de modelos femininos», qual a função sintática de "da arte"?
Muito obrigada.
