O pronome se e o infinitivo passivo
É obrigatório ou facultativo o uso de se em construção como: «fácil de (se) fazer»?
Mais precisamente, pergunto se não é obrigatório o uso de se na frase
«Tomado pela preocupação com a doença, sua vida não seria apenas impossível, mas sobretudo indigna de viver.»
Se for possível, peço referencias bibliográficas para a fundamentação da resposta.
De antemão, muito obrigado.
A grafia de Porto Novo (Benim)
Antes de mais, obrigado e felicitações pelo vosso inestimável trabalho.
"Porto Novo", a capital do Benim, escreve-se com hífen ou sem?
Na entrada respectiva da Infopédia aparece indiscriminadamente das duas formas. Outras consultas foram igualmente inconclusivas.
Muito obrigado.
A expressão «tomar estado»
«Tomar estado com uma mulher» é o mesmo que amancebar-se ou quer mesmo dizer «casar-se com ela»?
Muito obrigado!
Mais-que-perfeito do indicativo x imperfeito do conjuntivo
Na letra da canção popular «Ó rama, que linda rama», há versos que dizem: «Se houvera quem me ensinara/ quem aprendia era eu.»
Qual é o motivo da utilização do mais-que-perfeito do Indicativo (houvera, ensinara), e não do imperfeito do conjuntivo (houvesse, ensinasse)?
Muito obrigado.
Viragem e virada
É muito frequente abordar nas minhas leituras e subsequentes traduções as expressões que, em inglês, mobilizam a expressão turn. Fala-se, por exemplo, de «linguistic turn», «mimetic turn», «performatic turn», e por aí afora, para referir momentos peculiares de transformação do pensamento e de florescimento de campos de estudos em determinadas áreas ou disciplinas filosóficas, sociológicas, ou científicas de um modo geral. A tradução desta expressão, no entanto, não é evidente. Fico sugestionada pelas possibilidades «viragem» ou «virada», mas gostaria de saber a vossa opinião relativamente a esta questão.
Desde já muito grata pela atenção dispensada.
Aeroportos e nomes próprios de pessoa
Tenho uma dúvida quanto à designação dos aeroportos.
Nesse sentido, gostava de saber se quando nos referimos a eles se pode omitir a preposição de. Exemplo:
(1) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto de Juscelino Kubitschek
ou poderia simplesmente escrever:
(2) Com muita ansiedade, Maria e Joaquim chegaram ao aeroporto Juscelino Kubitschek.
A mesma dúvida surge com os aeroportos de nomes compostos, como: Roissy-Charles de Gaulle, Cristiano Ronaldo, Francisco Sá Carneiro, etc... (o mesmo acontece com os nomes de monumentos). Pode parecer-lhes um dúvida muito inusitada, mas soa-me melhor sem a preposição.
Por outro lado, quando possuem nomes estrangeiros, devemos escrevê-los em itálico?
Peço desculpa por lhes ocupar o precioso tempo com questões deste tipo, mas agradeço encarecidamente a vossa explicação.
«Chocolate de leite» e «chá de menta»
A forma "chocolate ao leite" (similar ao francês chocolat au lait) é aceitável se estivermos a falar/escrever português de Portugal?
A contração ao (a+o) também pode ser usada neste contexto (o de indicar que o chocolate tem um teor de leite na sua constituição)?
Obrigada.
Controlar com objeto direto preposicionado
Mesmo sendo transitivo direto, deparamo-nos com ocorrências algo controversas onde a norma culta -- termo talvez ainda mais controverso -- parece estar de troça relativamente à transitividade do verbo controlar.
Nos exemplos abaixo, o que oficialmente poderia justificar (se justificáveis) as construções? [E, sim, há mais nos exemplos a ser abordado. Estejam livres para, por favor, instruir este consulente.]
A mim ninguém controla.
A mim, ninguém controla.
A mim ninguém me controla.
A mim, ninguém me controla.
Forte abraço à equipe Ciberdúvidas.
O verbo anedotizar
Existe, ou estaria bem formado, o termo "anedotear", com o significado de «fazer anedotas»?
Obrigado.
O complemento do adjetivo útil
Na frase «Essas ferramentas eram úteis aos nossos antepassados», qual a função sintática desempenhada pelo segmento «aos nossos antepassados»?
