O gentílico do topónimo Meãs (Portugal)
Qual o nome correto quando nos referimos a uma pessoa que resida em qualquer uma das várias freguesias de Meãs (espalhadas por Portugal, Meãs, Meãs do Campo, etc.) ?
"Meãseiros"? "Meanseiros"? Ou outra forma?
Locuções verbais com pronomes átonos no Brasil
Gostaria de tirar as seguintes dúvidas:
1. No Brasil, é preferível escrever "deve-se dizer" ou "deve dizer-se"? Ao mesmo tempo que sinto soar esquisita a alguns brasileiros a segunda opção, fico tentado a escolhê-la, pois costumo posicionar o pronome após o verbo principal e busco consistência na minha escrita. Ainda que não haja uma resposta definitiva, ficaria satisfeito com um conselho.
2. "Poderia escrever-se" é aceitável ou é necessário empregar a mesóclise?
3. Optar por "ele se tinha esquecido" em vez de "ele tinha-se esquecido" causaria alguma estranheza?
4. A ênclise ao verbo "querer" quando este está numa locução (por exemplo: "eu quero-lhe contar minha história") me parece forçada, ao menos deste lado do Atlântico. O que acham?
Desde já, agradeço!
O significado de ressecar
Tenho uma dúvida sobre uso do verbo ressecar. Podemos usá-lo para indicar outra situações que não envolvam água?
Por exemplo: «o plástico da carenagem da minha moto está ressecado de tanto pegar sol»?
Pergunto isso porque sempre ouço na linguagem do dia a dia frases desse tipo, porém ao consultar alguns dicionários, só vi abonos com contextos envolvendo água.
Agradeço desde já o apoio e compreensão de sempre.
O adjetivo e nome salvaguardador
Agradeço mais uma vez o trabalho realizado no Ciberdúvidas, que por diversas vezes já me foi muito útil.
Gostaria de saber, por favor, se a forma "salvaguardador" é aceita pela norma culta em língua portuguesa? Embora já me tenha deparado com o vocábulo "salvaguardador" tanto em artigos, quanto em textos de jornais, não o encontrei nos dicionários que pesquisei.
Obrigada.
Modalidade deôntica com valor de ordem
Na frase «Ora, nesta noite, vamos acabar com o estado a que chegámos», a modalidade evidenciada será a deôntica (valor de obrigação) ou a epistémica (valor de certeza)?
A minha dúvida prende-se com o facto de não haver utilização do modo imperativo ou de um verbo modalizante, como dever, para ser considerada deôntica. Contudo, a frase parece implicar uma intenção de exortar à ação.
Agradeço, desde já, a vossa ajuda no esclarecimento desta dúvida.
Modificador de frase
No artigo "Modificadores de frase: grupos sintáticos e orações", não estou a perceber a diferença dos dois últimos exemplos, os quais passo a transcrever:
«(20) «Talvez os compradores estivessem certos.» – modificador de frase
(21) «Nunca tanta pressa vi.» – modificador de grupo verbal»
Talvez não seria também, tal como nunca, um modificador de grupo verbal, dado que também não é demarcado por uma vírgula?
Muito obrigado!
A formação de segurês
Trabalho na area de design e comunicação, e estamos a desenvolver um projecto que vai endereçar a literacia de seguros/planos de saúde com o objectivo de descomplicar conceitos e termos. A nossa ideia é definir essa linguagem como “segurês”, e gostaríamos de saber se existem direitos de autor ou se poderia haver alguma implicação de futuro.
Questão escrita de acordo com a norma ortográfica de 1945.
O verbo estrear-se
Gostava que me pudessem esclarecer se a frase «António Silva estreia-se a titular» (CNN Portugal – Jogo de preparação para o Mundial, Portugal vs Nigéria) está correcta.
O certo não seria «estreia-se como titular»?!
Obrigado.
A sintaxe do verbo submeter
Na frase «Submetendo-os a uma regra», qual a função sintática de «a uma regra»?
Complemento oblíquo ou complemento indireto? O verbo seleciona complemento indireto quando se encontra na forma reflexa, como em «Ele submeteu-se-lhe», mas não me parece que, neste contexto, a expressão iniciada por preposição seja complemento indireto, já que não seria aceitável a formulação «Submetendo-lhos».
Agradeço antecipadamente a vossa resposta.
A dêixis em «entrei em casa há pouco»
Na frase «Entrei em casa há pouco», que tipo de dêixis é configurada pela forma verbal?
Não podemos admitir as três: pessoal (uso da 1.ª pessoa), espacial e temporal ( pretérito)?
A frase foi retirada de um manual escolar do 12.º ano que apresenta como solução: «deítico espacial».
Obrigada.
