Mecanismos de coesão e os relativos que e onde
Os pronomes relativos (especialmente o pronome que) e advérbios relativos (nomeadamente onde) que introduzem orações adjetivas relativas devem ser considerados marcadores de coesão interfrásica ou de coesão referencial anafórica?
Por exemplo, na frase «A praia onde estive ontem é linda» o constituinte onde substitui o grupo nominal «a praia», refere-se a «a praia». Nesse sentido, retoma o termo anterior, parece um processo anafórico. Por outro lado, introduz uma nova oração, contribuindo deste modo para a coesão interfrásica.
Outro exemplo: «O livro que comprei é interessante.»
Analisando as duas orações que deram origem à frase complexa: «O livro é interessante/ Comprei o livro.» O pronome relativo que substitui o constituinte «o livro», pelo que tem valor referencial. Por outro lado, é o eixo de ligação entre as duas orações, garantindo a coesão interfrásica.
Nas gramáticas de que disponho não encontrei estes exemplos nem na coesão interfrásica (aqui são referidos apenas conectores e conjunções, mas não pronomes ou advérbios relativos) nem na coesão referencial (aqui são referidos pronomes pessoais, demonstrativos, possessivos bem como advérbios com valor de lugar, mas não pronomes e advérbios relativos), pelo que peço a vossa ajuda para esclarecer esta questão.
Muito obrigado e votos de continuação de bom trabalho.
Oração relativa e regência
Na frase abaixo, perguntava-vos se o verbo destacado exige a preposição de: «Foram discutidos os apoios que os alunos da turma BENEFICIAM.»
Obrigado
O valor imperfetivo de «começou a fazer...»
Gostaria que me esclarecessem quanto ao valor aspetual configurado no seguinte enunciado:
«O João começou a fazer os trabalhos de casa depois do almoço.»
A minha dúvida prende-se com o valor aspetual presente no complexo verbal «começou a fazer».
Por um lado, parece poder ser imperfetivo; mas a utilização do pretérito perfeito deixa-me a pensar se deverá ser considerado perfetivo.
Obrigado.
Superlativo absoluto analítico e advérbios
Estou com uma dúvida relativamente ao grau dos adjetivos.
Em que grau se encontram os adjetivos presentes nas seguintes frases:
– Um corpo completamente translúcido.
– Alguns sapos bastante estranhos.
– Floresta Amazónica.
– Marés enchentes.
– Onda quase interminável.
Grato pela vossa melhor atenção!
Repetição da preposição de e estilo
Estou com dúvida nisso pois acho bem estranho, o uso do de esta correto na frase do exemplo:
Ex: «um saco de farelo de milho»
Sempre que há uma frase em que o de aparece duas ou mais vezes, eu acho um pouco estranho.
Obrigado.
Predicativo do sujeito: «Enamorou-se, jovem, de Gabriela»
Na frase «Enamorou-se, jovem, de Gabriela», jovem seria um predicativo do sujeito oculto?
Eu poderia considerar que há uma oração elíptica (quando era jovem) para justificar que jovem é um predicativo?
Muito obrigado!
O termo jubilado
No vosso site diz-se que o termo jubilado se aplica aos professores universitários que atingem o limite de idade.
No entanto, creio que o mesmo termo é aplicado a juízes, independentemente de serem, ou não, professores universitários.
Assim, gostaria de perguntar se o termo jubilado deve ser também aplicável a juízes.
Muito obrigado.
Oração subordinada adverbial consecutiva reduzida: «Comemos a enjoar»
Consultando o dicionário de sinônimos da língua portuguesa, de Rocha Pombo, eis que me deparo com o seguinte abono no verbete da preposição a: «Comemos a enjoar.»
Sei que essa preposição, ao introduzir orações infinitivas, relaciona noções circunstanciais de condição ou tempo concomitante e, a meu ver, este contexto não permite perceber nenhuma dessas circunstâncias.
Para mim, essa oração seria parafraseável por: «Comemos tanto que enjoamos ou comemos a ponto de enjoar.»
Assim, por favor e se possível, peço um parecer sobre a correta interpretação para esse uso deste vocábulo em apreço.
A conjunção copulativa e e o advérbio assim
Na frase «Em certo modo viveu o que cantou e [assim foi] o único épico que foi lírico ao sê-lo .», como devo classificar a oração iniciada pela conjunção coordenativa conclusiva «assim», uma vez que esta é antecedida da conjunção coordenativa copulativa «e»?
O nome tasco e os registos linguísticos
A frase «Vamos a todo o tasco» está correta?
Obrigada.
