Capacitismo, deterrência e especialismo
O site Origem da Palavra determina que os termos capacitismo, deterrência e especialismo não pertencem ao vocabulário ortográfico do idioma português, e eu quero saber se vocês (do Ciberdúvidas da Língua Portuguesa) conseguem classificar essas três palavras como neologismos, estrangeirismos ou outra categoria do gênero.
Por favor, muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Brasil e Portugal: porquê diferentes nomenclaturas gramaticais?
Por que Brasil e Portugal possuem certas diferenças quanto a denominações, entendimentos e categorizações gramaticais (como, por exemplo, a diferença entre o «futuro do pretérito do modo indicativo» brasileiro e o «modo condicional» português)?
Há alguma razão para tais distinções e discordâncias que vá além dos fatores educacionais ou histórico-tradicionais já consabidos e estudados, tendo em vista que as primeiras normatizações oficiais de cada país a tratarem do assunto foram publicadas – pelo que sei até agora, e peço o perdão caso eu desconheça iniciativas anteriores – com um intervalo de quase uma década separando uma da outra (a Nomenclatura Gramatical Brasileira foi instaurada em 1959 e a Nomenclatura Gramatical Portuguesa, em 1967)?
Sinceramente, nunca entendi totalmente a situação e esta sempre me "aturdiu", especialmente após eu ter começado a pesquisar e a cotejar livros sobre a nossa língua, dicionários e gramáticas.
Desde já, agradeço a compreensão!
Cossolicitante
Gostaria de saber se existe na língua portuguesa a palavra "cossolicitante". No caso de existir, é correta essa grafia?
Muito obrigada.
Atos ilocutórios e a frase «está combinado»
Estou com dúvidas em classificar o ato ilocutório presente na seguinte afirmação: «Está combinado.»
Por um lado, parece plausível considerá-lo compromissivo («prometo que estarei lá a essa hora»), mas por outro lado vejo também aqui a possibilidade de ser um ato declarativo, pois corresponde à criação do acordo entre as partes (tu prometeste, eu prometo, a combinação realiza-se, tal como um juiz diria «está aberta a sessão», neste caso um dos interlocutores define uma realidade para ambos os interlocutores ao enunciá-la).
Por outro lado, também não me parece totalmente descabido colocar a possibilidade de ser um ato ilocutório assertivo (funcionando como uma constatação de que o acordo se realizou).
Muito obrigado.
Uso intransitivo do verbo arder
Na frase «...e assim ardeu até ao fim.», o verbo «ardeu» é transitivo indireto (considerando que «até ao fim» é complemento oblíquo) ou é verbo intransitivo?
Obrigada.
Sentir com orações adverbiais de infinitivo
Em relação à regência do verbo sentir, podemos aceitar a preposição em nesta frase?
«Como se sente "em" passar o Natal longe de casa?»
Obrigado.
Dêixis e 3.ª pessoa
É possível considerar a presença de deítico pessoal na frase «Atualmente, os alunos estudam bastante», mesmo estando a forma verbal na 3.ª pessoa?
Obrigada.
O género de manche
Manche (alavanca cujos movimentos controlam a subida, a descida ou o equilíbrio lateral de uma aeronave) é masculino ou feminino? Obrigada!
O topónimo Cagliari
Como deve ser escrito o topônimo italiano Cagliari em língua portuguesa e qual seria o seu gentílico?
Pesquisando na Internet me apareceram as seguintes formas: "Cálari", "Cálhari" e "Cálher". Caso exista mais de uma forma correta, qual seria a mais usual?
Caio e Gaio
Gostaria de saber porque é que o nome latino "Caius" tem duas traduções em português: na variante europeia, Gaio; e, na brasileira, Caio.
Qual a razão para em Portugal se usar um g?
Desde já agradeço a vossa resposta.
