Siglas dos estados do Brasil
Sou natural de Brasília e, desde 29/12/1992, residente em Vitória (ES).
Gramaticalmente correto e esteticamente bonito, devo colocar como?
1) Vitória, ES (com vírgula)
ou:
2) Vitória (ES) [com parênteses]?
E por quais motivos isso?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Oração reduzida de particípio
«Publicado em 1967, o livro causou transformações profundas na sociedade.»
Sempre tive dúvidas em relação ao que significa, semântica e gramaticalmente, o termo «publicado em 1967».
Seria um adjunto adnominal? Seria um predicativo do objeto? Seria uma espécie de oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio, ou, quem sabe, uma oração subordinada adjetiva restritiva?
Eu ficaria imensamente feliz se pudessem sanar essa dúvida.
Muito obrigada, e Deus abençoe!
Travessão e vírgula no discurso direto
Tenho uma dúvida sobre pontuação de diálogo e de discurso direto.
Pesquisando em gramáticas, vi que é possível mesclar travessão e vírgula em diálogos, por exemplo:
"— Nem banho tomei, ela esclarecia",
porém estou em dúvida sobre quais outros tipos de pontuação seriam corretos nesse caso e se poderia ser um ponto final (ou isso seria um truncamento de períodos?):
1. — Nem banho tomei. Ela esclarecia.
2. — Nem banho tomei? Ela perguntava.
3. — Nem banho tomei?, ela perguntava.
4. — Nem banho tomei — ela esclarecia.
Seria gramaticalmente correto iniciar uma fala com o travessão e não colocar outro travessão para fechá-la antes de um trecho narrativo? Todas as opções acima estão corretas?
Uma outra dúvida seria sobre a recorrência desse uso misto de travessão e vírgula, pois me parece pouco usual a vírgula sendo utilizada em conjunto com as aspas:
5. "Nem banho tomei", ela esclarecia. Esse uso misto é atual e corrente?
Desde já agradeço.
Pronome "solto" entre os verbos (Brasil)
Gostaria de tirar mais duas dúvidas (ambas sobre o português brasileiro).
1. José Maria da Costa, na coluna Gramatigalhas, ao tratar da posição do pronome átono em locuções verbais, faz uma extensa defesa, baseada na opinião de gramáticos, de que é incorreto deixar aquele solto entre os verbos. O que acham disso? Imagino que haja uma diferença entre o que a norma-padrão e a norma culta admitem. Se eu estiver certo, fica a seguinte questão: qual devo seguir?
2. Ainda que me digam ser, no fim, desaconselhável a próclise ao verbo principal, quando uma locução verbal é interrompida por uma preposição, poderia considerar-se que esta torna adequada tal colocação? Por exemplo, em vez de «ele acabou por cansar-se» e «ela teve de esforçar-se», é aceitável escrever «ele acabou por se cansar» e «ela teve de se esforçar»?
Muito obrigado!
A expressão locativa «em Lisboa»
Na frase «Saúdo-vos cordialmente. Estou feliz por estar em Lisboa…», «em Lisboa» é um deítico espacial?
Obrigada!
Disjuntivo, conjuntivo e adjunto
Considerando que a Porto Editora considera disjunção como substantivo correspondente ao verbo disjungir, pergunto se deveremos relacionar o adjetivo disjuntivo e o substantivo disjuntor com o verbo disjungir ou disjuntar?
Por analogia, deveremos considerar conjunção como substantivo correspondente ao verbo conjungir? E, quanto ao adjetivo conjuncional, no adjetivo conjuntivo e ao substantivo conjuntiva, deveremos relacioná-los com os verbos conjungir ou conjuntar?
Por último e também por analogia, deveremos considerar adjunção como substantivo correspondente ao verbo adjungir? E, a respeito do adjetivo e substantivo adjunto ou do substantivo adjutor e do adjetivo adjutório deveremos relacioná-los com o verbo adjungir ou juntar?
E se não for abuso solicito que acrescentem conjunto aos vocábulos conjunção, conjuncional, conjuntivo e conjuntiva.
A grafia de «chefe de Estado»
A expressão «Chefe de Estado» tinha hífen, no Acordo Ortográfico de 1945?
O género de Pampas
Quando nos referimos à região da América, devemos escrever «a Pampa» ou «o Pampa»?Pergunto isto porque, apesar de em espanhol ser «la Pampa», leio várias vezes «o Pampa».
Obrigado.
A etimologia de rota e roteiro
Prezados especialistas do sítio Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, o melhor sobre nosso idioma que conheço!
Escrevo para solicitar, gentilmente, um esclarecimento etimológico e histórico um tanto mais completo quanto possível para uma pesquisa acadêmica. Esta trata dos intitulados «roteiros experimentais» no Brasil (talvez «guias de procedimentos laboratoriais» ou «guião experimental» em Portugal), o que me levou a investigar a origem e a evolução semântica da palavra "roteiro". Minha pesquisa preliminar indica o seguinte:
(a) Formação: roteiro deriva de rota + eiro;
(b) Raízes latinas: rota pode ter origem em rupta («caminho aberto», do verbo rumpere) ou rotulus («rolo, registro escrito»); e,
(c) Contexto histórico: O termo consolidou-se durante as Grandes Navegações para designar textos-guias de navegação detalhados.
Gostaria de colaboração para compreender os seguintes pontos:
1. Datação e consolidação lexical: existem evidências textuais (em documentos medievais ou do português arcaico) que permitam datar, mesmo que aproximadamente, o período em que a palavra roteiro se consolidou no vocabulário português comum, diferenciando-se de sinônimos como itinerário ou rota?
2. Prevalência da raiz: qual das hipóteses latinas (rupta ou rotulus) é considerada a raiz dominante pela etimologia acadêmica portuguesa para a palavra rota, e, consequentemente, para roteiro? Proviria do francês route?
3. Evolução semântica do sufixo -eiro: gostaria de um parecer sobre a evolução do sufixo -eiro neste contexto. Seria a analogia com roupeiro (lugar que contém roupas, aqui no Brasil, pelo menos) semanticamente válida para roteiro (documento que contém rotas, instruções, ou caminhos a seguir), justificando a sua transição do meio náutico para o científico e artístico (guias de laboratório, guiões de cinema, etc.)?
Esta palavra realmente é um desafio para mim.
Agradeço a atenção e o valioso contributo.
Estar com o particípio passado transformado
Na frase seguinte, qual é a função da palavra transformado?
«Os dois primos adoravam o velho celeiro que estava transformado em garagem.»
