Topónimos de Paços de Ferreira: Caçães e Cô
Conhece a etimologia de dois topónimos do concelho de Paços de Ferreira: "Cacães", da freguesia de Eiriz, e "Cô" da freguesia de Penamaior?
É especialmente problemático encontrar qualquer coisa sobre o segundo topónimo.
Ficarei muito feliz por receber a sua ajuda.
Explicar e «para mim» (Brasil)
Eu sempre utilizava «Explique para mim» no lugar de «Explique-me» ou de «Me explique», pois nunca consigo memorizar quando é que se usa «Me explique» e quando é que se usa «Explique-me» em alguma frase.
Porém, uma minha amiga disse em público que «Explique para mim» é gramaticalmente incorreto e esteticamente feio, porém não explicou os porquês de não valer usar dessa forma.
No caso, ela está certa ou não? E por quais motivos também no caso?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
O uso adverbial de horrores
Gostaria de saber qual é a classe gramatical e a função sintática da palavra horrores na seguinte frase:
«Caminhamos horrores.»
Apenas para esclarecer o sentido, vejo a frase sendo usada para indicar que se caminhou muito, bastante, em demasia.
Agradeço todos os esclarecimentos que puderem me oferecer.
O verbo Rocar
O roque no jogo de xadrez é um movimento efetuado entre o rei e a torre. Será possível usar os termos: "roquou" ou "roquado"? Exemplo: «O jogador das brancas roquou» ? -«Após o jogador das brancas ter roquado»? Será necessário usar sempre o verbo auxiliar? Exemplo: «O jogador das brancas ter feito o roque»? Muito obrigado.
Viragem e virada
É muito frequente abordar nas minhas leituras e subsequentes traduções as expressões que, em inglês, mobilizam a expressão turn. Fala-se, por exemplo, de «linguistic turn», «mimetic turn», «performatic turn», e por aí afora, para referir momentos peculiares de transformação do pensamento e de florescimento de campos de estudos em determinadas áreas ou disciplinas filosóficas, sociológicas, ou científicas de um modo geral. A tradução desta expressão, no entanto, não é evidente. Fico sugestionada pelas possibilidades «viragem» ou «virada», mas gostaria de saber a vossa opinião relativamente a esta questão.
Desde já muito grata pela atenção dispensada.
O verbo correr, o infinitivo e o sufixo -inho
Quero parabenizar o site.
Recorro a vocês para encontrar uma resposta que não encontrei em nenhum outro lugar na rede. É sobre alguns fenômenos linguísticos que tenho observado e para os quais não encontrei definição ou nome. São casos em que a regra sintática é quebrada com um propósito. Não são meramente erros.
Na frase «Ele correu pegar a bola», o verbo correr assume uma transitividade que não lhe é própria. Um fenômeno parecido ocorre com «Vá ao quarto correndinho buscar meu telefone», em que o verbo no gerúndio recebe um diminutivo. Claro que as duas frases quebram normas gramaticais, mas não são meros erros, elas têm um propósito, atribuem uma expressividade à construção.
Gostaria de saber se há figuras de linguagem em que esses dois fenômenos possam ser enquadrados. Inclusive, gostaria de saber se há mais exemplos desse mesmo fenômeno.
Obrigado.
A regência de capaz
O adjetivo capaz exige qual preposição?
O Dicionário Prático de Regência Nominal de Luft diz que o adjetivo capaz pode exigir a preposição para:
«Para: Cidadão capaz [apto] para algo, para o trabalho. 'Vários tratantes e algumas pessoas capazes para intermédios'". (Garrett: Cruz)
Porém, achei apenas a preposição de em todos os dicionários consultados por mim (Priberam, Aulete...).
Desde já, agradeço-lhes a atenção.
Pronome relativo e ambiguidade quanto ao antecedente
Na frase «Consegui retornar ao colégio do bairro que marcou minha vida», há ambiguidade.
Que pronome relativo devo colocar no lugar do que para indicar que foi o bairro que marcou minha vida?
Mas, se quero afirmar que foi o colégio que marcou minha vida, que pronome relativo devo colocar?
Obrigado.
O verbo alombar
Há alguns dias, no calor de uma discussão, ouvi uma expressão entre dois assistentes operacionais do meu serviço durante a pausa do pequeno-almoço. O facto é que que nunca tinha ouvido isso.
Não sei se a frase correta era:
(I) «estás aqui estás a alombar»
ou se era:
(II) «estás aqui estás a lombar»
Só sei que os meus colegas irromperam numa discussão entre eles e separaram-nos.
Poderiam dizer-me que significa, por favor?
Muito obrigada!
Objeto direto oracional e predicativo do objeto
Na frase «A paciência torna mais leve o que não é possível remediar», temos o objeto direto do verbo tornar na forma oracional («o que não é possível remediar») e o predicativo do objeto («mais leve»).
Dentro da oração subordinada substantiva objetiva direta há uma oração subordinada adjetiva restritiva, com o pronome relativo que, retomando o demonstrativo o, que, por sua vez, é qualificado pela oração restritiva («aquilo que não é possível remediar»).
Já na estrutura interna da oração adjetiva restritiva («que não é possível remediar»), há uma oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo («remediar» exercendo a função de sujeito oracional)?
O pronome relativo que retoma o pronome demonstrativo o, mas exerce qual função: a de sujeito do verbo é («que não é possível») ou a de complemento verbal de remediar («não é possível remediar isso» = «que»)?
Muito obrigado a quem puder ajudar nas dúvidas! Amo minhas descobertas nesse site!
