DÚVIDAS

O nome ilimitude
Gostaria de saber se o emprego da palavra "ilimitude" é correcto, em comparação com ilimitação ou ilimitabilidade. Ou seja, procuro o termo que significa «qualidade ou estado do ilimitado» – o que me conduz para "ilimitude" Porém, não encontro no dicionário este termo, embora o encontre em alguns trabalhos de filosofia. Preferia não usar o termo ilimitação, pois induz o significado de «acção ou efeito de não ter limite» – quando o que procuro é «qualidade ou estado» Ilimitabilidade poderá ser uma alternativa, que, adicionalmente, encontro no dicionário. Contudo, por simples questão de gosto, tendo para "ilimitude". Não estou certo de que esta palavra exista ou que esteja correcta. Muito obrigado. N. E. – O consulente segue o Acordo Ortográfico de 1945.
A história de arrumar e arranjar
Em resposta [de 20/03/2026] afirmou[-se] que o verbo arrumar, com o sentido de «preparar, vestir ou pôr em ordem» [se usa no Brasil e] que os termos mais comuns, em português europeu, são arranjar-se ou preparar-se. [No Brasil] seja informal, seja formalmente, empregaríamos arrumar, e nunca arranjar, que se usa noutras acepções. Diga-se, a propósito, que arrumar, com o sentido de «ordenar ou dispor», já aparecia nos dicionários de Cardoso (século XVI) e de Bento Pereira (século XVII). Em Bluteau (primeiro quartel do século XVIII), dá-se exemplo muito semelhante ao do consulente, «arrumar a roupa (Lintea componere)». Moraes (último quartel do século XVIII) traz outro quase idêntico: «arrumar o fato». Já arranjar não se registra em nenhum dos dois primeiros e surge, em Bluteau, apenas no suplemento de 1727, mas como «termo de tanoaria», e não no sentido geral em que viria a ser sinônimo de arrumar. É também como termo de tanoaria que aparece na edição de 1793 do dicionário da Academia das Ciências de Lisboa. Portanto, arrumar é termo mais antigo que arranjar, pelo menos na acepção de que estamos tratando, e arranjar é que parece ter-se instalado, no português europeu, a partir de uma extensão informal de um emprego originalmente restrito ao ofício dos tanoeiros.
A conjunção quando e o imperfeito do indicativo
Gostaria de saber se é apropriado o uso do subjuntivo na frase abaixo, isto é, quanto à utilização da palavra desenvolvessem: «Havia diferentes formas de intervenção, e, na maioria dos casos, os presidentes não agiam ao arrepio da lei, mesmo quando desenvolvessem uma atuação nitidamente partidária, que era a que se manifestava nas nomeações e demissões de autoridades locais importantes, como delegados e subdelegados, nas proximidades dos pleitos.» Grato!
«Não aquecer nem arrefecer» com pronomes pessoais
Acabei de aprender a expressão «não aquecer nem arrefecer». Por exemplo, podemos dizer «O que tu disseste, não me aquece nem arrefece». Mas não tenho a certeza se se diz «… não o(s)/a(s) aquece nem arrefece» ou «... não lhe(s) aquece nem arrefece», quando se trata da terceira pessoa. Ou seja, precisa-se, neste caso, dum pronome objeto direto ou indireto? Agradeço muito a sua atenção.
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