DÚVIDAS

Explicar e «para mim» (Brasil)
Eu sempre utilizava «Explique para mim» no lugar de «Explique-me» ou de «Me explique», pois nunca consigo memorizar quando é que se usa «Me explique» e quando é que se usa «Explique-me» em alguma frase. Porém, uma minha amiga disse em público que «Explique para mim» é gramaticalmente incorreto e esteticamente feio, porém não explicou os porquês de não valer usar dessa forma. No caso, ela está certa ou não? E por quais motivos também no caso? Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Viragem e virada
É muito frequente abordar nas minhas leituras e subsequentes traduções as expressões que, em inglês, mobilizam a expressão turn. Fala-se, por exemplo, de «linguistic turn», «mimetic turn», «performatic turn», e por aí afora, para referir momentos peculiares de transformação do pensamento e de florescimento de campos de estudos em determinadas áreas ou disciplinas filosóficas, sociológicas, ou científicas de um modo geral. A tradução desta expressão, no entanto, não é evidente. Fico sugestionada pelas possibilidades «viragem» ou «virada», mas gostaria de saber a vossa opinião relativamente a esta questão. Desde já muito grata pela atenção dispensada.
O verbo correr, o infinitivo e o sufixo -inho
Quero parabenizar o site. Recorro a vocês para encontrar uma resposta que não encontrei em nenhum outro lugar na rede. É sobre alguns fenômenos linguísticos que tenho observado e para os quais não encontrei definição ou nome. São casos em que a regra sintática é quebrada com um propósito. Não são meramente erros. Na frase «Ele correu pegar a bola», o verbo correr assume uma transitividade que não lhe é própria. Um fenômeno parecido ocorre com «Vá ao quarto correndinho buscar meu telefone», em que o verbo no gerúndio recebe um diminutivo. Claro que as duas frases quebram normas gramaticais, mas não são meros erros, elas têm um propósito, atribuem uma expressividade à construção. Gostaria de saber se há figuras de linguagem em que esses dois fenômenos possam ser enquadrados. Inclusive, gostaria de saber se há mais exemplos desse mesmo fenômeno. Obrigado.
A regência de capaz
 O adjetivo capaz exige qual preposição? O Dicionário Prático de Regência Nominal de Luft diz que o adjetivo capaz pode exigir a preposição para: «Para: Cidadão capaz [apto] para algo, para o trabalho. 'Vários tratantes e algumas pessoas capazes para intermédios'". (Garrett: Cruz) Porém, achei apenas a preposição de em todos os dicionários consultados por mim (Priberam, Aulete...). Desde já, agradeço-lhes a atenção.
O verbo alombar
Há alguns dias, no calor de uma discussão, ouvi uma expressão entre dois assistentes operacionais do meu serviço durante a pausa do pequeno-almoço. O facto é que que nunca tinha ouvido isso. Não sei se a frase correta era: (I) «estás aqui estás a alombar» ou se era: (II) «estás aqui estás a lombar» Só sei que os meus colegas irromperam numa discussão entre eles e separaram-nos. Poderiam dizer-me que significa, por favor? Muito obrigada!
Objeto direto oracional e predicativo do objeto
Na frase «A paciência torna mais leve o que não é possível remediar», temos o objeto direto do verbo tornar na forma oracional («o que não é possível remediar») e o predicativo do objeto («mais leve»). Dentro da oração subordinada substantiva objetiva direta há uma oração subordinada adjetiva restritiva, com o pronome relativo que, retomando o demonstrativo o, que, por sua vez, é qualificado pela oração restritiva («aquilo que não é possível remediar»). Já na estrutura interna da oração adjetiva restritiva («que não é possível remediar»), há uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo («remediar» exercendo a função de sujeito oracional)? O pronome relativo que retoma o pronome demonstrativo o, mas exerce qual função: a de sujeito do verbo é («que não é possível») ou a de complemento verbal de remediar («não é possível remediar isso» = «que»)? Muito obrigado a quem puder ajudar nas dúvidas! Amo minhas descobertas nesse site!
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