DÚVIDAS

Mecanismos de coesão e os relativos que e onde
Os pronomes relativos (especialmente o pronome que) e advérbios relativos (nomeadamente onde) que introduzem orações adjetivas relativas devem ser considerados marcadores de coesão interfrásica ou de coesão referencial anafórica? Por exemplo, na frase «A praia onde estive ontem é linda» o constituinte onde substitui o grupo nominal «a praia», refere-se a «a praia». Nesse sentido, retoma o termo anterior, parece um processo anafórico. Por outro lado, introduz uma nova oração, contribuindo deste modo para a coesão interfrásica. Outro exemplo: «O livro que comprei é interessante.» Analisando as duas orações que deram origem à frase complexa: «O livro é interessante/ Comprei o livro.» O pronome relativo que substitui o constituinte «o livro», pelo que tem valor referencial. Por outro lado, é o eixo de ligação entre as duas orações, garantindo a coesão interfrásica. Nas gramáticas de que disponho não encontrei estes exemplos nem na coesão interfrásica (aqui são referidos apenas conectores e conjunções, mas não pronomes ou advérbios relativos) nem na coesão referencial (aqui são referidos pronomes pessoais, demonstrativos, possessivos bem como advérbios com valor de lugar, mas não pronomes e advérbios relativos), pelo que peço a vossa ajuda para esclarecer esta questão. Muito obrigado e votos de continuação de bom trabalho.
Ainda rir vs. rir-se
Muito obrigada pelas suas respostas anteriores. Podiam explicar, por favor, qual é a diferença entre os verbos rir e rir-se? Como é correto dizer? «Ele riu da piada» ou «Ele riu-se da piada»? (Verbo com o objeto do riso). «Naquele dia ele riu muito» ou «Naquele dia ele riu-se muito»? (Verbo que designa o processo como tal). Ou todas as quatro variantes são aceitáveis? Qual, então, é a diferença entre elas (se há)? Desde já agradeço.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa