A grafia de avos
Escreve-se "um quinhentos avos", "um quinhentos-avos" ou "um quinhentavos"?
Contabilizar e avaliar
Tenho lido contabilizar como sinónimo de avaliar, inclusive no Dicionário da Língua Portuguesa da Academia das Ciências de Lisboa.
Está correto ou trata-se apenas de um termo do processo contabilístico?
Obrigado
A regência de arribar
Qual a regência de arribar?
É correto escrever «Ele arribou ao Brasil»?
Obrigado.
O uso de passante
É lícito, do ponto de vista da gramática normativa, construções utilizando o vocábulo passante como nos casos abaixo?
«Passante o mês de dezembro, irei te visitar.»
«Passante aquela montanha, encontra-se minha casa.»
Oração comparativa: «Os alunos pensaram como a professora»
Na frase «Os alunos pensaram como a professora», qual a função sintática de «como a professora»?
Pode ser um complemento oblíquo?
Agradeço o vosso esclarecimento.
«Nem que», locução conjuntiva concessiva
Na seguinte frase em português há valor concessivo?
«Nem se dona Zélia quisesse, conseguiria alcançar aquela criança.»
Ou seja, existe “nem se”, se é que existe, como conjunção concessiva?
Mecanismos de coesão e os relativos que e onde
Os pronomes relativos (especialmente o pronome que) e advérbios relativos (nomeadamente onde) que introduzem orações adjetivas relativas devem ser considerados marcadores de coesão interfrásica ou de coesão referencial anafórica?
Por exemplo, na frase «A praia onde estive ontem é linda» o constituinte onde substitui o grupo nominal «a praia», refere-se a «a praia». Nesse sentido, retoma o termo anterior, parece um processo anafórico. Por outro lado, introduz uma nova oração, contribuindo deste modo para a coesão interfrásica.
Outro exemplo: «O livro que comprei é interessante.»
Analisando as duas orações que deram origem à frase complexa: «O livro é interessante/ Comprei o livro.» O pronome relativo que substitui o constituinte «o livro», pelo que tem valor referencial. Por outro lado, é o eixo de ligação entre as duas orações, garantindo a coesão interfrásica.
Nas gramáticas de que disponho não encontrei estes exemplos nem na coesão interfrásica (aqui são referidos apenas conectores e conjunções, mas não pronomes ou advérbios relativos) nem na coesão referencial (aqui são referidos pronomes pessoais, demonstrativos, possessivos bem como advérbios com valor de lugar, mas não pronomes e advérbios relativos), pelo que peço a vossa ajuda para esclarecer esta questão.
Muito obrigado e votos de continuação de bom trabalho.
Ainda rir vs. rir-se
Muito obrigada pelas suas respostas anteriores.
Podiam explicar, por favor, qual é a diferença entre os verbos rir e rir-se?
Como é correto dizer?
«Ele riu da piada» ou «Ele riu-se da piada»? (Verbo com o objeto do riso).
«Naquele dia ele riu muito» ou «Naquele dia ele riu-se muito»? (Verbo que designa o processo como tal).
Ou todas as quatro variantes são aceitáveis? Qual, então, é a diferença entre elas (se há)?
Desde já agradeço.
Uma enumeração vicentina
Nos versos «Passai-me, por vossa fé, / meu amor, minhas boninas, / olho de perlinhas finas!», da obra Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, para além de metáforas e apóstrofes, podemos dizer, também, que estão presentes enumerações?
Muito grato!
Oração subordinada substantiva subjetiva justaposta
Na frase «É muito bom quando a Argentina é derrotada por nós», a oração «quando a Argentina é derrotada por nós» é uma oração subordinada substantiva subjetiva?
Obrigado-
